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Braga

Delegado de saúde de Braga alerta para onda de calor: “Pode matar”

Saúde pública

em

Foto: Ilustrativa / DR

Face ao alerta amarelo e às temperaturas elevadas esperadas até final do fim de semana, o delegado de saúde dos agrupamentos de saúde Cávado I (Braga) João Manuel Cruz elaborou alguma informação, á qual O MINHO se associa, de forma a divulgar os riscos a evitar durante este período.


QUAIS OS RISCOS DO CALOR ?

A exposição a calor intenso é uma agressão para o organismo, podendo conduzir a desidratação, ou agravamento de doenças crónicas, a um esgotamento ou a um golpe de calor.

Deve ter em atenção certos sintomas associados a um esgotamento por calor, tais como cãibras musculares, cansaço, fraqueza, desmaio, náuseas e vómitos, respiração rápida e superficial, grande transpiração, palidez, pele fria e húmida, pulso fraco e rápido e dor de cabeça.

O RISCO MAIS GRAVE

O golpe de calor é a situação mais grave e pode provocar danos irreversíveis à saúde e até levar à morte. Os principais sintomas são febre alta, dores de cabeça, tonturas, pulso rápido e forte, náuseas, confusão, perda de consciência, contracções musculares e pele vermelha, quente e seca, sem suor.

São mais vulneráveis ao calor:
• Crianças nos primeiros anos de vida
• Idosos
• Portadores de doenças crónicas (cardiovasculares, respiratórias, renais, diabetes e alcoolismo)
• Obesos
• Acamados
• Pessoas com problemas de saúde mental
• Pessoas que tomam medicamentos, tais como, anti-hipertensores, antiarrítmicos, diuréticos, antidepressivos, neurolépticos, entre outros.

Proteja-se do Sol e do calor

• Evite a exposição directa ao Sol, em especial, entre as 11 e as 16 horas
• Na praia, mesmo debaixo do chapéu de sol não está protegido. A água do mar também reflecte os raios solares podendo provocar queimaduras solares
• Sempre que se expuser ao Sol ou andar ao ar livre, use protector solar (índice>30)
• Use chapéu e óculos escuros (especialmente para pessoas de pele clara). Proteja a cabeça das crianças com chapéu de abas
• Use roupa solta, de preferência de algodão e aplique sempre protector solar
• Nos dias de grande calor, os bebés e os idosos não deverão ir à praia
• Diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados

Beba e faça uma alimentação equilibrada

• Aumente a ingestão de água ou de sumos de fruta naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede
• Evite bebidas alcoólicas e com elevados teores de açúcar
• Faça refeições leves, pouco condimentadas e mais frequentes

Os recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes podem não sentir sede. Ofereça- lhes água!

Refresque-se

• Permaneça 2 a 3 horas por dia num ambiente fresco. Se isso não for possível em sua casa, visite centros comerciais, museus, cinemas ou outros locais com ar condicionado.
• No período de maior calor tomar um banho de água tépida. Evite, no entanto, mudanças bruscas de temperatura.

Em casa

• Evite que o calor entre. Corra as persianas ou portadas e mantenha o ar a circular
• Abra as janelas durante a noite
• Use menos roupa na cama, sobretudo, dos bebés e doentes acamados.

Em viagem

• Se o carro não tiver ar condicionado não feche completamente as janelas
• Leve água ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar
• Sempre que possível viaje de noite
• Evite a permanência em viaturas expostas ao Sol, em especial, de crianças, doentes ou idosos

PROCURE E DÊ AJUDA

• Não hesite em pedir ajuda a um familiar ou vizinho no caso de se sentir mal com o calor
• Informe-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas isoladas, idosas ou com dependência que vivam perto de si e ajude-as a protegerem-se do calor

No caso de

• Sofrer doença crónica ou estiver a fazer uma dieta com pouco sal ou restrição de líquidos
• Estar a tomar medicamentos
• Ter sintomas pouco habituais

Consulte o seu médico ou contacte a SAÚDE 24 (808 24 24 24).

Uma vítima de um golpe de calor corre risco de morte. São indispensáveis cuidados médicos de emergência. LIGUE 112.

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Braga

Hospital de Braga com 16 internados com covid, dois em estado grave

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

16 pessoas estão internadas no Hospital de Braga por causa de complicações devido à covid-19, disse a O MINHO fonte da unidade hospitalar.

Dois desses doentes apresentam sintomas mais graves, pelo que estão internados na Unidade de Cuidados Intensivos, disse a mesma fonte.

De forma a encarar uma segunda vaga da doença, a administração daquele hospital tomou medidas com reforço “significativo de meios e de pessoal”.

Segundo a administração, o Hospital de Braga reforçou equipa médica com nove clínicos, tem 175 camas para doentes com covid-19, passou a capacidade de 40 para 45 internamentos em cuidados intensivos, criou mais circuitos para doentes com o novo coronavírus e aumentou a capacidade para realizar testes de despistagem.

O concelho de Braga registou oito novas infeções pelo novo coronavírus desde a passada terça-feira.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 18:00 de quinta-feira.

Durante o mesmo período, não houve casos de recuperações do SARS CoV-2, totalizando o concelho 1.393 casos recuperados desde o início da pandemia.

Em termos acumulados, são já 1.678 casos de pessoas infetadas com a doença.

Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existem, atualmente, 211 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

Há ainda 433 pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde, mais 79 do que há dois dias.

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Braga

Homem encontrado morto num bosque do Gerês

Óbito

em

Foto: DR

Um homem, com cerca de 65 anos, foi encontrado morto esta sexta-feira num bosque na vila do Gerês, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

De acordo com Lino Oliveira, 2.º comandante dos Bombeiros de Terras de Bouro, o corpo terá sido encontrado em zona florestal junto às termas da vila do Gerês.

No local estão os Bombeiros de Terras de Bouro, a GNR e as autoridades de saúde para atestar o óbito.

Ao que apurámos, o homem, conhecido como ‘Corso’, é uma figura bastante conhecida daquela vila termal.

A Polícia Judiciária foi chamada para investigar as causas da morte.

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Braga

Presidente da Câmara de Braga associa-se à campanha ‘Vacina para Todos’

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, é uma das mais de cem personalidades portuguesas que se associaram à campanha ‘Vacina para Todos’, que defende o acesso universal e gratuito à vacina da covid-19, anunciou hoje a autarquia.

Os signatários consideram estas vacinas como um “bem comum global”, devendo ser “livres de qualquer direito de patente pertencente a qualquer pessoa”.

Para Ricardo Rio, citado em nota de imprensa, é fundamental garantir um acesso universal à futura vacina, independentemente da nacionalidade ou capacidade económica: “A covid-19 e os seus efeitos são mais significativos na população mais carenciada, pelo que se torna imperativo assegurar a vacinação a todos”.

O autarca sublinha que esta “é a única forma de combater eficazmente a pandemia” e esta campanha não pretende impor a vacinação, mas “garantir o acesso a todas as pessoas que se queiram vacinar”.

Lançada em Portugal pela Academia de Líderes Ubuntu, um projecto do Instituto Padre António Vieira, a campanha associa-se à iniciativa “Declare covid-19 vaccine a global common good” do Prémio Nobel da Paz Mohammad Yunus,

António Ramalho Eanes, Joana Marques Vidal, Bagão Félix, D. Manuel Clemente, D. José Tolentino de Mendonça, Marçal Grilo, Isabel Alçada, Isabel Jonet, Silva Peneda, Lídia Jorge, Luís Represas, Laborinho Lúcio, Margarida Balseiro Lopes, Nuno Lobo Antunes, Morais Sarmento, Pedro Norton de Matos e Pedro Roseta são algumas das 118 personalidades portuguesas, das mais diversas áreas, que se associaram a esta iniciativa.

A campanha ‘Vacina para Todos’ defende a criação de um mecanismo que determine o “retorno justo dos investimentos em pesquisa para a descoberta de uma vacina covid-19”.

Por outro lado, consideram os signatários, “os resultados da investigação devem ser do domínio público, disponibilizando-os a qualquer unidade de produção que se comprometa a operar sob rigorosa supervisão regulamentar internacional e somente para essas unidades”.

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