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Futebol

Davidson, do Vitória SC, diz que é mais difícil lidar com pandemia no Brasil devido à pobreza

Covid-19

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O futebolista Davidson, do Vitória SC, afirmou hoje que a pandemia da covid-19 é mais difícil de controlar no Brasil do que em Portugal, por ser um país com mais população e com mais gente pobre.


Criado numa favela em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o extremo revelou que o surto do novo coronavírus já causou a morte de um primo, de 32 anos, há duas semanas, mas frisou que é mais difícil impor o isolamento à maioria de um país com uma população 20 vezes superior à portuguesa, com muitos pobres que poderiam passar fome nessa situação.

“O Brasil é muito grande. Portugal tem uma certa maioria de pessoas em confinamento. No Brasil, há muita gente pobre, que mora em locais muito delicados. Se se colocasse tudo de quarentena, muita gente morreria de fome”, disse, numa videoconferência promovida pelo clube da I Liga portuguesa de futebol.

O Brasil registou, segundo a atualização mais recente, de quarta-feira, 28.320 casos de covid-19 (Portugal tem 18.841, hoje) e 1.736 mortes (629 em Portugal), com o presidente Jair Bolsonaro a privilegiar, em algumas declarações, o funcionamento da economia face ao combate à pandemia.

Davidson avisou, porém, que é necessário “pensar no todo” e deu o exemplo das dificuldades que os pais podem atravessar com um isolamento obrigatório.

“O meu pai trabalha e a minha mãe fica em casa. A minha mãe tem algumas doenças. Se o meu pai ficar 15 dias ou 30 sem trabalhar, isso pode gerar fome. Há pessoas desesperadas, sem saberem o que fazer”, explicou.

Apesar do plantel do Vitória SC estar de férias até 30 de abril e da autorização dada aos jogadores para voltarem ao país de origem nesse período, o ala decidiu permanecer em Guimarães, com a esposa e o filho, por ser “mais seguro”.

Para escapar a algum “tédio” provocado pelo confinamento, Davidson contou que algum do tempo dentro de casa é passado a jogar futebol com o filho, na esperança de que voltará a fazer as “coisas normais da vida”, incluindo o regresso aos relvados ainda na presente época.

Com 10 golos marcados na época 2018/19, a primeira em Guimarães, e outros tantos na temporada em curso, o jogador admitiu que gostaria de melhorar a marca do ano passado e de chegar aos 40 golos em Portugal – marcou 11 no Chaves e oito no Sporting da Covilhã – , se se disputarem as 10 jornadas do campeonato em falta.

Davidson considerou ainda que o Vitória tem condições para melhorar o sexto lugar que ocupa na classificação, com 37 pontos, pela “qualidade” já demonstrada nas várias competições, contra “adversários de nível muito alto”.

Questionado sobre uma eventual redução de salários no plantel, o jogador adiantou que o clube ainda não “comunicou nada” nesse sentido, mas reiterou que “não vai ser um impedimento” para essa medida, até porque a “situação [económica] é difícil para o país todo”.

O novo coronavírus, responsável pela covid-19, já infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios, tendo morrido mais de 137 mil e recuperado mais de 450 mil.

Para combater a pandemia, os governos já mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

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Futebol

Gil Vicente e Sporting defrontam-se no dia 28

Jogo da primeira jornada adiado devido à covid-19

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Foto: Gil Vicente FC

O jogo entre Sporting CP e o Gil Vicente FC, adiado por causa dos casos de covid-19 em ambas as equipas, será realizado no dia 28 de outubro (quarta-feira), pelas 21H45, anunciou hoje a Liga de Clubes.

Trata-se de um jogo em atraso da primeira jornada da Liga NOS e esta foi a data encontrada pelos clubes e pelo operador, para que se realize.

“O facto deste encontro ter pontapé de saída marcado para as 21H45, mais tarde que o habitual, deve-se ao acordo existente no Memorando de Entendimento entre a UEFA e a European Leagues, que impede a sobreposição de jogos das primeiras ligas, no caso português Liga NOS, com jogos da UEFA Champions League. Nesse dia, note-se, joga-se parte da segunda jornada da Fase de Grupos da UEFA Champions League”, salienta a Liga Portugal.

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Futebol

Bruno de Carvalho “tira o chapéu” a Rui Pinto

Ex- presidente do Sporting diz que ‘Football Leaks’ foi “extremamente útil”

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Foto: DR

O ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho considerou hoje que o ‘Football Leaks’ foi “extremamente útil” para reforçar publicamente algumas posições que defendeu enquanto liderava o clube e ‘tirou o chapéu’ ao criador da plataforma, Rui Pinto.

“Tem de se tirar o chapéu ao Rui Pinto, porque é só depois de ele aparecer que começa a haver processos numa série de investigações”, afirmou o antigo líder do Sporting, aludindo na 13.ª sessão de julgamento do processo ‘Football Leaks’ à divulgação de outros casos, como o ‘Luanda Leaks’.

Sublinhou ainda o efeito da divulgação de documentos na batalha contra os fundos de investimentos: “Até me foi benéfico para tentar introduzir junto da UEFA os contratos com a Doyen”.

Bruno de Carvalho assumiu ter tomado conhecimento apenas hoje de que existiram acessos ao sistema de emails do Sporting de um endereço proveniente da Hungria anteriores a 22 de setembro de 2015, dia em que foi registado o ‘crash’ do sistema e em que, alegadamente, o principal arguido do processo enviou três ataques.

“Nunca ninguém tinha comentado comigo que tinha havido acessos da Hungria antes de 22 de setembro, isso é uma novidade para mim”, confessou o ex-presidente ‘leonino’, que revelou também que o email que a Polícia Judiciária (PJ) inscreveu na investigação como seu e ao qual o criador do Football Leaks tinha alegadamente acedido não estava correto.

“Quando fui chamado, apercebi-me de que o email que a PJ investigou e que estava no processo não era o meu. Liguei para o meu colega de direção Alexandre Godinho, ele deu-me o correto, a PJ alterou nos documentos e deu-me para assinar. O Rui Pinto entrou no mail de um Bruno, só que errou no alvo”, declarou, ainda antes de provocar risos na sala de audiência quando comentou nem saber se Rui Pinto estava na sala: “Se estiver, é a primeira vez que estamos no mesmo sítio”.

Confrontado com o impacto da disrupção no sistema de emails do Sporting, Bruno de Carvalho descreveu a manhã de 22 de setembro como “uma azáfama” devido ao ‘crash’ no servidor e à preocupação de algumas pessoas, mas defendeu que a impossibilidade de acesso não seria uma consequência de um suposto ataque informático.

“Nunca me apercebi que o Sporting tivesse parado. Foi verificado que tínhamos um sistema débil, propuseram uma série de alterações à administração e foram aceites. O que reparei nos dois ou três dias subsequentes é que os técnicos pediram para não aceder, porque estavam a introduzir medidas internas e isso obrigou a parar várias vezes”, observou, assegurando não ter ligado “grande coisa” ao ‘Football Leaks’, “nunca” ter acedido e que não sentiu qualquer “problema reputacional” pela divulgação de documentos do clube na Internet.

Ato contínuo, o ex-presidente do Sporting fez questão de relembrar que alguns documentos já tinham sido expostos publicamente por comentadores desportivos afetos ao rival Benfica em programas de televisão, antes da publicação na plataforma eletrónica criada por Rui Pinto.

“Quando o Sporting faz à queixa à Polícia Judiciária, transmiti logo a preocupação de haver comentadores do clube rival a falar de documentos do Sporting”, frisou, acrescentando: “As coisas avançaram para este processo, sendo que gostava de ver como é que essas pessoas tiveram acesso aos documentos antes de Rui Pinto”.

Rui Pinto, de 31 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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Futebol

Nacional não vai a Braga “pedir autógrafos”

Luís Freire

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Foto: CD Nacional

O técnico do Nacional, Luís Freire, deixa a garantia que a equipa irá discutir o resultado em Braga, em jogo da quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol, desejando um conjunto “que saiba defender e atacar”.

Luís Freire espera muitas dificuldades nesta deslocação a Braga.

“É uma equipa que tem feito grandes campanhas no campeonato, tendo sido um clube que tem estado sempre nos primeiros lugares. É uma equipa com imensas valias e com jogadores de grande categoria, alguns internacionais, com um treinador muito experiente e que costuma colocar as suas equipas a jogar bom futebol”, avaliou o técnico do conjunto insular.

Mas esse é um fator que não retira a ambição a Luís Freire, embora reconhecendo que “à partida, é um dos adversários mais difíceis do campeonato”, pois o Sporting de Braga “é uma das equipas mais fortes de Portugal”.

“O Braga tem muita capacidade para jogar no meio campo ofensivo”, referiu, mas salienta que o Nacional também tem assumido os seus jogos e praticado um futebol positivo.

Não obstante, espera um Braga com “qualidade de jogo, pressionante, muito ofensivo e com muita gente na área, tendo uma das ideias de jogo mais fortes em Portugal”.

Luís Freire está ciente que este será um “jogo com características distintas”, mas diz que a “estratégia está montada”, sublinhando que o Nacional não irá a Braga “pedir autógrafos”.

A estatística está contra o conjunto madeirense, pois em dezanove partidas em Braga, para o campeonato, venceu apenas por uma vez e empatou em outras duas ocasiões.

Todavia, Luís Freire desvaloriza esse facto: “Não nos pode afetar de maneira nenhuma, podendo até ser um fator de motivação, pois se é assim tão difícil, se conseguirmos vencer é um grande feito”.

Questionado quanto à importância que poderá ter no rendimento da sua equipa esta paragem do campeonato, provocada pelos compromissos das seleções, Luís Freire valorizou este interregno.

“É importante para todas as equipas. Tudo o que é tempo para trabalhar com os nossos jogadores e dar-lhes cada vez mais informação daquilo que nós queremos é melhor. Ajuda também na integração com os novos jogadores que chegaram há relativamente pouco tempo, consolidando as nossas ideias, naquilo que queremos como equipa”, afirmou o técnico do conjunto madeirense.

O Nacional, sexto com cinco pontos, desloca-se sábado ao Estádio Municipal de Braga, onde a partir das 18:00, defrontará o Sporting de Braga, 12.º, com três pontos, em partida relativa à quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol, que será arbitrada por Artur Soares Dias, da AF do Porto.

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