Seguir o O MINHO

Desporto

Dance World Cup: Lara e Carolina vencem dez ‘ouros’ e ‘guiam’ comitiva à final de Roma

em

Carolina Costa (Braga) e Lara Machado (Vila Verde), voltaram a apurar-se para a final da competição Dance World Cup, uma das maiores provas de dança a nível mundial que, em 2019, se realizou em Braga. Para além das duas promissoras bailarinas, ficaram apurados diversos bailarinos e categorias de outras escolas da região de Braga.


Carolina, de apenas 13 anos, voltou a firmar créditos como uma das mais promissoras bailarinas portuguesas da atualidade, conquistando cinco medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze.

A nível solo, obteve as mais altas pontuações do seu escalão (children), nas coreografias Harlequinade (93,67) e Medora (93,43), numa escala de 0 a 100, por entre mais de 300 coreografias. Estes resultados valeram o apuramento para a final do Dance World Cup.

Carolina Costa. Foto: DR

Carolina Costa que, a par de Lara Machado, integrou a comitiva do Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez destaca os resultados, em comunicado enviado a O MINHO:“Estou muito feliz pelos resultados que consegui (…) Ter conseguido o apuramento para a final com dez coreografias que apresentei a concurso é uma enorme alegria”.

A bailarina destacou a medalha de ouro conquistada em solo ballet, com variação de repertório, por ser “o maior objetivo que tinha para esta competição”, depois de dois meses de trabalho.

Lara Machado, de Vila Verde, também voltou a brilhar na competição. Cinco ouros, quatro pratas e dois bronzes é o que traz na bagagem destas meias-finais da competição, que decorreram na Figueira da Foz.

A nível individual, destaque para a conquista do bronze em solo jazz com a coreografia “Blowing in the Wind”, no escalão “junior”, um dos mais competitivos da prova.

Lara Machado. Foto: DR

A bailarina disse a O MINHO que terminou o evento “com empenho e cheia de garra” para voar para Roma e voltar a competir com a elite da dança a nível mundial.  Lara aponta que, na final em Roma, irá representar o país “com enorme honra”.

Assim como Carolina Costa, Lara frequenta o Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, uma das mais prestigiadas escolas de ballet em Portugal, depois de se terem iniciado na escola de dança bracarense Ent’Artes.

E foi precisamente esta a única escola sediada em Braga a conseguir um pleno, com todas as seis alunas que participaram na meia-final a apurarem-se para Roma, nos escalões “mini” e “infantil”.

Bailarinos da Ent’Artes. Foto: DR

Desta escola, a nível solo, destacaram-se Francisca Mesquita, no escalão Mini, com um solo de contemporâneo que valeu uma medalha de prata, e a solista Marta Barbeiro, com duas medalhas (prata e bronze) em dois solos (ballet e dança contemporânea).

Quem também não se saiu nada mal foi a Academia de Dança Nun’Álvares, de Braga, com sete medalhas de ouro, seis de bronze e cinco de prata, por entre as categorias “infantil”, “sénior” e “júnior”.

Academia de Dança Nun’Álvares. Foto: DR

“Estamos tremendamente orgulhos de todos os nossos alunos que dignificaram o símbolo da ADN. Todos os alunos desde o mais novo até ao mais velho, subiram a palco e mostraram a qualidade que temos nas nossas academias. Muitos parabéns a todos eles”, apontou a direção da escola, em nota enviada a O MINHO. No total, foram apurados 71 alunos.

A escola Backstage, também de Braga, classificou 14 bailarinos e seis coreografias para a final de Roma, com dois ouros, duas pratas e três bronzes, nos escalões “sénior” e “children”.

Segundo disse a O MINHO a responsável Rosália Passinhas, todas as coreografias foram classificadas acima dos 70 valores, que é o mínimo para o apuramento para a final.

Este vai ser o primeiro ano “à séria” para a Backstage. O ano passado, em Braga, competiram na final, mas em “modo experimental”, com três coreografias. Apesar de ser uma experiência, conquistaram uma medalha de ouro, em Jazz e Showdance e apuraram duas coreografias para a final.

“As duas coreografias ficaram apuradas para a final na nossa cidade visto o país anfitrião qualificar as coreografias classificadas até ao quarto lugar”, sublinha.

Bailarinos da Backstage. Foto: DR

“Este ano trabalhamos especificamente para a qualificação de todos os elementos das nossas companhias de competição, Júnior e Mini e estamos muito orgulhosos com o resultado”, salientou Rosália, que enfrenta, até junho, o mesmo problema de todos os outros participantes: “reunir mecenas, apoios e organizar angariações de fundos para conseguir liquidez” para viajar (e permanecer vários dias) até Roma.

“Estamos convictos que conseguiremos atingir os nossos objetivos até porque este ano a exposição que nos está a trazer a participação no Got Talent Portugal provavelmente ajudará um pouco”, espera.

Já a escola Dom Diogo de Sousa, de Braga, conseguiu apurar uma coreografia para a grande final em Itália, graças a uma medalha de bronze em grupo.

Bailarinos do Colégio D. Diogo de Sousa. Foto: DR

Medalhas:

Lara Machado

Junior solo Jazz ” Blowin in the wind” – Medalha de Bronze

Junior large group ballet “Giselle” – Medalha de Ouro
Junior small group contemporary “Forget full ness”- Medalha de Ouro
Senior small group ballet “Saint Sebastian”- Medalha de Ouro
Senior large group Folklore “Festa do Cáucaso”- Medalha de Ouro
Senior large group jazz “Get Ready”- Medalha de Ouro

Junior large group ballet any style “Una noche mas”- Medalha de Prata
Junior small group Folklore ” Russian Gardens” – Medalha de Prata
Senior large group ballet “jardim do Corsário” – Medalha de Prata
Senior large group Folklore “Sapateados russos” – Medalha de Prata

Senior large group ballet “Valsa das Horas” – Medalha de Bronze

Carolina Costa

Solo de Ballet Repertório – Variação Harlequinade – Medalha de Ouro
Solo de Ballet Livre – Sublime – Medalha de Prata
Solo Lyrical – Everybody Wants to Rule the World – Medalha de Prata
Grupo Children Ballet – Amigas de Giselle – Medalha de Prata
Quarteto Júnior Ballet – Flames of Paris – Medalha de Ouro
Grupo Júnior Ballet – Second Waltz from Shostakovic – Medalha de Ouro
Grupo Júnior Dança Nacional – Caucasian Dance – Medalha de Ouro
Pas de Deux Júnior/Senior – D. Quixote – Medalha de Bronze
Grupo Sénior – La Sylphide – Medalha de Ouro
Grupo Sénior – Jardim do Corsário – Medalha de Prata

Academia de Dança Nun’Álvares

– “Matilda” – Infantil Solo Show Dance – Coreografia de Susana Barros – Medalha de Ouro
– “My Way” – Infantil Street Dance – Coreografia Rafaela Martins e David San – Medalha de Ouro
– “M.R.M” – Sénior Dueto/Trio Street Dance Comercial – Rafaela Martins e Marco Martins – Medalha de Ouro
– “Orange is the new black” – Sénior grupo grande Street Dance – Coreografia David San – Medalha de Ouro
– “Love” – Sénior grupo grande Comercial – Coreografia David San – Medalha de Ouro
– “Tigers Groove” – Infantil grupo grande Street Dance – Coreografia David San – Medalha de Ouro
– “Bills” – Infantil grupo grande Comercia – Coreografia David San – Medalha de Ouro

– “Panic” – Junior Solo Street Dance – Bruno Castro – Medalha de Prata
– “Turistas” – Infantil Dueto/Trio Street Dance – Ana Margarida, Bárbara Fernandes , Ines Silva- Medalha de Prata
– “Peaky Blinders” – Junior Dueto/Trio Street Dance – Bruno Castro, Diana Moreira, Leonor Mota- Medalha de Prata
– “Annie” – Dueto/Trio Show Jazz e Show Dance – Beatriz Fernandes, Ines Mendes, Leonor Mota- Medalha de Prata
– “Old is cool” – Infantil Pequeno Grupo Street Dance – Coreografia Ana Reis- Medalha de Prata

– “Happy” – Junior Comercial – Diana Moreira – Medalha de Bronze
– “Level Up” – Infantil Comercial – Sara Novais – Medalha de Bronze
– “Do It Right” – Infantil Dueto/Trio Show Dance – Sara Novais e Matilde Martins – Medalha de Bronze
– “Lucky You” – Sénior Dueto/Trio Street Dance – Beatriz Fernandes e Cláudia Ribeiro – Medalha de Bronze
– “Candy Man” – Infantil Pequeno Grupo Jazz e Show Dance – Coreografia de Susana Barros – Medalha de Bronze
– “ Is It Scary” – Junior Grupo Grande Street Dance- Coreografia de David San – Medalha de Bronze

Backstage

Júnior Grupos Pequenos Jazz & Showdance – coreografia “At the Jazz Club” de Rosália Passinhas – Medalha de Ouro

Children Solo Boys Contemporary – Gonçalo Gomes com coreografia “When I’m Laid on Earth” de Júlio Cerdeira – Medalha de Ouro

Júnior Grupos Grandes Jazz – coreografia “Dancin’ Man” de Rosália Passinhas – Medalha de Prata

Children Duet Lyrical and Contemporary – Emília Davico e Gonçalo Gomes com coreografia “Dueto” de Luís Martins e Rosália Passinhas – Medalha de Prata

Júnior Acro – Inês Lozano com coreografia “Queen of My Castle” de Rosália Passinhas – Medalha de Bronze

Children Solo Boys Jazz – Gonçalo Gomes com Newsies – Medalha de Bronze

Anúncio

Futebol

Árbitro de Barcelos no FC Porto-Sporting

João Pinheiro é de Viatodos

em

Foto: FPF

O árbitro João Pinheiro, de Viatodos, concelho de Barcelos, foi o escolhido pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol para dirigir o jogo entre o FC Porto e o Sporting, da 32.ª jornada da I Liga portuguesa, foi hoje anunciado.

João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga, vai ter como auxiliares Bruno Rodrigues e Luciano Maia, com Iancu Vasilica a ser o quarto árbitro, enquanto o videoárbitro será Artur Soares Dias.

O jogo entre o FC Porto e o Sporting está agendado para quarta-feira, às 21:30, no estádio do Dragão, numa partida em que os ‘dragões’ apenas necessitam de um ponto para se sagrarem campeões nacionais.

João Pinheiro, de 32 anos, é advogado e vai orientar quarta-feira no Dragão o seu terceiro clássico, curiosamente entre as mesmas equipas do FC Porto e do Sporting.

O primeiro clássico remonta à Taça de Portugal de 2017/18, em que o FC Porto venceu o Sporting (1-0), e o segundo à final da Taça da Liga de 2018/19, em que os ‘leões’ conquistaram o troféu no desempate por grandes penalidades (3-1, após 1-1).

Esta época, João Pinheiro já dirigiu 22 jogos nas competições nacionais, cruzando-se por duas vezes com o Sporting, na derrota em Alvalade com o Rio Ave (2-3), em 31 de agosto de 2019, e na vitória dos ‘leões’ por 4-2 em casa do Portimonense, para a Taça da Liga, em 21 de dezembro de 2019.

O árbitro internacional vai dirigir esta época pela terceira vez o FC Porto, depois de ter arbitrado o empate a 1-1 com o Belenenses SAD, em Lisboa, em 08 de dezembro, para a I Liga, e o jogo entre Académico Viseu e os ‘dragões’, da primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, que terminou com o mesmo 1-1.

Continuar a ler

I Liga

Carvalhal evita falar em recorde pontos

Rio Ave

em

Carlos Carvalhal. Foto: DR / Arquivo

Carlos Carvalhal, treinador do Rio Ave, evitou hoje falar da possibilidade da sua equipa atingir uma pontuação recorde na I Liga portuguesa de futebol, na partida de segunda-feira, frente ao Marítimo, da 32.ª jornada da competição.

Caso a formação vila-condense vença este jogo com os insulares, na Madeira, atinge uma marca inédita no clube, passando a somar 53 pontos, superando o recorde nas participações no patamar mais alto do futebol português, quando em 2017/18 terminou a prova com 51 pontos.

“O foco está apenas neste jogo com o Marítimo, porque é o próximo e vale a pontos. Sabemos que vai ser difícil, pois vamos encontrar um treinador adversário [José Gomes] que já orientou o Rio Ave”, disse Carlos Carvalhal, a perguntas feitas pelo departamento de comunicação do clube e publicadas nas plataformas digitais.

o treinador falou num Marítimo “que está tranquilo depois de conseguir bons resultados”, lembrando que o adversário desde que “encontrou, recentemente, um novo sistema tem se dado bem, não perdendo nem sofrendo golos”.

“Espero um Marítimo ofensivo, com intenção clara de fazer golos, mas nós temos uma matriz idêntica. Estamos bem organizados e confiantes que podemos vencer este jogo”, disse Carlos Carvalhal.

O treinador do Rio Ave, que não divulga a lista de convocados, sabe que não pode contar os lesionados Júnior Rocha e Jambor, e tem ainda em dúvida a recuperação do médio Al Musrati.

O Rio Ave, quinto classificado com 50 pontos, joga na segunda-feira no Estádio da Madeira, frente ao Marítimo, 12.º com 37, numa partida agendada paras as 19:00, que terá arbitragem de Cláudio Pereira (AF Aveiro).

Continuar a ler

Desporto

Canoísta Antoine Launay quer ‘top-10’ nos Europeus de slalom e brilhar em Tóquio

Jogos Olímpicos

em

Foto: DR / Arquivo

O canoísta Antoine Launay deseja estar no ‘top-10’ nos Europeus de slalom de setembro, na República Checa, e espera que as desigualdades desportivas provocadas pela covid-19 não se reflitam em Tóquio2020.

“Depois de estar três meses sem treinar em pista, entrar no ‘top-10’ seria um excelente resultado. Na final, seria desfrutar. Tudo o que vier é bom”, assumiu, durante o estágio em Praga, referindo-se à prova prevista para 18 a 20 de setembro.

A Associação Europeia de Canoagem ainda não confirmou o evento, sendo que ingleses e eslovacos já assumiram, esta semana, que não vão participar, devido à pandemia.

“Temo que outros possam fazer o mesmo e assim ficarei mais tempo sem competir”, disse o atleta luso, depois de a prova já ter sido adiada, uma vez que estava inicialmente prevista para maio em Londres.

Launay, que se apurou para Tóquio2020 em K1 com o sétimo lugar no Mundial de 2019, anseia sobretudo competir, pois, devido à pandemia, ficou “demasiado tempo” sem se preparar em águas bravas e não quer que essa limitação crie um fosso competitivo para os rivais, com repercussões também nos Jogos Olímpicos, adiados para 2021.

“Enquanto os checos, os melhores do mundo, e outros continuam a praticar diariamente, em Portugal nem sequer tenho uma pista para o fazer. Isso obriga-me a ir vivendo de estágio em estágio no estrangeiro o que não é bom para nenhum competidor”, lamentou.

O luso, de 27 anos, sabe que o seu sétimo lugar no Mundial equivale ao quarto nos Jogos Olímpicos, uma vez que teve à sua frente dois checos, dois espanhóis e outros tantos ingleses, quando nos Jogos cada país só pode apresentar um atleta.

“Sei é que preciso de me preparar muito bem para Tóquio. Não conseguir treinar em águas bravas não é nada bom. Para tentar estar bem, devo estar focado e trabalhar com rigor e disciplina, sem ter um conjunto de dificuldades logísticas a atrapalhar. Infelizmente, não sei como vão ser os próximos meses, nem sequer onde vou viver”, lamentou.

O fomento da “desigualdade entre competidores” traduzida, por exemplo, na possibilidade de praticar diariamente em curso de água apropriado, é o fator negativo que mais destaca do adiamento de Tóquio2020, pois, de resto, entende que a situação até lhe foi benéfica.

“Tenho mais um ano para evoluir e trabalhar com o treinador [Peri Guerrero] as coisas menos boas. O ano de 2019 foi muito bom e estava a acontecer tudo muito depressa. Confio muito nos planos, sempre apoiados pela Federação Portuguesa de Canoagem”, elogiou.

O atleta do Darque KC, clube de Viana do Castelo, sonha em ter um dia uma pista de slalom em Portugal, recordando que a mesma pode servir para um conjunto de atividades de lazer.

“Podemos dar-lhe várias utilidades. A FPC tem feito um excelente trabalho na pista, onde Portugal tem das melhores seleções do Mundo. É preciso uma infraestrutura de slalom para que também possamos evoluir nesta vertente, pois quem a deseja seguir, tem muitas mais dificuldades para se afirmar do que os desportistas de muitos outros países no mundo”, lamentou.

Antoine Launay destacou ainda os “desafios financeiros” inerentes à necessidade de viver em sucessivos estágios fora do país, agradecendo a aposta da FPC no seu empenho e sonho olímpico.

Continuar a ler

Populares