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Região

Esta noite muda a hora. Dias vão ficar ‘maiores’

Hora de verão

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Portugal, à semelhança de toda a União Europeia, adianta os relógios na madrugada de domingo, dia 29 de março.

Até final de outubro o sol volta a pôr-se mais tarde e os dias ficam aparentemente maiores. Na madrugada de sábado para domingo, os relógios adiantam 60 minutos, às 01:00, no continente, mantendo-se até 25 de outubro, durante 210 dias, cerca de 7 meses.

Associação alerta para riscos da mudança da hora em tempos de confinamento

Portugal passa a estar alinhado com o tempo universal (tempo médio de Greenwich, TMG). Estar alinhado com o tempo universal significa que está no fuso horário 0 (igual ao do meridiano de Greenwich, que se convencionou usar como marcador para o tempo).

O Observatório Astronómico da Ajuda explica que a mudança da hora, com o objetivo de poupar energia, foi falada pela primeira vez há séculos (na altura para poupar velas) e um dos primeiros que a sugeriu foi o cientista, inventor e político americano Benjamim Franklin (1706-1790).

Só em 1916 se aplicou oficialmente a hora de verão e, desde aí, com interrupções e discussões sobre a sua importância. Desde 1996 que a mudança da hora acontece em todos os países da União Europeia, no mesmo momento, mas outros países que não fazem parte do grupo dos “28” escolheram seguir as mesmas normas.

Na Europa, só alguns países de Leste não atrasam os relógios uma hora, no próximo domingo, nem os adiantam em março. A Rússia está desde 2011 sem mudança de hora e, em 2014, a Crimeia, que pertencia à Ucrânia, escolheu juntar-se a Moscovo e fez da mudança para a hora russa um acontecimento nacional.

Em África a hora é inalterável na maior parte dos países, o mesmo acontecendo na Ásia, mas no continente americano há mais países que também têm hora de inverno e de verão (mas, ainda assim, são mais os que não mudam do que os que mudam).

Em Portugal, em 1992, o Governo, então chefiado por Cavaco Silva, adotou o horário da Europa central, mas a opção foi muito criticada, porque, no inverno, o sol nascia muito tarde e, no verão, era de dia até depois das 22:00. A partir de 1996, o Governo chefiado por António Guterres voltou ao antigo método.

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Braga

Bracarenses em Angola assustados com xenofobia: “Dizem que trouxemos o vírus”

Covid-19

em

Foto: Reprodução / FTI

Um grupo de trabalhadores portugueses da região de Braga estão “assustados” com uma onda crescente de xenofobia em Angola por causa do novo coronavírus. Alguns já foram ameaçados e, apesar de estarem no país há vários meses, são “olhados de lado” pelos locais, que apontam Portugal como o grande responsável pela chegada da Covid-19 a território angolano.

Em declarações a O MINHO, Manuel (nome fictício por receio de represálias) explicou que todo o grupo de trabalhadores, que faz serviços para o Estado angolano na área da construção e manutenção técnica em Luanda, estão parados em casa desde a passada sexta-feira, depois das medidas anunciadas pelo governo para travar a pandemia naquele território africano.

“Estamos com o coração nas mãos”, diz Manuel, natural de um concelho próximo à cidade de Braga, temendo o que o futuro pode trazer para os emigrantes portugueses em Angola. “Estamos fechados em casa e não podemos sair sem autorização da empresa, que nos traz comida e os bens essenciais”, explica.

“Nunca pensei viver isto, não bastava estarmos já preocupados com a família que deixámos em Portugal e agora temos de nos preocupar com o racismo que aqui se vive”, denuncia.

Também Alberto (outro nome fictício) vive nas mesmas condições de Manuel. De um concelho do distrito de Viana do Castelo, o trabalhador relata momentos de pânico quando, ainda durante a semana passada, alguns colegas de trabalho angolanos lhe apontavam o dedo por ser “da terra da peste”.

“Neste momento não convém sair de casa por causa do vírus mas também por eventuais insultos e até agressões que podemos experienciar por parte dos angolanos”, aponta.

Com os aeroportos fechados, estes portugueses cumprem contrato de vários meses em casa, desconhecendo o que poderá acontecer ao longo dos próximos dias: “Estamos com muito medo”.

Sete casos positivos e duas mortes

Angola registou no domingo as duas primeiras mortes por Covid-19. Os pacientes regressaram de Portugal em meados de março e acabaram por não resistir às complicações respiratórias provocadas pelo vírus, anunciou a ministra da Saúde angolana.

Silvia Lutucuta explicou que um cidadão de 59 anos, residente habitual em Portugal, que tinha chegado a Angola no dia 12 de março, “esteve internado nos últimos dias na clínica Girassol e teve um quadro com uma evolução muito rápida, com insuficiência respiratória”. O segundo caso, um homem de 37 anos, residente em Luanda, chegou de Lisboa a 13 de março. Ambos sofriam de outras patologias associadas.

A polícia angolana está a impedir a venda ambulante e a interditar a circulação de pessoas desde este domingo, depois de se verificar vários casos de desobediência às indicações de quarentena dadas pelo Presidente da República, na sexta-feira.

No sábado, a polícia deteve cinco pastores da Igreja Adventista do 7.º, na província de Bié, por realizarem cultos com mais de 35 pessoas.

Existem, atualmente, 1.500 cidadãos angolanos em quarentena depois de terem regressado de Portugal ao longo das últimas semanas.

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Braga

Imigrante deu 7.500 euros de sinal para comprar casa em Braga. Ficou sem o dinheiro e sem a casa

Tribunais

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

Deu 7.500 euros de sinal para compra de um apartamento a uma imobiliária de Maximinos, propriedade da empresária Daniela Cerqueira da Costa. Mas, o espaço já tinha sido vendido. E a empresa não lhe devolve o dinheiro. E a “Daniela Costa – Mediação Imobiliária, Unipessoal, Lda” foi já condenada em Tribunal pelo crime de abuso de confiança, por ficar com o valor do sinal adiantado por clientes brasileiros que queriam comprar um apartamento. A firma não só continua a funcionar, como tem outras queixas, em investigação na PSP local.

A O MINHO, a vítima, uma mulher de nome Maria, imigrante angolana, disse que entregou o sinal há três meses à imobiliária, e que, quando o banco lhe concedeu o empréstimo para a compra da fração, foi-lhe dito que já tinha sido vendido: “propuseram-me um outro, de qualidade muito inferior, mas eu não aceitei”, afirmou. A partir de então vem exigindo a devolução do sinal: “dizem que vão contactar o meu advogado, mas nada”, lamenta.

A lesada diz que o dinheiro resulta de poupanças feitas ao longo de 15 anos de trabalho e reunido com a ajuda dos patrões: “o meu filho, de sete anos, pergunta-me pela casa nova, e eu fico a chorar”, contou

O MINHO contactou a empresa, tendo um dos funcionários, Paulo Ribeiro – que Maria diz que se lhe apresentou como solicitador – dito, em nome da proprietária, que o assunto vai ser resolvido entre os advogados”. A firma desculpa-se com o facto de o apartamento ter sido vendido pelo dono e diz que teve custos com o processo. Mas a lesada garante que até agora nenhum advogado da imobiliária a contactou nem à sua representante legal.

DUAS CONDENAÇÕES

Ao que sabemos, Daniela Costa, de 54 anos, de São Vítor, Braga, empresária de imobiliário, foi condenada em setembro de 2019 – sentença de que recorreu para a Relação de Guimarães -, pela prática de um crime de abuso de confiança agravado na pena de 320 dias de multa à taxa diária de sete euros, num total de 2.240 euros. Ficou, ainda, obrigada a restituir o sinal de 5.500 euros (com juros) aos clientes Oswaldo Correia Costa e Márcia Correia Toledo, e ainda a dar-lhes 400 euros, a cada um, por danos não patrimoniais.

A sentença do Tribunal Criminal de Braga diz que a arguida, sócia-gerente da sociedade “Daniela Costa – Mediação Imobiliária, Unipessoal, Lda”, recebeu, em 2016, o sinal daquele casal brasileiro,

Tendo-lhe sido pedido que a aquisição se enquadrasse no programa dos vistos gold, pelo que teria de ser célere. Para tal, selecionaram um imóvel na Rua Professor Machado Vilela, propriedade da Caixa Geral de Depósitos, entregaram um cheque de 2.500 euros e assinaram um contrato-promessa, no qual constava que a mediadora restituiria o cheque, caso o negócio não se fizesse.

De seguida, Daniela Costa pediu-lhe mais 5.500 euros, como “reserva”. Nem o cheque nem o valor da reserva foram devolvidos ou entregues à CGD. O cheque não chegou, no entanto, a ser descontado. Em setembro, o casal comunicou que desistia do negócio, mas a arguida, no dia 22, informou-os – diz a sentença – “de que a escritura estava agendada para dia 30, o que sabia não ser verdade”.

Proibida de exercer

O MINHO ouviu, sobre o tema, um outro mediador e um bancário: o primeiro diz que os tribunais deviam proibir a gestora de exercer a atividade, já que estão em causa as pessoas e o bom nome da profissão. Já o bancário diz que os bancos conhecem-na bem: “há quem seja burlado e opte por não fazer queixa”, frisou.

Para além da condenação por abuso de confiança, Daniela Costa fora já sentenciada em Braga, no Juízo Local Criminal, em maio de 2016, por um crime de abuso de confiança fiscal. Pagou 700 euros de multa.

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Região

UMinho: Ensino à distância e aulas até 27 de junho

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A atividade letiva na Universidade do Minho (UMinho) relativa ao 2.º semestre do atual ano letivo será assegurada em regime de ensino a distância, segundo um despacho do reitor hoje publicado no portal académico.

No despacho, Rui Vieira de Castro determina ainda que o período letivo é alargado até ao dia 27 de junho, de forma a permitir uma gestão “mais flexível” do desenvolvimento das unidades curriculares.

Estas medidas são consequência da pandemia da covid-19, que já tinham levado a UMinho, no início deste mês, a suspender as atividades letivas presenciais.

O despacho sublinha que a universidade realizou uma “transição bem-sucedida” da sua oferta educativa para modalidades de ensino e aprendizagem tecnologicamente mediadas, que permitiu manter a totalidade dos cursos e a generalidade das unidades curriculares em funcionamento.

Segundo o despacho, o período de férias da Páscoa mantém-se entre os dias 06 e 13 de abril.

A época de exames de recurso terá lugar até 18 de julho, sendo realizados à distância ou, se as circunstâncias epidemiológicas o permitirem, presencialmente.

O início do ano letivo de 2020/21 será oportunamente fixado, em função da evolução da pandemia.

Portugal regista hoje 140 mortes com covid-19, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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