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Viana do Castelo

Depois das máscaras, Papaya lança coleção de artigos feitos com o lenço de Viana

“Levar a tradição vianense a todo o mundo”

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A Papaya, pequena loja de artesanato de Anabela Viana que, no eclodir da pandemia, lançou máscaras feitas com o lenço tradicional de Viana do Castelo que se tornaram um sucesso e cuja produção retirou, durante o período de quarentena, várias costureiras do desemprego, apresenta uma nova linha de produtos que são um “manifesto contra o Fast Fashion”.


Fast Fashion (moda rápida) é um termo se refere a um padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados rapidamente.

Foto: Divulgação / Papaya

Foto: Divulgação / Papaya

Foto: Divulgação / Papaya

Depois das máscaras de proteção social criadas 100% à mão – e foram produzidas mais de 350.000 – a Papaya estende agora a sua linha de produtos feitos artesanalmente e a partir dos lenços tradicionais do Minho.

Com 80% das vendas para fora de Portugal e com distribuição na FNAC, a Papaya continua a apostar em peças únicas, personalizadas e feitas à mão.

“O Mundo está a mudar, e nós temos de mudar com ele”, afirma Ricardo Viana, filho de Anabela Viana e gerente de marketing da marca.

Foto: Divulgação / Papaya

Foto: Divulgação / Papaya

Foto: Divulgação / Papaya

“Ao longo dos últimos anos, a zona norte tem sido conhecida pelo têxtil, funcionando como hub de grandes produções nacionais e internacionais em larga escala. O mundo parou e o Norte viu-se obrigado a parar também. Está na hora de repensarmos a produção e a forma como consumimos”, adianta Ricardo Viana.

“É por isso que a Papaya está a apostar em novos produtos, criados pelo lenço tradicional de Viana do Castelo, não só para levar a tradição Vianense a todo o mundo, mas como forma de manifesto para ajudar a economia local e apelar ao consumo e à produção responsável”, acrescenta.

Entre os diversos artigos encontram-se tote bags, crop tops, coletes, camisas regionais, ponchos ou almofadas.

Como O MINHO noticiou em abril, Anabela Viana, que trabalhava com os lenços de Viana do Castelo em peças de vestuário e complementos, foi desafiada por uma cliente a fazer máscaras com os tradicionais lenços vianenses. A aposta tornou-se um sucesso.

Artesã usa lenços típicos de Viana do Castelo para fazer máscaras

E agora a marca expande-se para outros artigos, continuando a dar prioridade ao que é local, mantendo a sua produção em pequena escala, através costureiras vianenses que “garantem a máxima qualidade aos seus produtos, ao mesmo tempo que valoriza a tradição”.

Foto: Divulgação / Papaya

“É por isso que lança agora 10 produtos únicos – feitos à medida de cada um – para completar os looks de todos os que gostam de usar o que Portugal tem de melhor e fazer a diferença por um mundo mais sustentável”, sublinha a marca, em comunicado.

Os produtos da Papaya podem ser encontrados no seu site e a loja pode ser visitada na Avenida Rocha Páris N.º 83, em Viana do Castelo.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo contesta em tribunal cobrança de IMI ao navio Gil Eannes

Fundação liderada pelo presidente da Câmara exige isenção do imposto

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Foto: Fundação Gil Eannes

A Fundação Gil Eannes vai pedir em tribunal a isenção de imposto municipal sobre imóveis (IMI) para aquele antigo navio-hospital, que está fundeado na doca comercial de Viana do Castelo, funcionando agora como museu, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a fundação acrescenta que o presidente do Conselho de Administração e da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, também “informou” o primeiro-ministro e os ministros das Finanças e do Mar sobre a questão.

Em causa está a notificação da avaliação do Navio Gil Eannes referente ao seu enquadramento como sujeito passivo de IMI, como “prédio tipo outros”.

O conselho de administração contesta, lembrando que “o bem móvel objeto de avaliação é um navio, o qual está fundeado na doca comercial, tem feito deslocações para o estaleiro e vice-versa, flutua e navega”.

Sublinha, por isso, ter algumas dúvidas que o navio possa ser considerado um prédio, “assente e com fundações de implantação”.

A Fundação refere que o navio “tem uma missão cultural” e é “um dos espaços mais visitados do país, enquanto memória viva da pesca do bacalhau”, tendo até certificado de navegabilidade.

“Por isso, e pelo conhecimento de situações análogas no país, esta será uma situação única no país, pelo que o Código do IMI não pode ser aplicado pelas suas especificidades de ser uma embarcação e o cálculo da sua dimensão se reger pelas normas da arqueação”.

Assim, e sendo a Fundação Gil Eannes uma entidade sem fins lucrativos e que representa “um ativo cultural e museológico muito importante para Viana do Castelo e para o país”, a administração solicita que o navio-museu Gil Eannes não seja enquadrado como sujeito passivo de IMI, uma vez que flutua e navega e dispõe de certificado de navegabilidade, pelo que “não poderá” ser considerado um prédio , mesmo na tipologia de “outros”.

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Viana do Castelo

Já chegaram os primeiros doentes covid à unidade de retaguarda de Viana

Covid-19

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Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

A unidade de retaguarda instalada no Centro Cultural de Viana do Castelo já recebeu os três primeiros doentes covid durante esta tarde, apurou O MINHO no local. São esperados mais utentes durante as próximas horas.

Estes são os primeiros três infetados que necessitam de internamento naquela Estrutura de Apoio de Retaguarda, que conta, numa primeira fase, com 30 camas, podendo ‘crescer’ até às 120, ou, em caso de “catástrofe”, 200.

Não foi possível apurar a proveniência destes doentes, mas sabe-se que pelo menos um utente é de Caminha e não estava internado no hospital distrital.

Fonte ligada à área da Saúde disse a O MINHO que nesta unidade existem melhores condições de trabalho do que no próprio hospital, uma vez que não há “tanta confusão” e há “mais espaço” para trabalhar.

O presidente da comissão distrital da proteção civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, que também preside ao concelho de Caminha,  já havia explicado que esta estrutura nasce após o aumento de casos no distrito, esperando que venha a “acomodar muita gente” ao longo dos próximos dias.

Unidade de retaguarda do Alto Minho começa a receber infetados nos próximos dias

Na abertura da estrutura, Miguel Alves disse que das 81 camas na enfermaria de covid no Hospital de Viana do Castelo, “apenas quatro estão disponíveis. Na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) existem 25 camas e apenas três estão disponíveis”, especificou.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

“No limite, se tivéssemos uma situação de absoluta rutura, catástrofe, que não prevemos, o espaço está preparado para acomodar 200 pessoas”, sustentou o autarca socialista.

“Trabalhamos em módulos de 10 camas e, por cada dez camas, temos de ter cinco auxiliares de ação direta e ação geral, um enfermeiro e um médico”, especificou.

Adiantou que, em outubro, “a média de novos casos, por dia, no distrito de Viana do Castelo era de 28. Em novembro, estamos a ter 85 casos por dia”.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

“Isto coloca muito pressão sobre as instituições que apoiam os idosos mas também sobre as unidades hospitalares”, frisou.

A EAR foi instalada pela Câmara de Viana do Castelo, em abril, no centro cultural da cidade.

Inicialmente esteve prevista a desativação desta unidade, no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento até final de novembro devido ao aumento de casos de covid-19 na região.

A abertura da estrutura em Viana do Castelo contou com a participação do secretário de Estado Coordenador Eduardo Pinheiro, que disse “em todos os distritos da região Norte ou já tem espaços abertos ou tem espaços que abrirão nos próximos dias”, sendo que no distrito do Porto foram criados dois espaços.

A sessão contou ainda com a presença do presidente da Câmara de Viana do Castelo, presidente do conselho de administração da ULSAM, Comandante Operacional Distrital, diretora do centro distrital da Segurança Social e delegado de saúde coordenador.

(notícia atualizada às 19h24 dando conta da entrada de um terceiro utente)

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Viana do Castelo

Viana volta a oferecer pinheiros de Natal à população

Natal

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Foto: ilustrativa / DR

Em Viana, há tradições que ainda são o que eram. Por isso, a Câmara local volta a oferecer pinheiros bravos de forma gratuita à população, para serem utilizados como pinheiros de Natal, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a autarquia capital do Alto Minho explica que estes pinheiros, provenientes de monda, “estarão disponíveis para entrega aos munícipes a partir da próxima quarta-feira, numa loja exterior situada no Mercado Municipal”.

“Com a quadra natalícia prestes a chegar, o Município, através do setor do Horto Municipal e em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, volta a oferecer os tradicionais Pinheirinhos de Natal'”, escreve a autarquia.

Os pinheiros estão disponíveis ao público numa loja no exterior do Mercado Municipal, das 09:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00, de segunda a sexta-feira.

“Estes pinheiros foram retirados em áreas de floresta onde existe a regeneração natural do pinheiro bravo em densidades excessivas. O corte destes pinheiros corresponde a uma monda que corrige essa densidade excessiva, concedendo assim melhores condições de desenvolvimento às restantes árvores que ficam em crescimento”, esclarece o município

Refere a mesma nota que esta medida visa “evitar que as pessoas cortem ou destruam árvores onde não é aconselhável, oferecendo aos cidadãos um dos mais simbólicos elementos de Natal: o pinheiro”.

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