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Desporto

Desportivo das Aves vence Taça de Portugal

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Foto: DR

O Desportivo das Aves tornou-se hoje o 13.º clube a conquistar a Taça de Portugal em futebol, ao vencer o Sporting por 2-1, na final da 78.ª edição da prova, disputada no Estádio do Jamor, em Oeiras.

O avançado Alexandre Guedes, de 24 anos, foi o ‘herói’ dos comandados de José Mota, ao ‘bisar’, aos 16 e 72 minutos, enquanto o suplente colombiano Montero marcou o golo do conjunto de Jorge Jesus, aos 85.

O Desportivo das Aves, que nunca tinha vencido o Sporting, sucede no palmarés da prova ao Benfica, enquanto os ‘leões’ somaram o 12.º desaire, em 28 finais, numa semana em que só treinaram uma vez, após as agressões a jogadores, em Alcochete.

Nelson Lenho. Foto: Facebook de Nelson Lenho

No onze do Desportivo das Aves destaque para a presença de Nélson Lenho, jogador vianense de Geraz do Lima, e de Quim, guarda-redes de Famalicão.

Aves escreveu 14.º triunfo de um ‘pequeno’ face a um ‘grande’

O Desportivo das Aves selou hoje o 14.º triunfo de um ‘pequeno’ face a um ‘grande’ numa final da Taça de Portugal em futebol, em 51 tentativas, ao vencer o Sporting (2-1), no jogo decisivo da edição 78.

A formação da Vila das Aves, a primeira estreante a vencer a prova desde o Estrela da Amadora, em 1989/90, sucedeu a Boavista (quatro triunfos), Belenenses, Académica e Vitória de Setúbal (dois) e Leixões, Vitória de Guimarães e Sporting de Braga (um).

O Boavista perdeu uma vez com o Benfica (2-5 em 1992/93, na final de Paulo Futre, que ‘bisou’), mas venceu duas (2-1 em 1974/75, com tentos de João Alves e Mané, e 3-2 em 1996/97, com dois golos de Sanchez e um de Nuno Gomes).

Face a Sporting e FC Porto, o Boavista jogou uma final com cada, vencendo os ‘leões’ em 1978/79, num segundo jogo, graças a um tento solitário de Júlio, e os ‘dragões’ em 1991/92, por 2-1, com tentos de Marlon Brandão e Ricky.

Por seu lado, o Belenenses ganhou ao Sporting em 1959/60, por 2-1, com tentos de António Carvalho e Matateu, e superou o Benfica em 1988/89, com um triunfo por 2-1, selado por Chico Faria e Juanico.

O conjunto do Restelo está, porém, em desvantagem face aos seus dois conterrâneos, pois perdeu duas finais com as ‘águias’ e três face aos ‘leões’.

Quanto ao Vitória de Setúbal, ganhou duas de quatro finais com o Benfica, por 3-1 em 1964/65 e, mais recentemente, 2-1 em 2004/05, mas tem um balanço negativo face aos ‘grandes’, pois perdeu duas com o Sporting e outros tantas com o FC Porto.

No que respeita a triunfos de ‘pequenos’ face a ‘grandes’, a Académica foi a primeira equipa a consegui-lo: 4-3 ao Benfica na final da primeira edição, acabando por repetir o feito há seis anos, batendo o Sporting, por 1-0.

A ‘briosa’ ainda jogou mais duas finais com o clube da Luz, tendo perdido por 5-1 em 1950/51 e por 2-1 em 1968/69, num embate que ficou marcado por intensas manifestações estudantis.

O Leixões foi outros dos emblemas a superar os ‘grandes’, conseguindo vencer o FC Porto por 2-0 em 1960/61, em pleno Estádio das Antas, com golos de Osvaldo Silva e Manuel Oliveira. Em 2001/02, perdeu por 1-0 com o Sporting.

Mais recentemente, o Vitória SC, então orientado por Rui Vitória, seguiu estas ‘pisadas’ e venceu o Benfica, em 2012/13, com golos de Soudani e Ricardo Pereira, que anularam o tento inaugural de Gaitán, agravando um final de época penoso para os ‘encarnados’, comandados por Jorge Jesus.

Os vitorianos, que na época passada foram derrotados pelas ‘águias’, por 2-1, apenas alcançaram o sucesso à quarta tentativa, depois de terem perdido 0-4 com o Sporting em 1962/63 e 0-1 e 2-6 com o FC Porto, em 1987/88 e 2010/11, respetivamente.

A última formação a superiorizar-se a um ‘grande’ tinha sido o Sporting de Braga. Em 2016, os ‘arsenalistas’ venceram o FC Porto no desempate por grandes penalidades, após o 2-2 registado no final do prolongamento, resultado que lhes permitiu arrecadar o segundo troféu da prova rainha, repetindo o triunfo de 1965/66, frente ao Vitória de Setúbal.

De resto, os bracarenses tinham perdido um ano antes (2014/15), diante do Sporting – precisamente no desempate por penáltis – o mesmo acontecendo em 1981/82 (0-4). Somam outros dois desaires em finais com o FC Porto, em 1976/77 (0-1) e 1997/98 (1-3).

Hoje, no Jamor, coube ao Desportivo das Aves ‘escrever’ o 14.º triunfo de um ‘pequeno’ face a um ‘grande’, ao bater o Sporting por 2-1, graças a um ‘bis’ de Alexandre Guedes, que faturou aos 16 e 72 minutos. O colombiano Montero ainda reduziu, aos 85.

– Os 14 triunfos de ‘pequenos’ sobre ‘grandes’ em finais:

Época Vencedor Derrotado Resultados

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1938/39 ACADÉMICA Benfica 4-3

1959/60 BELENENSES Sporting 2-1

1960/61 LEIXÕES FC Porto 2-0

1964/65 VITÓRIA DE SETÚBAL Benfica 3-1

1974/75 BOAVISTA Benfica 2-1

1978/79 BOAVISTA Sporting 1-1ap, 1-0

1988/89 BELENENSES Benfica 2-1

1991/92 BOAVISTA FC Porto 2-1

1996/97 BOAVISTA Benfica 3-2

2004/05 VITÓRIA DE SETÚBAL Benfica 2-1

2011/12 ACADÉMICA Sporting 1-0

2012/13 VITÓRIA SC Benfica 2-1

2015/16 SC BRAGA FC Porto 2-2, 4-2gp

2017/18 DESPORTIVO DAS AVES Sporting 2-1

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Desporto

Europeu de basquetebol adiado para 2022 para ‘fugir’ aos Jogos Olímpicos

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Europeu masculino de basquetebol de 2021 foi adiado para 2022, devido à proximidade dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que foram adiados por um ano devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje a federação internacional da modalidade.

A prova, que deveria realizar-se entre 17 de agosto e 01 de setembro de 2021, em quatro países (Alemanha, Itália, Geórgia e República Checa), está agora agendada para o período compreendido entre 01 e 18 de setembro de 2022.

A pandemia de covid-19, motivada pelo novo coronavírus, levou ao adiamento ou cancelamento da maioria das competições a nível mundial, entre as quais os Jogos Olímpicos Tóquio2020, que se vão disputar entre 23 de julho e 08 de agosto de 2021, na capital japonesa.

O novo coronavírus já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com cerca de 787 mil infetados e de 62 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

“Nenhum jogo vale mais do que uma vida”

FIFA

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou hoje a ideia de que “nenhum jogo vale mais do que uma vida” e considerou que “seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar” face à pandemia da covid-19.

“Nenhum jogo, nenhuma competição, nenhuma liga vale mais do que uma única vida humana. Todos no mundo deveriam ter isto bem claro. Seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar, se as coisas não estiverem 100% seguras. Se tivermos de esperar um pouco mais, temos de o fazer. É melhor esperar um pouco mais do que correr riscos”, afirmou Infantino, em entrevista ao site brasileiro UOL.

O líder da FIFA reforçou, assim, uma opinião que já tinha emitido durante um congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), salientando que a principal prioridade deve ser “a saúde” e, depois, “ajudar a comunidade futebolística” a fazer face ao “impacto financeiro desta crise, que terá repercussões enormes”.

“Por isso, ouçamos o que as autoridades sanitárias têm a dizer. Ouçamos os peritos. Vamos trabalhar em estreita colaboração com eles e seguir sempre as suas orientações e conselhos”, vincou o italo-suíço.

No final de março, a FIFA revelou possuir uma reserva financeira de 1.400 milhões de euros e anunciou a intenção de ajudar todo o futebol o mundial, estando a ponderar a criação de um fundo económico de apoio a clubes e ligas, para ajudar a minimizar os efeitos provocados pela pandemia da covid-19.

Quase todos os países suspenderam as competições por tempo indeterminado, devido à propagação do novo coronavírus, sendo que as exceções são a Bielorrússia, o Tajiquistão, a Nicaráguia e o Burundi, onde os campeonatos continuam a decorrer.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

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Desporto

Gil Vicente assume interesse em renovar com Vítor Oliveira

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Gil Vicente equaciona renovar o contrato com o treinador Vítor Oliveira, mas as negociações só avançarão quando a permanência na I Liga de futebol estiver consumada, assumiu hoje o diretor desportivo Tiago Lenho.

“Ao atingirmos os nossos objetivos, obviamente não seríamos inteligentes se não houvesse esse passo. Temos de reconhecer o seu trabalho e tudo o que ele já nos deu enquanto ser humano, pelo que fará todo o sentido convidarmos o ‘mister’ a renovar”, afirmou o dirigente, numa videoconferência promovida pelos minhotos nas redes sociais.

Lembrando que Vítor Oliveira assina contratos de uma época, Tiago Lenho sublinha a “força e impacto” que o experiente técnico aportou à formação de Barcelos, nona colocada a 10 jornadas do fim, com 30 pontos, 14 acima da zona de descida, numa altura em que o campeonato está suspenso por tempo indefinido devido à pandemia da covid-19.

“Tem gerido assim a sua carreira e com os bons resultados que se conhecem. É uma conversa que vamos certamente ter quando a manutenção for efetivada, até porque será do interesse do Gil Vicente continuar com alguém que cumpre os seus objetivos. Não apontamos já metas pontuais para isso, até porque o ‘mister’ também não o faz”, referiu.

O diretor desportivo considerou que Vítor Oliveira teve um papel “importante” no regresso “perfeitamente tranquilo” dos minhotos à I Liga, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, já que o discurso “assertivo e correto” do técnico permitiu gerir as expectativas além dos resultados.

“É uma pessoa reconhecida no futebol português e respeitada por todos. Quando fala sobre algo, todos o assumem como verdade. A sua experiência foi fundamental num plantel novo, em que 85% dos jogadores não conhecia a realidade do futebol português. O treinador manteve a equipa crente do seu valor e é excedível nisso”, valorizou.

O Gil Vicente “abordou mais de 40 jogadores” no verão até chegar aos 23 reforços com que assinalou o regresso à elite, mas Tiago Lenho espera que esta “revolução” não seja repetida na preparação da próxima temporada, até porque o projeto dos barcelenses deixou de ser “totalmente desconhecido” e tem adquirido “outro tipo de credibilidade”.

“É normal que haja entradas e saídas, mas já temos 15 jogadores com contrato para 2020/21 e uma base que não havia há um ano. Dos que terminam contrato, esperamos que dois ou três continuem. Também estamos a aproveitar esta fase em casa para ver muita coisa, analisar jogadores e colocar hipóteses em cima da mesa”, notou.

Para já, os pupilos de Vítor Oliveira mantêm-se em casa, com planos de treino individuais, enquanto o futebol português trabalha “no sentido de se voltar a jogar”, e o responsável até delineou “cenários otimistas” para o regresso da competição, cujos princípios serão adaptados à evolução do novo coronavírus e às recomendações das autoridades sanitárias.

“É difícil prever, porque isto é algo desconhecido para todos. Acredito fortemente que vamos voltar a jogar, porque o futebol faz-nos falta e é importante que se jogue por razões económicas. Há esse objetivo claro por parte de todas as entidades, que só acontecerá se a pandemia evoluir de forma positiva e for possível fazê-lo em segurança”, afiançou.

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