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Cuidados intensivos com 1.015 camas, reforço de 134%

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

Os hospitais públicos dispõem de 1.015 camas de cuidados intensivos, mais 134% do que no início da pandemia, no âmbito de investimentos para aproximar esta área dos parâmetros de outros países europeus, anunciou hoje a ministra da Saúde.

“Se em março de 2020 tínhamos 433 camas de nível 3 de cuidados intensivos polivalentes, hoje temos 1.015, o que significa um acréscimo de 134%”, afirmou Marta Temido na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social.

Segundo a governante, 10 hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) já concluíram a expansão do número de camas de cuidados intensivos, 11 estão com investimentos em curso e outros quatro estão a desencadear os processos para proceder a este reforço.

Estes investimentos em hospitais do SNS pretendem “completar aquilo que se quer que seja uma rede de medicina intensiva mais alinhada com as métricas de outros países da União Europeia e com a necessidade de responder e eventuais recrudescimentos da covid-19 em Portugal, mas também à resposta às demais necessidades assistenciais”, salientou Marta Temido.

Na sua intervenção inicial sobre o ponto de situação da resposta da área da Saúde à pandemia da covid-19, Marta Temido adiantou que foram ainda distribuídos pelos hospitais públicos 1.024 ventiladores, tendo sido efetuado um reforço de 544 profissionais de saúde para esta área.

Perante os deputados, Marta Temido destacou também a “evolução significativa” da testagem desde o início da pandemia, quando apenas havia um laboratório público para testes de PCR, com o país a passar para os atuais 145 laboratórios que realizam testes PCR e rápidos de antigénio.

“O país é um dos que mais testes realizou por milhão de habitantes”, assegurou a ministra da Saúde, ao avançar que Portugal é o décimo país da União Europeia que mais testa, com um total de 8,8 milhões de testes até à data.

Segundo a ministra, o SNS foi responsável por 39% dos testes feitos, o setor privado realizou 50% e a academia e outros laboratórios efetuaram os restantes 11%.

“Temos um novo desafio agora com o envolvimento dos próprios cidadãos no processo de auto teste, que é complementar às metodologias tradicionais”, disse Marta Temido.

Relativamente aos recursos humanos do SNS, a ministra assegurou que o reforço já estava previsto, uma vez que o Governo tinha se comprometido com a meta de contratação de 8.400 profissionais em 2020 e 2021.

Em dezembro de 2020, o SNS tinha um total de 144.616 profissionais, maioritariamente enfermeiros e médicos, referiu Marta Temido, ao adiantar que este número representa um acréscimo de 9.193 trabalhadores face a dezembro de 2019.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.732.899 mortos no mundo, resultantes de cerca de 123,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.794 pessoas dos 818.212 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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