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Braga

Deputado eleito por Braga não quer André Ventura “no meio do CDS” na AR

Lugares no parlamento causam polémica

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Foto: Divulgação

Telmo Correia, deputado do CDS eleito pelo círculo eleitoral de Braga, manifestou-se contra a passagem do deputado eleito pelo partido Chega, André Ventura, na bancada dos centristas.

O anúncio surge na sequência das propostas de Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, para a disposição das forças políticas no parlamento, tendo André Ventura, deputado único eleito por aquele partido, ficado ao lado dos centristas.

Telmo Correia deu nota da necessidade de passagem do deputado do Chega pelo meio da bancada do CDS de forma a conseguir chegar ao seu lugar, algo que não agrada aos centristas.

Telmo Correia chegou a sugerir a “terceira fila” para André Ventura, de forma a evitar esta “passagem”, mas ainda não há resposta por parte de Ferro Rodrigues.

Esta queixa teve apoio do PCP e do PEV, que reconheceram razão a Telmo Correia. O PEV sugeriu mesmo a abertura de uma nova porta junto ao corrimão onde se sentará André Ventura, algo que Ferro Rodrigues parece ter encarado com seriedade e que poderá mesmo vir a ser solução.

No entanto, essas obras não serão para o início da legislatura, e tudo indica que sempre que André Ventura quiser entrar ou sair do seu lugar, terá de pedir passagem aos colegas de direita.

Também o deputado da Iniciativa Liberal pediu para ficar sentado ao centro, mas o PSD não anuiu a vontade, pretendendo que o deputado se sente junto ao CDS.

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Braga

UMinho presta homenagem a António de Sousa Fernandes

Pioneiro nos estudos sobre descentralização da educação em Portugal

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Foto: Divulgação

O Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho presta esta segunda-feira uma homenagem póstuma a António de Sousa Fernandes, seu  antigo professor e pioneiro nos estudos sobre a descentralização da educação, a autonomia das escolas e a renovação da investigação em administração educacional em Portugal.

A sessão decorre das 09:30 às 18:00, no auditório multimédia do IE, no campus de Gualtar, em Braga. A iniciativa tem o tema geral “A Educação e os Municípios” e insere-se  no ciclo “XIX Diálogos sobre Educação”.

A Reitoria adiantou hoje que a abertura decorre pelas 09:30, com intervenções dos professores João Formosinho, Licínio Lima, Almerindo Afonso e Manuel Sarmento, todos do IE. Segue-se um painel com Jorge Martins (Universidade Lusófona), João Pinhal (Universidade de Lisboa), António Neto Mendes (Universidade de Aveiro) e Licínio Lima, que culmina na atuação do Coral Porta Nova e do Coral Guadalupe.

A partir das 14:30, é a vez de se conhecer projetos dos municípios de Braga e Guimarães, respetivamente com as vereadoras Lídia Dias e AdelinaPaula
Pinto. O painel das 17:00 junta testemunhos de ex-alunos da licenciatura e do mestrado em Educação da UMinho – Margarida Carneiro, Luís Eira e Maria João Rocha –, estando o encerramento previsto para  as 18:00.

FORMADO EM TEOLOGIA

António Manuel de Sousa Fernandes (1936-2019) formou-se em Teologia em Braga e em Direito Civil em Lisboa, tendo ainda feito pós-graduações em França e nos EUA e frequentado cursos gerais de órgão, violino e canto.

Foi padre, advogado, professor, maestro, juiz do tribunal eclesiástico e presidente do Município e da Assembleia Municipal de Braga. Na UMinho, fez parte do grupo dos primeiros professores, a partir de 1975, na então Unidade Científico-Pedagógica de Ciências da Educação (atual IE) e, mais tarde, presidiu o Instituto de Estudos da Criança.

Tornou-se um dos primeiros doutorados em Organização e Administração Escolar em Portugal, com uma tese sobre a centralização do ensino secundário (1992). Tem uma ampla bibliografia, inclusive estudos para a Comissão de Reforma do Sistema Educativo e o Conselho  Nacional de Educação. Destacou-se igualmente pela sua intervenção  cívica e humanista.

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Braga

Coreografia de Francisco Camacho estreia-se hoje e desafia os cânones da idade em Braga

Artes

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Foto: Divulgação

O coreógrafo Francisco Camacho estreia hoje uma nova coreografia, “Velhas”, que desafia os cânones da dança ocidental ligados à juventude, com bailarinos seniores, no Theatro Circo, em Braga.

Na nova peça, que também será apresentada no sábado, Francisco Camacho reuniu um grupo de profissionais em torno dos 50 anos que irão dançar ao som da música original, tocada ao vivo, de Sérgio Pelágio.

Neste novo trabalho, o coreógrafo “desafia os cânones da dança ocidental aprisionados na ideia de juventude, pujança e superação física”, segundo a sinopse da obra divulgada pela produção.

Os intérpretes — Ana Caetano, Bernardo Gama, Carlota Lagido, Filippo Bandiera e Sílvia Real — “reconfiguram sucessivamente o espaço, utilizando materiais diversos, que determinam a sua fisicalidade e o movimento”, ao longo do espetáculo.

A direção artística e coreografia são de Francisco Camacho, em co-criação com os intérpretes, e a cenografia e a luz são de Frank Laubenheimer, numa coprodução com o Theatro Circo.

A intenção do espetáculo é “dar palco a uma idade habitualmente menos presente, e também uma forma de reflexão sobre a história e a sua violência, que priva alguns sujeitos da sua existência plena, e apela a uma maior maturidade das comunidades”.

Nascido em Lisboa, em 1967, Francisco Camacho estudou dança, teatro e voz, em Portugal e em Nova Iorque, nomeadamente no Merce Cunningham Dance Studio e no Lee Strasberg Theatre Instítute, nos Estados Unidos.

Paula Massano, Meg Stuart, Alain Platel e Carlota Lagido foram alguns dos coreógrafos com quem trabalhou, atuando na Europa e nos Estados Unidos.

Começou a coreografar solos e peças de grupo em 1988, apresentando espetáculos em coautoria com as coreógrafas Mónica Lapa, Vera Mantero e Carlota Lagido, e com os encenadores Fernanda Lapa e Miguel Abreu.

Assinou, entre outros, os solos “Nossa Senhora das Flores” e “Rei no Exílio – Remake”.

Desenvolveu intervenções para uma obra de Pedro Cabrita Reis, em exposição no Museu de Arte Contemporânea de Bona, e para a exposição de Francis Bacon no Museu de Serralves, assim como projetos para espaços não convencionais.

Foi galardoado com os prémios Bordalo da Casa da Imprensa de 1995 e 1997, na área da Dança, e com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1994/95, do antigo Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (Acarte), da Fundação Calouste Gulbenkian.

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Braga

IPMA coloca Braga em aviso laranja: Rua propícia a inundações interdita

IPMA

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A rua Maria Amélia Bastos Leite, em Ferreiros, cidade de Braga, foi interdita ao trânsito esta noite, pelas forças de proteção civil e autoridades, devido ao agravamento das condições meteorológicas a partir das 03:00 desta sexta-feira, apurou O MINHO no local.

Os Bombeiros Sapadores de Braga colocaram baias e fitas de sinalização para impedir a circulação de carros na rua, face às constantes inundações que se registam quando chove de forma mais persistente.

Bombeiros rebocam 15 carros nas cheias em Braga

A PSP garantiu que ninguém da laboração noturna do complexo Max Grundig, iniciada às 23 horas, estacionasse na referida rua, de forma a evitar possível submersão parcial (ou até total) das viaturas.

Aviso laranja

Os distritos de Braga e Viana do Castelo encontram-se sob aviso laranja entre as 03:00 e as 09:00 desta sexta-feira, de acordo com o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), devido a períodos de chuva, por vezes forte e persistente. Também o distrito do Porto estará em grau laranja.

O aviso baixa à intensidade de amarelo, mantendo-se até às 12:00.

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