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Vila Verde

Deputado do PSD Rui Silva arguido em caso de alegada corrupção

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O deputado vilaverdense Rui Silva foi constituído arguido pelo MP de Braga por alegada suspeita de crimes de corrupção passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e favorecimento pessoal, mas ainda não prestou declarações, porque apesar de ter sido levantada a imunidade parlamentar, a Assembleia da República só o autorizou a depor ao Ministério Público, mas se for por escrito, segundo confirmou esta segunda-feira O MINHO, junto de várias fontes.

O antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Verde e actualmente deputado está indiciado – ainda não foi acusado – de ter favorecido, através de “conluio” e em “plano urdido” com António Vilela, então e ainda o líder da autarquia vilaverdense, o professor João Luís Nogueira, no concurso para o aumento e a abertura de capital da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), em meados de 2013, que foi ganho pela cooperativa Val d’Ensino.

Em troca, segundo suspeitam a Polícia Judiciária e o Ministério Público, uma “recompensa”, alegadamente prometida e cumprida por João Luís Nogueira, que terá sido um lugar de direcção, remunerado, na Escola Profissional Amar Terra Verde, depois de Rui Silva ter deixado a vereação camarária, o que ao ter sucedido, no entendimento do MP terá sido a “contrapartida” quando Rui Silva, enquanto vereador da Educação, presidiu ao júri em que a cooperativa Val d’Ensino foi única concorrente a entrar no capital da EPATV, vencendo.

“Concurso à medida”

Para o MP, António Vilela e Rui Silva terão feito um “concurso à medida”, a fim de apenas poder ganhar a cooperativa criada para o efeito por João Luís Nogueira, alegadamente tendo introduzido uma cláusula em que era exigível prestar caução autónoma do mínimo de 415 mil euros, o que, ainda segundo o MP, só terá acontecido porque António Vilela e Rui Silva estariam então “conluiados” com João Luís Nogueira, de modo a este continuar a liderar a escola profissional, passando então a deter 51% do capital social da EPATV, após o que teria contratado o mesmo Rui Silva, nisto consistindo, segundo o MP, os alegados crimes de corrupção, participação económica em negócio, abuso de poder e favorecimento pessoal, que ambos os suspeitos têm vindo a negar por intermédio dos seus advogados, com António Vilela a garantir que a PJ não lhe apreendeu “nada de nada”, nem documentos, nem quaisquer bens valiosos ou dinheiro, em casa, ou na Câmara Municipal de Vila Verde.

Segundo o MP de Braga, Rui Silva, em 2013, vereador da Educação de Vila Verde, sendo já o presidente do júri, avalizou, ele próprio, a livrança para o empréstimo de 500 mil euros da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vila Verde, sendo a Cooperativa Val d’ Ensino, de João Luís Nogueira, a vencer assim esse concurso, porque “teriam sido criadas todas as condições para ser a única concorrente”, de acordo com várias suspeitas do Ministério Público.

O que efetivamente só sucedeu, porque, ainda segundo o MP, António Vilela e Rui Silva saberiam antecipadamente que nenhum interessado no concurso teria condições para prestar uma caução autónoma de mais de 400 mil euros.

Rui Silva responderá

Depois de esta quinta-feira ter sido constituído arguido pelo procurador que está a dirigir a investigação criminal, Rui Silva foi desde logo notificado para por escrito, conforme a decisão parlamentar, explicar, pormenorizadamente, que tipo de intervenção teve no concurso e quais as suas funções na EPATV.

Rui Silva não quis comentar o caso, mas segundo fonte próxima do deputado, “Rui Silva está com a consciência tranquila e por isso mesmo foi o primeiro a fazer questão de ver levantada a imunidade parlamentar e a apresentar-se voluntariamente no Ministério Público de Braga, quando saíram as primeiras notícias nos jornais, dando conta que era suspeito naquele mesmo processo”.

Ainda de acordo com a mesma fonte, “Rui Silva nunca beneficiou, nem foi beneficiado, nesse ou em outro negócio, enquanto foi vereador pela Câmara Municipal de Vila Verde”, sendo que o facto de presidir ao júri terá sido por aquela autarquia deter 50%, a de Amares 30% e a de Terras de Bouro 20%.
António Vilela e João Luís Nogueira, já quando, em fevereiro, foram detidos pela Polícia Judiciária de Braga, declarando-se “inocentes” através dos seus advogados Paulo Costa (António Vilela) e Sebastião Marques Quarenta (João Luís Nogueira), quando foi dito que o deputado Rui Silva era suspeito.

Rui Silva, de 52 anos, natural e residente em São Pedro de Merelim, Braga, é licenciado em humanidades, com um mestrado em literatura portuguesa e a sua profissão é professor, tendi sido vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, antes de ter trabalhado como administrador-geral da EPATV.

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Braga

Morreu jovem atropelado esta madrugada na A3

De Vila Verde

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Foto: Facebook

O jovem de 20 anos que sofreu ferimentos graves na sequência de um duplo atropelamento na A3 não resistiu, acabando por morrer já durante a manhã desta terça-feira, no Hospital de Braga.

Luís Lopes, que residia em Moure, Vila Verde, foi atropelado por duas vezes ao quilómetro 96 da A3, em Vila Nova de Cerveira, durante esta madrugada.

O sinistro deu-se no sentido Sul / Norte, em Vila Nova de Cerveira, e fez ainda mais quatro feridos, entre os quais um bebé de sete meses.

Ao que O MINHO conseguiu apurar, o jovem estaria fora do carro quando foi abalroado por uma primeira viatura, tendo segundos depois sido atropelado por uma segunda viatura, com esta última a não parar para prestar assistência.

De acordo com os envolvidos no primeiro atropelamento, um casal que seguia com os filhos [um bebé de sete meses e uma menina de dez anos], a vítima mais grave estaria fora do carro já dentro da faixa da autoestrada, quando o terão colhido acidentalmente.

Estes testemunharam que se via algum fumo junto da viatura, o que poderá ter motivado a saída do condutor da viatura em plena autoestrada.

O casal, que acabou transportado juntamente com os filhos para o Hospital de Viana, por precaução, apontou ainda às autoridades que outra viatura terá atropelado a vítima segundos depois do primeiro atropelamento, mas não terá parado.

Já Luís Lopes acabou por ser transportada pela SIV de Ponte de Lima para o Hospital de Braga com prognóstico muito reservado.

No local estiveram os Bombeiros de Ponte de Lima, SIV de Ponte de Lima, VMER de Viana e GNR.

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Braga

Sociedade Portuguesa de Autores denuncia insultos e agressões a inspetor em Vila Verde

Cobrança de direitos de autor à Associação C.R. Amigos Cabanelas, correspondentes à utilização de obras protegidas num espetáculo: “É um edifício privado e uma festa privada, para sócios. Eu na minha casa não posso cantar o fado?”

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Foto: DR

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) denunciou hoje que um seu inspetor foi “ameaçado, insultado e agredido” em Vila Verde, quando “cobrava” a uma associação direitos de autor correspondentes à utilização de obras protegidas, num espetáculo.

Em comunicado, a SPA acrescenta que os factos remontam a 23 de julho, quando o inspetor Carlos Ventura se deslocou à Associação Cultural e Recreativa Amigos de Cabanelas “para garantir que seria efetuada a justa cobrança de direitos de autor correspondentes à utilização de obras protegidas, num espetáculo naquele local”.

“Os espetáculos ali realizados requerem a autorização da SPA, que não costuma ser solicitada, apesar de estar claramente determinada pela lei”, sublinha.

Segundo a SPA, Carlos Ventura “recebeu insultos e ameaças de dirigentes da coletividade” e, “para se proteger, foi forçado a correr em direção à viatura em que se deslocava, sempre perseguido por indivíduos que tentavam ostensivamente agredi-lo”.

“Foi duas vezes atingido, admite-se que com uma pedra e/ou um pau, ficando com lesões numa perna e num braço, o que o impede de desempenhar normalmente as suas funções”, acrescenta.

Contactado pela Lusa, o presidente da associação, David Araújo, disse-se “espantado” com as acusações e assegurou que não tem conhecimento de “rigorosamente nada”.

Segundo David Araújo, na noite de 23 de julho houve uma sessão de fados na sede da associação, integrada numa semana cultural.

“É um edifício privado e uma festa privada, para sócios. Eu na minha casa não posso cantar o fado?”, questionou.

Na altura, estava também reunida no edifício uma associação de caçadores.

“Eu estava lá nessa noite, os meus companheiros de direção também estavam, e não vi nada do que a SPA agora vem agora falar”, acrescentou.

Segundo o comunicado da SPA, o inspetor foi assistido no Hospital de Braga e “está ainda a efetuar exames médicos para a deteção de outras eventuais lesões”.

“Na perseguição, foi-lhe destruído o telemóvel, o relógio, as botas e um casaco”, refere ainda o comunicado.

A SPA diz que apresentou queixa-crime por ofensas corporais e por crime de usurpação, “com o objetivo de assegurar a identificação e a punição dos perseguidores”. “Pretende a SPA que as coletividades assumam as suas responsabilidades, paguem os direitos convenientes pela utilização de obras protegidas nas suas atividades de entretenimento e que respeitem a integridade física, a competência e a dignidade de quem legitimamente representa a cooperativa dos autores portugueses”, sublinha o comunicado.

Para a SPA, situações como esta não podem ficar impunes, já que isso poderia “abrir a porta a outros atos agressivos, intimidatórios e de provocação que põem em causa uma instituição com 94 anos de existência, que representa cerca de 26 mil autores de todas as disciplinas e de todo o país e cujo presidente preside atualmente ao Grupo Europeu de Sociedades de Autores”

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Braga

Pároco idealizou e vendeu 425 cervejas para restaurar altares de igreja em Vila Verde

“Leve, fresca e efervescente”, como a vida deve ser

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Pe. Sandro Vasconcelos. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Leve, fresca e efervescente”. É assim apelidada a nova cerveja artesanal paroquial criada na paróquia de Rio Mau [Vila Verde], a partir da ideia do padre Sandro Vasconcelos e do cervejeiro amador Miguel Ângelo Vilas Boas. “E é assim que a igreja e a vida devem ser, como a cerveja”.

As palavras são do pároco que, necessitando de apoios financeiros para restaurar quatro altares da Igreja Paroquial de Rio Mau, resolveu criar 600 exemplares da “Cervigreja”, a primeira cerveja artesanal paroquial do país.

Exemplar da “Cervigreja”

O MINHO esteve na paróquia de Rio Mau à conversa com Sandro Vasconcelos que se mostrou entusiasmado com as vendas: “Das 600 produzidas vendemos 425 durante o fim de semana da feira aqui em Ribeira do Neiva [união de freguesias a que pertence Rio Mau]”. E já há mais pedidos do que cervejas disponíveis para os próximos tempos.

Feita a partir de trigo, porque “não poderia ser de outra forma”, este licor dos deuses foi a forma que padre Sandro encontrou para reunir “esmolas” sem ter que “novamente”, andar a “bater de porta em porta”, até porque a igreja já está quase toda restaurada graças às esmolas dos paroquianos.

“Faltavam os quatro altares e tive de pensar numa forma em que todos saíssem a ganhar com o donativo. Assim, fica a igreja a ganhar, porque vê os altares restaurados, e em contrapartida, quem dá a esmola fica a ganhar por beber uma cerveja exclusiva”, salienta.

Altares laterais da igreja de Rio Mau necessitam de pintura e restauro. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sandro Vasconcelos sublinha ainda que “até os não-crentes ou quem não liga muito à igreja estão a ajudar, porque ficam curiosos em relação à cerveja”.

E o feedback não podia ser melhor. O projeto acabou de nascer, mas, salienta o pároco, “o eco que temos é que já querem que a criança ande”. “Nesta fase estamos em articulação com a Alfândega de Braga, por isso está tudo legal, mas sabemos que temos de dar outro passo para que se possa responder aos apelos que temos tido”.

A procura pela cerveja tem sido muito. Desde empresários que querem oferecer a cerveja aos clientes no Natal até cafés e restaurantes, inclusive no Porto, que querem ter esta cerveja à venda. “E não querem qualquer lucro, o dinheiro é todo para o restauro”, sublinha o padre.

Porquê “Cervigreja”?

“O nome? Um dia, à noite, na cama, a rezar e a debater esta questão, surgiu-me a ideia de o nome ser Cervigreja. Cervi que vem de cerveja, igreja da igreja paroquial, e Cervigreja é o ideal, porque também dá a ideia de que quem a bebe está a pôr-se ao serviço da igreja”.

Sandro Vasconcelos garante que ninguém ficará embriagado com uma destas cervejas. É uma cerveja leve, “porque é assim que a igreja deve ser: leve, fresca cheia de vida e efervescente. É assim que deve ser a nossa vida, a igreja e a nossa cerveja”. A “Cervigreja” tem 5% de teor alcoólico, “não é agressiva”, aponta.

Sobre eventuais polémicas de associação da igreja à cerveja, o pároco recorda que as primeiras cervejas que surgiram foram fabricadas em abadias.

O futuro da cerveja

Embora a ideia inicial se tenha ficado pelas 600 cervejas, a ideia é “produzir mais”. “Nesta fase, a cerveja está apenas à disposição das pessoas a nível local, e ainda neste mês vamos escoar o produto com uma banca que vamos colocar aqui em Rio Mau, sobretudo para os emigrantes”.

Padre Sandro garante que “todos os dias o telefone toca, as redes sociais não param, e todos querem provar a cerveja”.

“Nesta fase é tudo feito legalmente mas por carolice, quanto ao futuro, logo se verá. A intenção não é tirar o lugar a quem vive disto, até porque estamos num concelho onde a cerveja artesanal é forte, mas acho que há espaço para todos. E recordo: o único objetivo da comercialização desta cerveja passa pelas obras da igreja paroquial”.

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