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Depois de Fafe, Nacional de ralis segue para os Açores

Armindo Araújo (Hyundai i20), que optou por não nomear esta prova para pontuar no campeonato português, e o antigo campeão José Pedro Fontes (Citroën C3 R5) são ausentes

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Foto: Facebook de Rali dos Açores

Os portugueses Bruno Magalhães e Ricardo Teodósio partem como favoritos à vitória no rali dos Açores, entre quinta-feira e sábado, prova de abertura do Campeonato Europeu de Ralis e que também pontua para o Nacional.

O caráter Europeu do evento, que vai na 54.ª edição, traz ao arquipélago uma armada de estrelas internacionais, a começar pelo russo Alexeyy Lukyanuk (Citroen C3), campeão europeu de ralis, mas as maiores atenções recaem nos portugueses Ricardo Teodósio (Skoda Fabia R5) e Bruno Magalhães (Hyundai i20 R5).

Ricardo Teodósio chega a esta que é também a segunda prova do Nacional como líder do campeonato, após a vitória na abertura, em Fafe. “Para mim é sempre um prazer correr nos Açores, que considero um dos mais bonitos do campeonato”, afirmou o piloto, que tem José Teixeira como navegador.

O piloto da Skoda traz, além da motivação, melhorias no Fabia R5: “A prova deste ano tem cerca de 40% de novos troços, mas acredito que as características das especiais não serão muito diferentes [do habitual]. Chegamos motivados pela vitória em Fafe e com uma melhoria no diferencial e na caixa de velocidades, pelo que acredito que vou conseguir uma afinação já muito perto daquilo que considero ideal”, disse.

Já o campeão de 2018 começou a caminhada de sucesso precisamente no arquipélago português, com uma vitória que o catapultou para o título. Alexey Lukyanuk não esquece “a atmosfera incrível” que rodeia a prova, esperando “explorar novos troços” na ilha de São Miguel.

Por sua vez, Bruno Magalhães (Hyundai i20), que este ano regressa ao campeonato nacional a tempo inteiro e que aqui venceu em 2017, é outro dos favoritos.

Apesar de este ano não participar no Europeu, quer “somar o máximo de pontos” a pensar no título nacional, a grande ambição de 2019.

“Foi o compromisso que assumimos este ano e é nisso que estamos focados. O facto de ter de desistir de lutar pelo título europeu a duas provas do fim em 2018 devido à falta de patrocínios foi uma desilusão muito grande. Face ao desafio de voltar a fazer um campeonato completo, o que já não acontecia desde 2011, não podia recusar”, explicou Bruno Magalhães, em declarações à agência Lusa.

Apesar de ter falhado as duas últimas jornadas, ainda foi terceiro classificado, depois de ter sido vice-campeão no ano anterior.

Para além destes, a prova insular conta ainda com a presença de pilotos como Miguel Barbosa (Skoda Fabia R5) ou Ricardo Moura (Skoda Fabia R5), o grande favorito do público, ou não fosse piloto da terra.

O madeirense Bernardo Sousa (Citroën C3 R5) será outro dos regressados a marcar presença.

Entre os ausentes, nota para o campeão nacional Armindo Araújo (Hyundai i20), que optou por não nomear esta prova para pontuar no campeonato português, ou do antigo campeão José Pedro Fontes (Citroën C3 R5).

O rali dos Açores é primeira prova do FIA ERC, o campeonato europeu de ralis, e tem início esta quarta-feira à noite, com uma especial noturna, no centro da cidade de Ponta Delgada, e termina no sábado. Ao todo serão 690 quilómetros de extensão, dos quais 223,93 serão cronometrados. Estão inscritos 48 pilotos.

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Motores

Piloto de Vila Verde conquista 1.º lugar na qualificação em Itália

Campeão nacional de drift

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Foto: DR/Arquivo

O piloto Diogo Correia, natural de Vila Verde, foi o primeiro classificado na qualificação na Drifting Cup, este sábado, em Itália.

O campeão nacional de drift conseguiu três pontos mais que o segundo classificado na prova.

Diogo Correia é o piloto convidado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) para representar Portugal no FIA Motorsport Games.

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Desporto

Palavras de Tiago Monteiro: “Vejo o Mariano Pires a ser piloto profissional a curto prazo”

Mariano Pires apresentou o projeto para 2019/2020, no sábado passado, ao lado de Tiago Monteiro, seu agente, e de Celeste Patrocínio, presidente da Adega de Ponte de Lima, ‘main sponsor’ do prodigioso piloto limiano, de apenas 18 anos

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Tiago Monteiro é uma referência no desporto automóvel. Com 22 anos de carreira, o piloto português está virado, também, para o agenciamento de jovens pilotos. Mariano Pires, o jovem de Ponte de Lima, é uma das grandes promessas neste desporto.

“O Mariano, desde cedo, demonstrou a toda a gente o potencial que tinha em pista. Pouco a pouco foi crescendo e esse talento foi sendo desenvolvido”, começa por dizer Tiago Monteiro em conversa com OMINHO.

Aos 18 anos, depois de ter ganho vários campeonatos em Portugal e Espanha, Mariano Pires é um dos melhores pilotos da sua geração. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

No entanto, hoje em dia para se ser atleta profissional é preciso muito mais do que talento: “é preciso ter outras qualidades que, pouco a pouco, ele foi desenvolvendo por si próprio”.

Monteiro ‘esbarrou’ com Mariano quando fazia uma pesquisa sobre os melhores jovens talentos nacionais: “o Mariano fazia parte do lote dos melhores pelas suas capacidades em pistas, mas também, fora de pista como a inteligência, a gestão da pressão, dos momentos mais complicados e o potencial que ele demonstrou”.

Evitar erros

A O MINHO, o único piloto português a conquistar um pódio na Fórmula 1 revela que “os pilotos quando têm 12/13 anos, vê-se logo que há uns que são melhores do que outros mas não sabemos como vão evoluir”. No caso de Mariano Pires, as coisas pareciam bem claras: “era um talento fora de série e eu não quis perder a oportunidade de me juntar a ele, de apoiá-lo tentando direccioná-lo da melhor forma possível”.

Tiago Monteiro com Mariano Pires, em Ponte de Lima. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (19/10/2019)

Uma das funções de Tiago Monteiro é passar os ensinamentos que as mais de duas décadas de carreira lhe proporcionaram.

“Cometi alguns erros, aprendi muito e a ideia é evitar que os jovens pilotos cometam alguns erros que se cometem por desconhecimento, ultrapassando alguns passos no seu crescimento como pilotos”.

Mariano a piloto profissional

Tiago Monteiro não tem dúvidas: “vejo o Mariano a curto prazo a ser piloto profissional e a poder viver desta profissão mas tem que dar o salto a nível de campeonatos”.

No segundo ano em automóveis, o jovem limiano “já deu saltos grandes mas queremos dar saltos maiores para o ano e para daqui a dois anos para dar nas vistas no mundo mais abrangente do desporto automóvel”.

Tiago Monteiro esteve com Mariano Pires e Celeste Patrocínio, presidente da Adega de Ponte de Lima, na apresentação do projeto do piloto para 2019/2020. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (19/10/2019)

Actualmente, Mariano Pires participa no GT4 South European Series, campeonato que se corre em França, Espanha e Portugal, mas o próximo salto é “para algo que dê mais nas vistas” e pode chegar ao DTM.

“É um campeonato possível, é um campeonato onde há pilotos profissionais, nos GT’s há pilotos profissionais, nos Turismos há pilotos profissionais”, alarga Monteiro as hipóteses para Mariano Pires.

Tiago Monteiro também gere a carreira de António Félix da Costa. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

E descarta os monolugares: “a via não será essa porque não começou por aí, mas tanto nos Estados Unidos, na Austrália ou noutros países há campeonatos onde os pilotos podem exercer a sua profissão e o Mariano cabe, perfeitamente, nesses campeonatos”.

Novas funções

Apesar de fazer agenciamento há dez anos associado a António Félix da Costa, Tiago Monteiro montou, há dois anos, a Skywalker Racing Management, empresa dedicada à formação de pilotos semiprofissionais para serem profissionais.

“A ideia é descobrir jovens pilotos desde os kartings e temos pilotos dos 7 aos 30 e poucos anos, num total de 14”.

Vídeo: Tiago Monteiro foi o único piloto português a chegar ao pódio na Fórmula 1.

O papel do piloto português é orientar “na transição para os automóveis”, tal como fez com Mariano, porque é uma transição muito difícil por causa dos custos envolvidos.

Mariano Pires recebeu membros da equipa, patrocinadores e amigos, em Ponte de Lima. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Tentamos facilitar e encontrar patrocinadores, parceiros, para que esse salto seja possível. Este é um desporto caro porque não é só pegar numas chuteiras. Tem camiões, mecânicos, deslocações”.

Como o futuro é já ali, Mariano Pires, mesmo com 18 anos, pode chegar, em breve, a campeonatos de referência, tornando-se um dos nomes incontornáveis do desporto automóvel em Portugal.

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Motores

Paulo Gonçalves sobe ao terceiro lugar no rali Rota da Seda

Motard de Esposende no Mundial de todo-o-terreno

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O piloto português Paulo Gonçalves (Hero) ascendeu ao terceiro lugar do rali Rota da Seda, segunda prova do Mundial de todo-o-terreno, após ter sido terceiro classificado na especial do dia.

O piloto de Esposende gastou 2:21.20 horas para cumprir os 212 quilómetros cronometrados da etapa desenhada na floresta siberiana de Taiga, perdendo 50 segundos para o vencedor, o britânico Sam Sunderland (KTM).

“Esta segunda etapa já foi maior do que a da véspera, com os primeiros 75 quilómetros muito parecidos com o que encontrámos no dia anterior, com muitas poças de água, muitos perigos, muitas pedras cravadas no chão. Os últimos 130 quilómetros, pelo contrário, eram mais ao estilo do Mundial de ralis, na montanha, com o piso muito escorregadio”, descreveu o piloto português, em declarações à agência Lusa.

Paulo Gonçalves estava satisfeito com o desempenho, que lhe permitiu ganhar três posições após duas tiradas.

“Fiz uma boa especial. Consegui subir a terceiro da geral. Estou, obviamente, satisfeito. Foi um bom resultado para a equipa, que colocou dois pilotos no pódio. Estamos ainda no início, mas o objetivo é tentar fazer o melhor resultado possível a cada dia”, comentou o piloto da Hero, que ficou a apenas 11 segundos do companheiro de equipa, o espanhol Oriol Mena.

Na geral, Paulo Gonçalves está a 1.19 minutos do líder, o argentino Kevin Benavides, da equipa oficial da Honda, cujo diretor desportivo é o português Ruben Faria.

Na terça-feira, os pilotos enfrentam o troço mais longo da prova, com 691 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 243 quilómetros, a 1.500 metros de altitude.

“Vamos entrar já na Mongólia. O terreno vai mudar consideravelmente. Vamos deixar para trás as pistas com lama e pedra e começar a entrar em planícies mais ao estilo do deserto. Espero continuar a fazer bons resultados, dia após dia”, concluiu Paulo Gonçalves.

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