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Ponte de Lima

Desporto de alto rendimento junta “elite” em congresso internacional em Ponte de Lima

Evento internacional conta com a presença de sete dos melhores treinadores/cientistas do desporto mundial.

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O sérvio Mladen Jovanovic participa no evento. Foto: DR

Cerca de 150 participantes, entre treinadores e profissionais de desporto de alto rendimento de diferentes países e continentes, vão reunir-se, os dias 15 e 20, num congresso internacional em Ponte Lima, disse hoje à Lusa fonte autárquica.

Segundo aquela fonte, o evento internacional que contar com a presença de sete dos melhores treinadores/cientistas do desporto mundial, nas modalidades de futebol, futebol americano, rugby, alpinismo,

Mladen Jovanovic, da Sérvia, Dan Baker, David Joyce e Sophia Nimphius da Austrália, os americanos Mike Young e Brett Bartholomew e Matt Jordan, do Canadá são os treinadores convidados pela organização, a cargo da empresa Elite Training, com sede no Brasil, para os seis dias de trabalhos do congresso internacional dedicado à alta ‘performance’.

O encontro pretende proporcionar “uma interligação entre ciência e prática, feita pelos profissionais da área de treino e que estão inscritos para participar neste evento”.

De acordo com a organização, pretende-se ainda criar “um ‘networking’ específico para um mercado que vai estar representa no congresso por centenas de treinadores e técnicos de diferentes países e continentes”.

Ponte de Lima

Hospital de Ponte de Lima é um dos cinco do país com quadro completo de reumatologistas

Por sua vez, o Hospital de Guimarães é um dos hospitais que não dispõe de qualquer reumatologista.

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Foto: O MINHO (via Google Earth)

Cerca de metade dos portugueses não tem acesso a reumatologista nos hospitais públicos, havendo muito poucas unidades do Serviço Nacional de Saúde com o quadro completo de especialistas, alerta a Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Sociedade de Reumatologia, Luís Cunha Miranda, revelou que são apenas cinco os hospitais do SNS com o quadro completo de especialistas, lista da qual faz parte o Hospital de Ponte de Lima, e mais quatro grandes hospitais do país, dois deles centrais: Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Oeste e Hospital Garcia da Orta, em Lisboa, e S. João, no Porto.

Por sua vez, o Hospital de Guimarães é um dos hospitais que não dispõe de qualquer reumatologista.

Uma avaliação feita nos últimos meses por esta sociedade científica sobre a capacidade dos hospitais públicos concluiu que 51,8% dos portugueses não tem acesso à especialidade de reumatologia devido à deficiência cobertura da rede hospitalar.

O problema não é só de agora, reconhece o médico, indicando que se trata de uma questão quase estrutural, que se tem arrastado ao longo dos anos, e que faz da reumatologia uma especialidade “esquecida e negligenciada”.

Em mais de 40% dos hospitais públicos não há sequer um único especialista em reumatologia. O que significa que cinco milhões de portugueses, metade dos quais com uma doença reumática, não tem acesso a um especialista no SNS.

Isto não ocorre apenas no interior do país ou em zonas onde tradicionalmente é mais difícil colocar médicos, acrescenta Luís Cunha Miranda. Hospital de Guimarães, Santo António (no Porto) ou Amadora-Sintra são algumas das unidades sem reumatologistas.

Só na área de abrangência de Amadora e Sintra há 900 mil pessoas que não têm qualquer reumatologista. Luís Cunha Miranda avisa ainda que se vai criar um novo hospital em Sintra, mas que na sua lista de especialidades a abrir não consta a reumatologia.

“O que é mais chocante é que existem pessoas disponíveis para abrir unidades em hospitais como Amadora Sintra ou Santo António e esses hospitais não abrem unidades. Há reumatologistas disponíveis, mas há sempre obstáculos à abertura de unidades, ou da parte das administrações dos hospitais ou da parte das administrações regionais de saúde. Mas quem tinha de ter um plano definido era a Administração Central do Sistema de Saúde”, defende o presidente da Sociedade de Reumatologia.

No último levantamento feito pelo colégio de reumatologia da Ordem dos Médicos, com data de novembro de 2017, estavam definidos 177 reumatologistas em Portugal, sendo que nem todos trabalham no SNS.

De acordo com a Sociedade de Reumatologia, faltam pelo menos mais de 80 especialistas nos hospitais públicos para cobrir as necessidades da população.

O presidente da Sociedade recorda que 56% da população portuguesa tem queixas reumáticas, sendo que se estima que 35% dos doentes não sabe que tem uma doença reumática.

Luís Cunha Miranda recorda que as doenças reumáticas têm um enorme impacto social e económico. Só em termos de reformas antecipadas, as doenças reumáticas custam mais de 900 milhões de euros por ano ao Estado, o que significa 0,5% do PIB nacional.

Já o absentismo provocado por doenças reumáticas se traduz em custos de quebra de produtividade de cerca de 200 milhões por ano.

“O acesso a um especialista pode ajudar a melhorar a vida dos doentes e pode ajudar a mudar este panorama”, considera o médico.

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Ponte de Lima

ESA-IPVC entre as 15 entidades que vão formar o primeiro ‘hub’ digital português para a agricultura

Coordenada pelo ISQ, a rede do Hub4Agri envolve 15 entidades nacionais, onde se incluiu o IPVC.

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O primeiro ‘hub’ português para a agricultura (Hub4Agri) vai ser apresentado na segunda-feira, em Lisboa, e pretende agregar soluções para desenvolver a competitividade dos setores agrícola, agro-alimentar, florestal, produção animal e desenvolvimento rural.

“O Hub4agri é uma iniciativa alinhada com as estratégias nacional e europeia para a digitalização da indústria. Envolve mais de 15 entidades [entre as quais o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, através da sua Escola Superior Agrária, em Refóios do Lima, Ponte de Lima] que cobrem toda a cadeia de valor agro-alimentar, visa a criação de um ecossistema com soluções inovadoras para o desenvolvimento da competitividade dos setores agrícola, agro-alimentar, florestal, produção animal e desenvolvimento rural, capaz de dar uma resposta transversal aos grandes desafios que atualmente se colocam”, disse, em comunicado, Pedro Matias, presidente do ISQ, que coordena a rede.

Segundo o responsável, tanto a agricultura como o sistema alimentar mundial são “desafiados a alimentar uma população global estimada em quase 10 mil milhões de pessoas até 2050, com a diminuição dos recursos terrestres e hídricos. A produção mundial de alimentos necessitará duplicar até 2050 para poder dar resposta a este crescimento populacional, com exigências de mais produtos por parte dos consumidores”.

De acordo com Pedro Matias, para fazer face a este desafios é necessário adotar tecnologia, digitalizar processos e novos modelos de negócio, “baseados nas novas tecnologias de informação e comunicação”.

Neste contexto, o Hub4Agri quer ligar a procura e as necessidades dos produtores agrícolas com soluções e respostas tecnológicas para a digitalização da agricultura.

“O grande desafio é o de constituir e manter um ecossistema de inovação suportado numa rede de cooperação multissetorial e trabalhar em estreita colaboração com as autoridades regionais e nacionais para promover a transformação digital do setor agrícola”, sublinhou.

Mosteiro de Refóios do Lima e Escola Superior Agrária de Ponte de Lima. Foto: DR / Arquivo

Coordenada pelo ISQ, a rede do Hub4Agri envolve também entidades como a Confagri, o Crédito Agrícola de Portugal, as universidades de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro, os institutos politécnicos de Santarém, Viana do Castelo e Bragança e o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio.

Fazem ainda parte da rede a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, o Pólo das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica, a Associação para a Competitividade das Indústrias da Fileira Florestal, a Inova+, o Laboratório Químico e Microbiológico, a Sociedade agropecuária e a ‘startup’ Portugal.

Neste momento, conforme indicou à Lusa uma fonte oficial do ISQ, a rede já foi formalizada junto da União Europeia, para, mais tarde, também ser convertida numa associação de modo a poder candidatar-se a apoios no âmbito dos programas Portugal 2020 e Horizonte 2020.

A mesma fonte referiu que na Europa existem cerca de 200 Digital Innovation Hub (DIH), 20 dos quais no setor agrícola, enquanto, em Portugal, existem três DIH, sendo o Hub4Agri um deles.

A apresentação do Hub4Agri vai decorrer na sede da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Portugal (Confagri) e contará com a presença do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, e da secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann.

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Ponte de Lima

Arquiteto de Ponte de Lima vence prémio de importante revista britânica

Blueprint Awards.

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Foto: Divulgação

O projeto do Espigueiro-Pombal do Cruzeiro, do ateliê Tiago do Vale Arquitetos, recebeu hoje o prémio Blueprint na categoria de “Melhor Projeto Sustentável”, foi anunciado esta noite em Londres.

O projeto em Ponte de Lima já tinha vencido em julho o prémio do júri e do público na categoria de Conservação dos prémios A+, da plataforma Architizer.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

“Os prémios da Blueprint são uma pedra basilar do panorama da arquitectura mundial: é uma enorme honra ser considerado por um júri tão ilustre e continuar a ver a arquitectura portuguesa nos palcos mais destacados do mundo -humildemente, desta vez, pela nossa mão. Dá-nos um ânimo muito forte para continuar por este caminho”, disse o arquiteto.

A estrutura datava originalmente do final do século XIX e era composta por dois espigueiros tradicionais em bases graníticas unidos por uma cobertura comum, que passou a abrigar um pombal.

Entretanto, o espaço entre ambos os espigueiros passou a ser usado para a secagem de cereais, usando dois painéis basculantes para controlar a ventilação, descreve o ateliê na sua página de Internet.

O trabalho de reconstrução implicou a substituição das madeiras apodrecidas “peça a peça”, aproveitando ao mesmo tempo para “corrigir a fragilidade estrutural original” com elementos de travamento diagonais em localizações estratégicas.

Dispensado da utilização agrícola, o edifício modernizado passou a ser um espaço de uso genérico, não tendo uma função específica.

“O Espigueiro-Pombal do Cruzeiro é agora um santuário entre as copas das árvores, uma forma icónica na paisagem rural minhota”, garantem os arquitetos.

A Casa na Fuseta, concelho de Olhão, distrito de Faro, do arquiteto Miguel Arruda, também era finalista na categoria de “Melhor Projeto Residencial Não-Público”, mas o prémio foi atribuído ao ateliê chinês gad x line+ studio pelo empreendimento de habitação económica na localidade de Dongziguan, no distrito de Fuyang.

Nesta 5.ª edição, os Blueprint Awards, criados pela publicação britânica especializada, foram atribuídos por um júri constituído alguns profissionais reconhecidos da arquitetura e design mundiais, entre os quais Daniel Libeskind e David Adjaye.

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