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Deco quer que a taxa de lixo deixe de estar indexada ao consumo de água

Taxas

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Foto: DR

A DECO Proteste reclama a alteração da tarifa de resíduos sólidos urbanos, propondo que deixe de estar indexada ao que cada consumidor paga de água.

“Será que os portugueses sabem que quanto mais água gastam, mais lixo pagam?”, questiona a associação de defesa do consumidor, que relançou, na quinta-feira, uma campanha pela alteração da taxa, reclamação que já vem de há três anos.

A DECO argumenta que a gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU), que continua na mesma “na maioria dos municípios”, penaliza os cidadãos “ambientalmente mais responsáveis” e não incentiva a reciclagem ou a redução de resíduos.

A culpa, sustenta, é de não haver qualquer obrigatoriedade de mudar o modelo atual, aliada à “falta de verbas da esmagadora maioria das autarquias”, que contam com as taxas para se financiarem.

A taxa é calculada em função dos metros cúbicos de água consumidos, mas a DECO salienta que isso “não tem nenhum tipo de correlação com o desperdício de cada agregado familiar nem valoriza quem recicla os seus resíduos”.

“Lixo não é água” é o mote da campanha, em que se defende o princípio “poluidor-pagador”, ou seja, que quem produz mais resíduos pague mais de taxa de RSU.

A DECO quer que seja o Parlamento a alterar o modelo de cobrança e a garantir que a nova regra seja aplicada.

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