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Ponte de Lima

Defensores dos animais pedem fim da Vaca das Cordas em Ponte de Lima

Petições e páginas no Facebook apelam ao fim da secular tradição

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Foto: Facebook de "Ponte de Lima SEM Tortura Animal"

Sempre que se fala em tradição com animais, são muitas as vozes que se levantam contra estas realizações populares. A Vaca das Cordas, em Ponte de Lima, é amanhã e não escapa às críticas dos defensores dos animais. O movimento ‘Ponte de Lima sem tortura animal’ partilhou a notícia que dava conta da realização da tradição e comentou: “Desde 1646 que não aprenderam nadinha… Triste povo limiano”.

Uma petição com quase 6.500 assinaturas quer que a Assembleia da República e o Governo legislem contra estas manifestações justificando: “ano após ano, a opinião pública indigna-se com a prática das Festividades Populares Tauromáquicas realizadas na Via Pública”.

A Vaca das Cordas é um dos exemplos apresentados: “gostaríamos de expressar a nossa preocupação com a referida normalização de uma atividade que não pode ser considerada ética e não pode ser defendida em termos morais nem o deveria ser em termos legais numa sociedade que todos desejamos evoluída e moderna”.

Os peticionários pedem “uma alteração legislativa que tenha como finalidade proteger pessoas e animais permitindo uma evolução que já peca por tardia”. Querem, ainda, que governantes e legisladores revejam a atividade da “Vaca das Cordas”, da “Tourada à Corda” e da “Largada de Touros”, enquanto atividades realizadas na via pública”.

Esta tradição consiste na saída do animal, para a via pública, preso pelo pescoço por cordas, ou não, atiçado por pessoas, o que “promove elevados níveis de stress e desconforto” como referem alguns comentários.

A petição fala ainda “na brutal violência imposta a estes animais incluem-se: patas partidas, golpes, pontapés, exaustão e arrastamento com ou sem condições físicas para o fazer, colapsos e ataques cardíacos. Podem ouvir-se os gritos e choros dos animais durante toda a festividade. Esses gritos só terminam após o abate”.

A tradição limiana pode provocar, ainda riscos a quem assiste e não há ano em que não haja relatos de feridos, alguns deles graves. “O verdadeiro número de vítimas é, por norma, falseado para evitar a revolta da opinião pública”, refere ainda o documento.

Quem assinou a petição, ainda disponível on-line pede que “seja alterada a legislação não permitindo a realização destas atividades e procurando alternativas que não incluam a exploração de outros animais para divertimento de apenas alguns, permitindo assim que a festa seja uma experiência mais positiva, segura e alegre para todos”.

Na página de Facebook do ‘Ponte de Lima sem tortura animal’ são imensos os comentários dos internautas a criticarem a existência da tradição e alguns expressam a sua surpresa pela tradição se manter ainda.

Petição em 2018

Em 2018, a delegação norte da “Anonymous for the voiceless”, grupo criado em 2016, lançou uma petição intitulada “Contra a tortura animal. Diz não à Vaca das cordas: Repugnamos a 100% este evento traduzido numa agressão gratuita, que mostra como um ser racional pode ser egoísta ao ponto de não ter compaixão por alguém, que como ele sente”, lia-se no documento.

O grupo ativista questionava “se é racional continuar em 2018 a promover o sofrimento do outro”, sustentando “ser urgente parar com eventos onde se fomenta o especismo”.

“Os animais não podem continuar a ser usados para fins de entretenimento”, realçava a petição.

Costume secular

A tradição da Vaca das Cordas obriga a que o animal, que afinal é um touro, saia para a rua pelas 19:00 horas, conduzido por cerca de dezena e meia de pessoas e preso por duas cordas.

É levado até à Igreja Matriz e preso à janela de ferro da Torre dos Sinos, sendo-lhe dado um banho de vinho tinto da região, “lombo abaixo, para retemperar forças”, conforme reza o costume local.

Dá depois três voltas à igreja, sempre com percalços e muitos trambolhões à mistura dos populares que ousam enfrentá-lo, após o que é levado para o extenso areal da vila, dando lugar a peripécias, com corridas, sustos, nódoas negras e trambolhões e até pegas de caras amadoras.

Nas ruas do Centro Histórico irá cumprir-se, madrugada dentro, a confeção dos tapetes floridos, por onde irá passar a procissão do Corpo de Deus.

A mais antiga referência que se conhece da Vaca das Cordas remonta a 1646, quando um código de posturas obrigava os moleiros do concelho (ministros de função) a conduzir, presa por cordas, uma vaca brava, sob condenação de 200 reis pagos na cadeia.

Mais tarde, segundo o Código de Posturas de 1720, a pena agravava-se para 480 réis. Diz a lenda que a Igreja Matriz, da primitiva vila, era um tempo pagão dedicado a uma deusa, simbolizada por uma vaca.

Posteriormente, este templo foi transformado em igreja pelos cristãos que retiraram do seu nicho a imagem da “deusa vaca” e com ela deram três voltas à igreja, após o que a arrastaram pelas ruas da vila, para alegria de todos os habitantes.

Daí virá o costume da Vaca das Cordas, um ritual que foi interrompido em 1881 pela vereação, tendo reaparecido por volta de 1922, para não mais deixar de se realizar.

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Ponte de Lima

Ponte de Lima investiu mais de um milhão e meio nas escolas do concelho

Assinado auto de consignação para os arranjos exteriores da Escola Básica 2,3 de Arcozelo

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José Manuel Carpinteira (à frente, à esquerda), deputado do PS eleito pelo distrito de Viana do Castelo, acompanhou Tiago Brandão Rodrigues. Foto: Facebook de José Manuel Carpinteira

O Município de Ponte de Lima procedeu à assinatura do Auto de Consignação da Empreitada de arranjos exteriores da Escola Básica 2,3 de Arcozelo, anunciou, esta terça-feira, a autarquia.

Nas palavras do diretor deste agrupamento, professor Manuel Amorim, nesta obra “o que está em questão é a segurança, não só dos alunos, mas de todos os utentes que passam na via”.

“Esta escola, sede de agrupamento tem cerca de 550 alunos, a frequentar desde o 5.º até ao 12.º ano. Na escola de primeiro ciclo, [contam-se] cerca de 200 alunos. [Sendo que] a cerca de 500 metros existe ainda o jardim de infância, integrado também neste centro educativo”, revela o professor, acrescentando que “na globalidade, na margem direita do Lima, todas as escolas do concelho sediadas no agrupamento de Arcozelo, têm uma cobertura de cerca de 1.100 alunos”.

Auto de consignação dos arranjos exteriores da EB 2,3 de Arcozelo, em Ponte de Lima. Foto: Divulgação

O diretor do agrupamento ressalva desta forma a noção que, “no dia-a-dia, e de imediato, irão beneficiar destas novas condições, entre 700 e 750 alunos”, sendo que “a médio e longo prazo mais alunos constituirão corpo discente que virá a beneficiar destas condições”.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, tratou de sublinhar o facto de que “a direção do agrupamento considerou desde há já algum tempo, que era importante fazer uma alteração nesta matéria [de segurança rodoviária, em contexto escolar]”, esta constatação “obriga a um investimento na ordem dos 86 mil euros, exatamente para dar mais conforto, e acima de tudo garantir as condições de segurança dos nossos alunos”.

“Com o objetivo de melhorar significativamente a segurança para esta comunidade educativa”, a obra tem início previsto no início do ano de 2020, e prazo de execução 60 dias.

Nas palavras do autarca “o investimento na requalificação do Parque Escolar, nos últimos anos correspondeu a cerca de um milhão e meio de euros”, e neste sentido “vamos continuar a trabalhar para fazer um investimento significativo, quer em Arcozelo, quer nos outros três agrupamentos, nomeadamente no segundo e terceiro ciclo para a requalificação e modernização dos equipamentos, quer seja de apoio, quer seja do ponto de vista da inovação tecnológica”.

De referir que, nos quatro agrupamentos, desde 2005 “o investimento no reordenamento do pré-escolar e primeiro ciclo foi de cerca de 27 milhões de euros, (…) se acrescentarmos este investimento que fizermos, mais o [investimento feito no] segundo e terceiro ciclo, e no secundário, com a requalificação da escola secundária da Parque Escolar, o investimento ascende a cerca de 42 milhões”, confirmou o edil limiano.

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Alto Minho

Investimento de mais de 250 mil euros para alargar rede de esgotos em Ponte de Lima

Coletor de saneamento na Estrada Nacional (EN)306, entre as freguesias de Cabaços e Fojo Lobal, e a freguesia de Freixo

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Foto: Ilustrativa / DR

A Câmara de Ponte de Lima informou hoje que vai assinar, na quarta-feira, pelas 15:00, o auto de consignação da empreitada de alargamento da atual rede de esgotos – Cabaços/Freixo, num investimento estimado de 254.870 mil euros.

Em nota hoje enviada à imprensa, a autarquia liderada por Victor Mendes (CDS/PP), revelou que a empreitada terá início no primeiro trimestre de 2020.

A intervenção “visa a instalação de um coletor de saneamento na Estrada Nacional (EN)306, entre as freguesias de Cabaços e Fojo Lobal, e a freguesia de Freixo”.

A extensão da conduta e ramais, prolonga-se por 4.200 metros, e está integrada num projeto global, que pretende resolver os problemas de saneamento de várias freguesias da margem sul do rio Lima.

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Alto Minho

Área de Paisagem Protegida das Lagoas, em Ponte de Lima, faz 19 anos

Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos

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Foto: DR / Arquivo

A Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e São Pedro d’Arcos vai celebrar, na quinta-feira, 19 anos desde a sua criação, informou hoje a Câmara de Ponte de Lima.

As comemorações começam no dia do aniversário, e prosseguem no sábado com ‘Um Dia Aberto na Quinta de Pentieiros’, com entradas e atividades gratuitas, promovidas pelo Serviço Área Protegida e pelos seus parceiros.

Passeios de pónei e de charrete, visitas guiadas e o circuito de arborismo são algumas das atividades previstas.

No domingo, para assinalar o Dia Internacional das Montanhas, decorrerá um percurso pedestre de Montanha, designado ‘Trilho do Lobo Atlântico’, com oito quilómetros e meio de extensão.

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