Arquivo

Prisão preventiva para cúmplices de assalto a ourivesaria em Valença

Por decisão da Audiência Nacional
Prisão preventiva para cúmplices de assalto a ourivesaria em valença
Foto: Iñaki Abella / Faro de Vigo

Os quatro cúmplices dos assaltantes de Valença, detidos esta semana, na Galiza, por suspeitas de apoio logístico à quadrilha, ficaram em prisão preventiva, por decisão da Audiência Nacional, sediada em Madrid, tendente à sua extradição para Portugal.

Após as suas detenções, em três localidades da Galiza, a Guarda Civil, acompanhada por inspetores da PJ de Braga e militares da GNR de Braga fizeram buscas na casa de recuo da quadrilha situada em Corón, Villanova de Arousa, Pontevedra, na Galiza.

A mesma quadrilha já tinha arrendado uma outra residência, também no concelho de Villanova de Arousa, como casa de recuo, deslocando-se a ourivesarias do Alto Minho, após as prévias vigilâncias, para se aperceberem das rotinas nos estabelecimentos.

O Juízo de Instrução Criminal 2 da Audiência Nacional, em Madrid, determinou a prisão preventiva para o núcleo de apoio da quadrilha, três homens e uma mulher, detidos esta semana, em Vigo, Redondela e Pazos de Borbén, em Pontevedra, na Galiza.

Em Portugal já tinham sido detidos em 14 de novembro os cinco autores do assalto frustrado à Ourivesaria, Cachos, no Centro Comercial Farruco, na Avenida Miguel Dantas, no centro de Valença do Minho, num recontro com as autoridades portuguesas.

Na sequência do tiroteio, ficou ferido na cabeça pelos assaltantes um dos sócios da ourivesaria, enquanto um dos elementos da quadrilha, foi atingido na zona do abdómen, por um magistrado do Ministério Público de Braga, que presidia à diligência.

Entretanto, o caso do assalto em Valença do Minho passou para a alçada da Polícia Judiciária de Braga, enquanto a situação do magistrado do Ministério Público que baleou o assaltante está a ser já investigada, mas de uma forma autónima, por ter foro próprio, como qualquer procurador da República, cabendo a última decisão ao Tribunal da Relação de Guimarães, primeira instância para os magistrados, a par de uma averiguação interna que já decorre a cargo de um inspetor do Ministério Público.

O suspeito baleado, de 65 anos, com nacionalidade italiana, foi operado de emergência, no Hospital de Viana do Castelo, onde já foi aplicada prisão preventiva, tal como aos outros quatro detidos em Valença, um italiano, dois albaneses e um marroquino.

A quadrilha internacional, que tinha a sua base de apoio em Pontevedra, na Galiza, deslocava-se frequentemente a Portugal, principalmente ao Alto Minho, onde se dedicava a assaltos, em especial a ourivesarias, estando o grupo a ser investigado, com seguimentos em tempo real, quando subitamente a quadrilha pela primeira vez assaltou uma ourivesaria no horário de abertura.

Através de uma Decisão Europeia de Investigação (DEI), o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Braga estava já a par com a Equipa de Crimes Contra o Património (roubos e furtos) da Guarda Civil de Pontevedra a investigar os suspeitos.

 
Total
0
Shares
Artigo Anterior
Parada de natal de braga em 50 imagens

Parada de Natal de Braga em 50 imagens

Próximo Artigo
Petit quer manter sequência invencível do rio ave frente ao vitória

Petit quer manter sequência invencível do Rio Ave frente ao Vitória

Artigos Relacionados