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Descobertos novos solventes naturais com potencial aplicação no tratamento da tuberculose

Há uma diminuição de 40 por cento de casos notificados em Portugal, nos últimos 10 anos

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Foto: DR

Investigadores portugueses descobrem inovações no tratamento da Tuberculose. O tema será debatido no primeiro congresso da área dos Sistemas Eutécticos, em Portugal.

Segundo a Direção-Geral da Saúde, a tuberculose registou uma diminuição de 40 por cento de casos notificados em Portugal, nos últimos 10 anos. Registos mais recentes referem que, até março de 2018, foram notificados 1741 casos de tuberculose referentes a 2017, dos quais 1607 eram novos casos.

“A investigação na área dos Sistemas Eutécticos em Portugal tem vindo a desenvolver importantes avanços, em especial na Saúde. A descoberta da potencialidade de utilização destes compostos naturais é de grande importância, uma vez que podem contribuir para a contenção da tuberculose simples, devido ao aumento da eficácia dos medicamentos que os solventes irão provocar.” afirma, em comunicado, Ana Rita Duarte, professora associada da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

A tuberculose é uma doença infeciosa, que afeta principalmente os pulmões. No entanto, pode atingir qualquer órgão. Quando infetado com tuberculose nas vias respiratória, o doente representa sério risco para a Saúde Pública, uma vez que, ao tossir ou ao falar, liberta bacilos que posteriormente poderão ser inalados por outros indivíduos.

Os DES são solventes de origem natural, “que podem ser usados em vários processos”, substituindo os tradicionais solventes tóxicos, “com o objetivo de criar processos mais sustentáveis”.

“É promissor o uso destes solventes em novos sistemas de administração de fármacos para tratamento da tuberculose, incorporando isoniazida, etambutol e L-arginina. Os estudos do grupo Des.solve demonstraram que aumentam a solubilidade e a biodisponibilidade dos princípios ativos quando incorporados no sistema eutéctico”, refere ainda o comunicado.

O Grupo de Investigação Português Des.solve está a promover o primeiro congresso na área dos sistemas eutécticos, em Portugal. A iniciativa irá decorrer entre os dias 24 a 27 de junho de 2019, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, em Campolide.

O grupo de Investigação Des.solve, em Portugal, está sediado na Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa. Tem como principal objetivo “o estudo de sistemas eutécticos, um campo de estudo muito recente, sendo que estes sistemas desempenham um papel crucial no âmbito de processos mais sustentáveis, encontrando-se em fase de expansão para diferentes áreas”.

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Catarina Martins reitera acordo com Governo para fim de novas PPP na saúde

“À medida que terminarem, fica o sistema sem PPP”

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Foto: Divulgação / Arquivo

A coordenadora do BE, Catarina Martins, reiterou hoje que o partido acordou com o Governo o fim de novas Parcerias Públicas Privadas (PPP) na gestão de hospitais quando terminarem os contratos atualmente em vigor.

“Nenhum contrato que existe neste momento será posto em causa com a formulação acordada, o que acontece é que não haverá novas PPP. À medida que terminarem, fica o sistema sem PPP”, afirmou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), em Lisboa.

Na semana passada, o BE apresentou em conferência de imprensa propostas de alteração à Lei de Bases da Saúde que reclamou terem sido acordadas com o Governo, com o executivo a afirmar horas depois que “não fechou qualquer acordo com um partido em particular” nesta matéria.

“Não julgo que o Governo vá recuar, o BE está a apresentar na especialidade a última formulação do texto que chegou do próprio Governo”, salientou Catarina Martins.

Para a coordenadora do BE, o texto resultante da aproximação de posições com o executivo “é claro sobre as PPP na gestão de hospitais”: “Todas as unidades do SNS têm gestão pública e, portanto, as PPP que existem neste momento quando acabar o tempo contratual chegam ao fim e esses hospitais passam para gestão pública”, explicou.

Sobre a possibilidade de o Presidente da República vetar uma nova Lei de Bases da Saúde que preveja o fim das PPP, noticiada pelo Expresso, a líder do BE disse preferir aguardar pela decisão de Marcelo Rebelo de Sousa quando o diploma sair do parlamento.

“Parecer-me-ia estranho um veto político do Presidente da República baseado em defender os hospitais privados deste país. A Assembleia da República tem toda a capacidade para fazer PPP ou acabar com elas”, defendeu.

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30 mil camas para estudantes do superior para deixar de “hipotecar o futuro do país”

Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior

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Foto: DR

O Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior prevê duplicar a oferta de camas numa década, dando resposta a 30 mil estudantes, e deixar de “hipotecar o futuro do país e famílias”.

O Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) vai chegar a 42 concelhos e prevê que, nos próximos quatro anos, sejam disponibilizadas mais 11.500 camas para estudantes das universidades e dos institutos politécnicos que estejam deslocados de casa, lembrou hoje o secretário de Estado do Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, sublinhando que dentro de 10 anos os estudantes terão 30 mil camas a preços mais acessíveis.

Um dos 263 imóveis que serão requalificados até 2023 é o histórico edifício no Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, que hoje foi simbolicamente entregue aos responsáveis pelo PNAES.

O evento contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, três ministros, um secretário de Estado e um presidente de câmara. Todos criticaram o longo período de falta de políticas de habitação que tivesse com conta a situação das famílias.

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Funcionários da PJ enviam carta a António Costa a exigir direitos iguais nas carreiras

Mais de 650 subscreveram

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Foto: Arquivo

Mais de 650 funcionários da Polícia Judiciária (PJ) subscreveram uma carta enviada ao primeiro-ministro a pedir que abandone o projeto de estatuto proposto para aquela polícia, para evitar uma fragmentação que pode comprometer o desempenho.

A carta, a que a agência Lusa teve hoje acesso e que foi entregue no gabinete do primeiro-ministro na quinta-feira, foi subscrita por profissionais tanto da carreira do Apoio à Investigação Criminal como da carreira de Investigação Criminal, “independentemente da categoria ou função”, com assinaturas de norte a sul do país.

Os subscritores, face ao conhecimento do projeto dos novos estatutos, pedem que o primeiro ministro “reabra a fase negocial que pela estratégia adotada até à data se traduziu pela não consideração do todo o que é a PJ, minimizando cerca de um terço dos seus trabalhadores”.

Na missiva, que também foi enviada para o Presidente da República, ministra da Justiça e diretor Nacional da Polícia Judiciária, pedem que seja revisto o projeto de estatuto, “com base em princípios que salvaguardem a unidade dos seu pessoal, o caráter especial das carreiras de todos os funcionários, porque para eles se pretende incrementar os deveres a que estão sujeitos, diferenciando-os em muito do regime geral”.

“Só uma política única integralmente constituída por profissionais particularmente dedicados à investigação criminal, direta ou indiretamente pode garantir a excelência da atuação da organização e a resposta social que se espera dela”, argumentam.

Acrescentam que “agora, em normalidade, à semelhança do que aconteceu com a carreira de Segurança, e que está a acontecer no pós-concurso do ingresso de especialistas adjuntos, pode e deve-se promover cursos iniciais, não inferiores a seis meses, para o grupo de pessoal com funções gestionárias”.

Os subscritores da carta apresentam-se como um movimento que “não tem qualquer ligação a sindicatos” e pretendeu ser isento nas suas reivindicações, embora tenha surgido por iniciativa de funcionários da carreira de Apoio à Investigação Criminal aquando o anúncio da criação de apenas três carreiras especiais, deixando de fora mais de 50% dos funcionários do referido grupo de pessoal.

“Todos os funcionários da PJ concorrem para o objetivo de combate à criminalidade e têm conteúdos funcionais específicos e deveres funcionais mais exigentes que os previstos para as carreiras gerais, como é reconhecido desde 1989. Foi esta complementaridade que sempre existiu entre as várias carreiras que tornou a PJ no corpo especial, reconhecido internacionalmente, que hoje é”, afirmam.

Consideram que subtrair funcionários do corpo especial, para além de pôr em crise os deveres a ele associados, afeta cerca de 50% dos funcionários da carreira de apoio à investigação, cortando-lhes em definitivo qualquer progressão, ao contrário do hoje lhes é reconhecido.

“Descartar funcionários nas suas especialidades – 80% já têm mais de 20 anos de antiguidade – é desperdiçar todas as competências adquiridas quer em formações internas, quer no posto de trabalho, contrariando a boa gestão de aproveitamento do capital humano”, consideram.

Afirmam que “a ideia de fragmentação que se está a criar gera um mau estar evidente dentro da instituição que vai, sem dúvida perturbar o seu normal desempenho nos próximos tempos”.

“O que se pretende, senhor primeiro ministro, é fazer acompanhar esse novo quadro de deveres de novos direitos, equilibrando como é de justiça o balanço entre os dois, ao invés de subtrair”, afirmam os subscritores da carta.

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