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Futebol

Defesa do Paços de Ferreira preparado para reencontrar “família” em Barcelos

I Liga

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Foto: Divulgação / Paços de Ferreira

O defesa Fernando Fonseca justifica o atual quinto lugar do Paços de Ferreira na I Liga de futebol com a qualidade do trabalho realizado diariamente, admitindo haver ambição no grupo além da desejada permanência.

“Não começámos bem o campeonato, com duas derrotas e um empate, mas nunca mudámos a nossa forma de trabalhar e, acima de tudo, jogamos como treinamos, com muito empenho e num grupo incrível e muito equilibrado. Por esta nossa maneira de estar e de trabalhar, o que temos feito não é surpresa”, disse Fernando Fonseca, em declarações à agência Lusa.

O defesa direito, de 23 anos, admitiu que os casos de covid-19 no plantel não têm feito mossa num grupo ciente de que “não há lugares garantidos no ‘onze'” e que “é preciso sempre manter os pés assentes no chão”, o que não invalida a perceção de que tudo podia ser ainda melhor.

“Eu e o Bruno [Costa] já temos falado sobre esses pontos perdidos por pormenores e em como podia ser ainda melhor. Há dois jogos que me ficaram marcados: a grande exibição que fizemos em Guimarães, num jogo em que perdemos num penálti que fiz por azar, e a derrota nos instantes finais na Luz. Mas, assim que chegámos ao balneário, sentimos que, daquela forma, podemos ir buscar pontos a qualquer lado”, sublinhou.

Em nenhum momento Fernando Fonseca se colocou ‘em bicos de pés’, abraçando a ideia repetida até à exaustão, nos treinos e nas conferências, pelo técnico Pepa, sobre o quão efémero pode ser o sucesso numa maratona de 34 jornadas.

A descida do Arouca, em 2016/17, numa época de participação nas competições europeias, é um exemplo presente no balneário, mesmo que os números da equipa estejam a superar os da época 2012/13, quando o Paços, treinado por Paulo Fonseca, alcançou um inédito terceiro lugar.

“Podemos ter mais [três] pontos, mais [cinco] golos marcados ou mais [duas] vitórias do que naquele ano, mas isso são apenas números. Temos uma mentalidade vencedora e existe uma união muito forte fora das quatro linhas, o que também é muito bom, mas o nosso pensamento é jogo a jogo. No imediato, preocupamo-nos com a permanência. Depois, sempre com os pés no chão, podemos ir atrás de mais alguma coisa”, afirmou.

Para Fernando Fonseca, “o campeonato é renhido” e “tudo pode acontecer”, uma máxima que usa para cada jogo e contra qualquer adversário.

“Vamos encarar o Gil Vicente [na terça-feira, em Barcelos], uma casa que conheço bem e um clube que foi uma família para mim, como qualquer outra equipa, sabendo sempre que estamos mais próximos do sucesso se fizermos bem as coisas. Trabalhamos muito bem e remamos todos para o mesmo lado e isso é o que nos faz mais fortes”, concluiu.

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