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Desemprego fixa-se nos 7,3% na zona euro e 6,6% na UE em abril

Eurostat

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Foto: DR / Arquivo

A taxa de desemprego foi de 7,3% na zona euro e 6,6% na União Europeia, em abril, segundo mês das medidas de confinamento devido à covid-19 na maior parte dos Estados-membros, estima hoje o Eurostat.


Na zona euro, a taxa de desemprego avançou face à de 7,1% de março, mas ficou abaixo da de 7,6% registada em abril de 2019.

Na União Europeia (UE), os 6,6% de abril comparam-se com os 6,4% de março e os 6,8% homólogos.

O gabinete estatístico europeu não faz, neste boletim, as habituais comparações por Estado-membro e alerta que estes dados não espelham a realidade, uma vez que as estimativas são baseadas na definição padrão de desemprego da Organização Mundial do Trabalho, que designa como desempregadas as pessoas sem trabalho e que estavam ativamente à procura de um emprego nas quatro semanas anteriores.

Devido às medidas de confinamento adotadas já me março para conter a pandemia da covid-19, houve uma grande subida nos pedidos de subsídio de desemprego na UE, mas as pessoas inscritas nos respetivos organismos estavam impedidas de procurar um novo trabalho devido ao confinamento ou por terem que ficar como cuidadores dos filhos, sem poderem trabalhar.

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Portugal bate novo máximo de internados em cuidados intensivos

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Portugal registou hoje um novo máximo de pessoas internadas com covid-19 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) desde o início da pandemia, com 294 pessoas hospitalizadas, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O número hoje apresentado revela um aumento de 10 pessoas internadas em UCI. O anterior valor máximo de internamentos em cuidados intensivos tinha sido registado no último sábado, dia em que 286 pessoas estavam nestas unidades hospitalares com covid-19.

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PAN acompanha preocupações do Governo e quer clarificação sobre presidenciais

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O porta-voz do PAN disse hoje acompanhar “genericamente” as preocupações expressas pelo Governo para pedir a declaração do estado de emergência, pedindo que se clarifique que “não se pode coartar ou restringir” a campanha para as eleições presidenciais.

“Genericamente, acompanhamos aquele que é o sentido do documento entregue pelo senhor primeiro-ministro que visa decretar o estado de emergência. Temos noção daquilo que são as condições epidemiológicas e o contexto sanitário e, naturalmente, é importante que se tomem novas medidas”, afirmou André Silva, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o Presidente da República.

O deputado não se quis, contudo, comprometer-se com o sentido de voto do partido, dizendo querer esperar pelo conteúdo concreto do decreto que Marcelo Rebelo de Sousa – se entender decretar o estado de emergência – enviará à Assembleia da República.

André Silva disse ter exprimido ao chefe de Estado duas preocupações: a primeira, que seja reavaliada a decisão do Governo de encerramento de feiras e mercados e, a segunda, relacionada com direitos políticos em vésperas de eleições presidenciais, previstas para janeiro.

“Este estado de emergência não pode coartar ou restringir a atividade normal dos candidatos, nomeadamente na recolha de assinaturas ou nas mais diversas atividades políticas”, alertou o porta-voz do PAN, partido que já declarou apoio à candidata Ana Gomes.

Segundo André Silva, foi solicitado ao Presidente da República, “que concordou”, que num eventual decreto do estado de emergência “possa clarificar que todas estas atividades são permitidas para que exista maior independência” nas próximas presidenciais.

O porta-voz do PAN pediu ainda que seja garantida “a sobrevivência das empresas”, através de apoios “melhorados e renovados”.

“O país não quer nem aguenta o mesmo confinamento que tivemos em março e abril”, alertou.

Por outro lado, o deputado considerou que “estão a ser pedidos aos cidadãos muitos esforços, sem que o Governo tenha esgotado tudo o que pode fazer”, apontando que, por exemplo, os transportes públicos “continuam apinhados”.

“Há uma série de responsabilidades que o Governo deve tomar e ainda não tomou para que haja alguma coerência e maior legitimidade para solicitar este esforço aos cidadãos”, disse.

André Silva realçou ainda que, neste momento, o PAN não entende que seja “justificado ou conveniente” impor um recolher obrigatório.

“Se viermos a perceber daqui a umas semanas que é necessário, equacionaremos”, afirmou.

Questionado se o Presidente da República apontou a data em que poderá enviar um eventual decreto ao parlamento, o deputado respondeu negativamente.

O primeiro-ministro propôs hoje ao Presidente da República que seja decretado o estado de emergência “com natureza preventiva” para “eliminar dúvidas” sobre a ação do Governo para a proteção dos cidadãos em relação à pandemia da covid-19 em quatro áreas, incluindo a imposição de limites à liberdade de circulação e de controlo de temperatura para acesso a determinados locais de trabalho.

De acordo com António Costa, a proposta de estado de emergência – que pretende ver renovada por um período alargado – visa também permitir que, eventualmente, se possa proceder à utilização de recursos e meios de saúde dos setores privado e social, e a mobilização de recursos humanos, “seja no setor público ou no privado”, para reforçar, por exemplo, as equipas de rastreio.

Depois de receber o primeiro-ministro, o Presidente da República está hoje a ouvir os nove partidos com assento parlamentar.

O estado de emergência vigorou em Portugal no início desta epidemia, entre 19 de março e 02 de maio.

De acordo com a Constituição, a declaração do estado de emergência pode determinar a suspensão de alguns dos direitos, liberdades e garantias, por um prazo máximo de 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.

A sua declaração no todo ou em parte do território nacional é uma competência do Presidente da República, mas depende de audição do Governo e de autorização da Assembleia da República.

Em Portugal, os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus foram detetados no dia 02 de março e até agora já morreram 2.544 pessoas com esta doença, num total de 144.341 casos de infeção contabilizados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Covid-19: Mais 46 mortos, 2.506 infetados e 1.523 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Portugal regista hoje mais 46 mortos e 2.506 novos casos de infeção por covid-19, em relação a domingo, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). É um novo recorde de óbitos diários.

1.202 dos novos casos são no Norte.

Há 2.255 pessoas internadas.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 146.847 casos de infeção confirmados e 2.590 mortes.

Há ainda 83.294 recuperados, mais 1.523 nas últimas 24 horas.

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