Seguir o O MINHO

Braga

Descida ligeira de casos ativos de covid-19 na Póvoa de Lanhoso

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O concelho de Póvoa de Lanhoso registava, até às 18:00 horas desta quarta-feira, 45 casos ativos de infeção por covid-19, menos dois do que na passada quarta-feira.


Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde.

A nível global, os cinco concelhos do Médio Cávado (Vila Verde, Amares, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso), registavam 890 recuperados e 19 óbitos a lamentar.

Portugal regista hoje mais 24 mortos e 3.960 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). É um novo recorde de casos diários.

2.114 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 124.432 casos de infeção confirmados e 2.371 mortes.

Há ainda 74.001 recuperados, mais 1.657 nas últimas 24 horas.

Anúncio

Braga

Pandemia “força” mudança de instalações de Tribunal de Família de Braga

Para um edifício na Rua dos Granjinhos

em

Tribunal de Familia e Menores de Braga. Foto: Jornal "Correio do Minho"/correidominho.pt

O Tribunal de Família e Menores de Braga vai mudar para um edifício na rua dos Granjinhos, face à exiguidade das atuais instalações e para permitir o distanciamento imposto pela covid-19, disse hoje o juiz presidente daquela comarca.

Em declarações à Lusa, Dionísio Oliveira indicou que a falta de condições das atuais instalações já é pública há muitos anos, mas a situação entretanto agravou-se com a pandemia de covid-19 e a necessidade de manter o distanciamento social.

Câmara de Braga empresta sala ao Tribunal de Menores devido à falta de espaço

“Com as regras de distanciamento, o que já era pequeno tornou-se insustentavelmente mais pequeno”, referiu.

Face à situação, o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça arrendou um edifício da Rua dos Granjinhos, por cima da Loja do Cidadão, para onde vai ser transferido o Tribunal de Família e Menores.

De acordo com Dionísio Oliveira, esta transferência poderá ser provisória, já que aquele edifício estará reservado para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, também a braços com insuficiência de instalações.

“Para já, fica resolvido o problema do Tribunal de Família e Menores. O novo espaço é a antítese do atual, tem dignidade e muito boas condições”, disse ainda.

Admitiu que a transferência deverá ocorrer até janeiro.

Câmara de Braga empresta sala ao Tribunal de Menores devido à falta de espaço

As instalações do Tribunal de Família e Menores de Braga, no Campo da Vinha, têm sido apontadas como um dos casos mais críticos na área da Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Esta procuradoria, em recentes relatórios, denunciou que as instalações não têm “condições nem dignidade” para albergar uma instância judicial.

Sublinhou que se trata de um prédio originalmente construído para habitação e que se encontra em “estado de conservação precário”.

Acrescentou que não dispõe de salas adequadas para ouvir crianças nem locais para o digno atendimento” do público, nomeadamente com vista à salvaguarda da privacidade dos utentes.

Disse ainda que também não há separação de circulação de utentes, funcionários e magistrados.

A situação agravou-se, entretanto, com a pandemia de covid-19, tendo ainda recentemente o advogado João Magalhães denunciado que, por falta de espaço, algumas diligências têm de ser feitas na rua ou no café.

Continuar a ler

Braga

Vieira do Minho lamenta inclusão na lista de risco e teme impacto no emprego

Estado de emergência

em

Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viera do Minho lamentou hoje a entrada do concelho na “lista vermelha” dos municípios mais afetados pelo novo coronavírus, mostrando-se preocupado com o “forte impacto” que as novas restrições terão no emprego.

Em declarações à Lusa, depois de na quinta-feira Vieira do Minho ter sido assinalado como concelho de risco de contágio mais elevado, o autarca António Cardoso (PSD/CDS-PP) mostrou-se preocupado com o “forte impacto no emprego” que “já se sente” no município, “principalmente na restauração”.

Segundo o autarca, nos últimos 14 dias, o concelho passou de nove casos ativos para 54 e este aumento de infetados teve origem em “convívios familiares”.

“É de assinalar que na época alta do turismo, que em Vieira do Minho foi uma época muito positiva e que recebemos milhares de pessoas, não foram identificados casos de covid-19. Passámos quatro meses sem nenhum caso ativo. Infelizmente nestas duas últimas semanas bateu-nos à porta” o SARS-CoV-2, que provoca a doença da covid-19, apontou o autarca.

António Cardoso apontou como “fator positivo” a “facilidade com que os surtos foram identificados e contidos” e que “nenhum deles teve origem nem na feira, nem no mercado, nem em nenhuma atividade comercial”, pelo que, adiantou, “a feira e o mercado continuarão a funcionar”.

No entanto, o autarca mostrou-se apreensivo com os efeitos da pandemia na economia do concelho. “Estou preocupado, muito preocupado, principalmente com a restauração que é muito afetada com as medidas de contenção que estamos agora sujeitos. Isto pode significar um aumento muito significativo do desemprego. Este forte impacto já se sente”, referiu.

Em Vieira do Minho, disse, “a população foi aconselhada a seguir as mesmas regras de segurança que os 121 concelhos que integraram a primeira lista [de municípios de alto risco], mas infelizmente os casos aumentaram”.

“Espero que na próxima contagem Vieira do Minho saia novamente desta lista vermelha e volte a ser considerado um concelho seguro. Volto a frisar que em tempos de muita gente no concelho conseguimos manter este território seguro, o que mostra que se é capaz de desenvolver atividade económica em segurança”, assinalou.

Reavaliada a cada 15 dias pelo Governo, a lista de concelhos com risco elevado de transmissão do novo coronavírus é definida de acordo com o critério geral do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) de “mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias”, e considerando a proximidade com um outro concelho nessa situação e a exceção para surtos localizados em municípios de baixa densidade.

O Governo anunciou na quinta-feira uma atualização da lista dos concelhos com risco elevado de contágio, que passa de 121 para 191 municípios, incluindo agora Vieira do Minho, o que faz com que Terras de Bouro seja o único município do distrito de Braga fora daquela listagem.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,28 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 3.181 em Portugal.

Continuar a ler

Braga

Aluno da Universidade do Minho distinguido pela Academia Portuguesa da História

Luís Gonçalves Ferreira é de Vila Verde

em

Foto: Divulgação / UMinho

Luís Gonçalves Ferreira, estudante de doutoramento da Universidade do Minho, venceu o Prémio Lusitania História, da Academia Portuguesa da História, por um estudo que mostra como a roupa doada pelas misericórdias reconhecia as diferenças entre os pobres nos séculos XVII e XVIII.

O galardão, que reconhece uma obra de investigação sobre a História de Portugal publicada no último ano, vai ser entregue a 9 de dezembro, às 15:00, em Lisboa, com transmissão online.

Luís Gonçalves Ferreira concorreu com a sua dissertação de mestrado em História pela UMinho, “Vestidos de caridade: assistência, pobreza e indumentária na Idade Moderna”, editada em livro pela Misericórdia de Braga e pela Húmus.

“Estou feliz e ainda a ‘processar’ este prémio tão importante, que é um incentivo emocional e de carreira. Prova que estou a arriscar na direção certa, que valeu a pena tanto trabalho e que é possível publicar livros com investigação de qualidade e a respeitar os ‘tempos’ da História”, afirma o autor.

O seu estudo é duplamente inovador, ao abordar a indumentária dos pobres (em vez das habituais elites) e a prática de esmola aos pobres, provando que as Santas Casas da Misericórdia acentuaram a identificação de subescalas de pobres, percetíveis pelo tipo de roupa, sapatos, objetos domésticos, alimentos, guarida, valores, salários e emprego que lhes doavam. Por exemplo, notava-se que viúvas, órfãos e padres vestiam-se melhor do que mendigos e delinquentes, os quais apresentavam roupa esfarrapada. Aliás, até o tipo de mortalha doado no funeral “comunicava” a situação do pobre.

Capa do livro

Luís Gonçalves Ferreira centrou o seu mestrado no caso de Braga, mas encontrou muitos indícios de um cenário idêntico pelo reino, nomeadamente em cidades como Lisboa e Porto, que está a aprofundar na sua tese doutoral. Aliás, as Santas Casas estavam sob alçada do rei e também presentes nas colónias, sendo “agentes ativos na categorização da aparência dos pobres” em vários continentes na Idade Moderna. “A esmola era um ato político, não era dar por dar, avaliava-se o pobre numa escala social e situando-o pela roupa, numa espécie de cultura da consideração e das expectativas que a instituição tinha”, justifica o investigador. As Santas Casas contribuíram para muitas pessoas sobreviverem e terem dignidade.

Por outro lado, “dar esmola significava fazer o bem a Deus e a prática misericordiosa de ‘vestir os nus’ (pobres) era assim uma bolsa de crédito para aliviar a agonia da alma no purgatório”. Nos arquivos ao dispor, o historiador analisou também tipologias, materiais e cores dos objetos esmolados, o impacto destes na despesa da instituição e a construção da imagem e aparência social, explorando os fenómenos de moda, de ritualização, de civilidade e de privatização, mas também das narrativas históricas com os pobres à mercê dos ricos e sem margens de atuação.

Sobre o autor

Luís Gonçalves Ferreira nasceu há 30 anos em Vila Verde e vive em Braga. É licenciado, mestre e doutorando em História pela UMinho, além de investigador do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) e membro do grupo História Social a Norte. Venceu três Bolsas de Mérito pela Direção-Geral do Ensino Superior, três Bolsas de Excelência pela UMinho e o Prémio Eng. Duarte do Amaral pela Sociedade Martins Sarmento.

A sua tese doutoral, “Pobres, doentes e esfarrapados? Indumentária de pobres no contexto da assistência urbana do Porto e Lisboa (séculos XVII e XVIII)”, tem apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Já publicou 15 artigos científicos sobre a História social e cultural, com foco no vestuário, na pobreza, no género e nas instituições assistencialistas, sendo ainda autor de vários blogues.

Foto: Divulgação / UMinho

A Academia Portuguesa da História é uma instituição de utilidade pública fundada em 1938 que reúne especialistas dedicados à reconstituição documental e crítica do passado, materializada na organização de eventos e publicações, nomeadamente de fontes e obras com rigor científico que facilitem aos portugueses o conhecimento da sua História. Esta Academia distingue, com o apoio de mecenas, o mérito de obras historiográficas publicadas a cada ano.

Continuar a ler

Populares