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Braga

Detido cúmplice da morte de jovem que foi baleado à porta de um café em Braga

Crime

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"Max" à saída da PJ de Braga. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O suspeito de ser cúmplice da morte de um jovem num bairro de Braga, ocorrido em outubro de 2021, foi detido em França, no passado dia 19, após abordagem das forças de autoridade por aparentar estar alcoolizado.

Diogo Azevedo, 24 anos, que morava no Fujacal, em Braga, foi intercetado pela polícia de Limoges, por comportamento suspeito, escreve o Jornal de Notícias.

Após verificarem a identificação do jovem, a polícia francesa constatou que Diogo Miguel Azevedo era alvo de um mandato de detenção europeu, tendo, por isso, detido o português.

O jovem é suspeito de ter visto, em outubro último, Carlos Galiano – a vítima mortal – numa esplanada em Braga, chamando o cúmplice Max, que baleou o bracarense de 25 anos.

O Ministério Público (MP) acusa Diogo Azevedo e Max dos crimes de homicídio qualificado e detenção de arma proibido por um “ajuste de contas” que terminou com a morte de Carlos Galiano, de 25 anos, após ter sido baleado, à porta de um café, em Braga.

Segundo o MP, os arguidos foram àquele local, porque “sabiam que” lá “podiam encontrar a vítima”, Carlos Galiano, “com quem estavam ambos inimizados por considerarem que as declarações que prestara tinham sido decisivas para a condenação de um deles em processo criminal anterior, dele pretendendo, por tal motivo, tirar desforço”.

Max e Carlos Galiano eram amigos desde a infância, em Amares, tendo ambos jogado futebol em clubes da zona.

No final da adolescência começaram a consumir drogas leves e acabaram julgados, no Tribunal de Braga, com outros 13 arguidos, por tráfico de droga na vila, tendo sido condenados a 18 meses de prisão, com suspensão da pena, por tráfico de menor gravidade. E, como O MINHO noticiou, Max estava convicto de que Carlos Galiano o tinha ‘chibado’ às autoridades.

Nos últimos tempos antes do crime, Max estava a trabalhar em França quando houve uma rixa em Portugal, entre Carlos Galiano e um dos colegas de trabalho do atirador. A tensão entre os dois escalou desde então.

O despacho do MP, de 05 de abril deste ano, nota, ainda, que os dois arguidos, “tendo encontrado a vítima nesse local, dirigiram-se ambos à mesma e o arguido que fora condenado, com uma arma de fogo de calibre 6.35 de que se munira, atingiu-a com dois disparos no abdómen, os quais lhe provocaram ferimentos que, apesar do pronto socorro hospitalar prestado, vieram a provocar-lhe a morte”.

Max entregou-se à PSP, confessando ser o autor do crime, e ficou em prisão preventiva.

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