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Cristas responde a Marcelo, CDS é dos que menos gasta em campanhas

Eleições Legislativas

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Foto: DR / Arquivo

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, respondeu hoje ao alerta do Presidente da República sobre os gastos nas campanhas eleitorais, afirmando que é, “há muitos anos”, dos partidos que “menos gasta”.

“O CDS há muitos anos que é dos partidos que menos gasta em campanhas eleitorais. E, portanto, temos uma preocupação de ter campanhas poupadas. Não temos muito dinheiro e, portanto, também temos essa preocupação, por opção e por necessidade”, afirmou Assunção Cristas, em declarações à Lusa, integradas numa entrevista que a agência divulgará na terça-feira.

Em declarações ao jornal i, Marcelo Rebelo de Sousa alertou para os efeitos negativos de gastos avultados em campanhas eleitoral, afirmando que pode levar a um “legítimo juízo crítico” dos portugueses.

Segundo o Presidente da República, há hoje “um escrutínio muito mais intenso dos cidadãos quanto aos gastos políticos”, a que se soma “um legítimo juízo crítico” dos portugueses quanto “ao que possam considerar um excessivo uso de meios” nas campanhas.

Na semana passada, o chefe de Estado já tinha apelado aos partidos para gastarem “o menos possível nas campanhas eleitorais”.

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País

Covid-19: Mais 14 mortos, 285 infetados e 253 recuperados no país nas últimas 24 horas

Direção-Geral da Saúde

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Foto: DR

Portugal regista hoje 1.356 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que na terça-feira, e 31.292 infetados, mais 285, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. Há 18.349 recuperados, mais 253.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.342 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (31.292), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 285 casos do que na terça-feira (31.007), representando uma subida de 0,9%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (755), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (335), do Centro (235), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 692 vítimas mortais são mulheres e 664 são homens.

Das mortes registadas, 912 tinham mais de 80 anos, 265 tinham entre os 70 e os 79 anos, 121 tinham entre os 60 e 69 anos, 42 entre 50 e 59, 15 entre os 40 e os 49, e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 510 doentes estão internados em hospitais, menos três do que na terça-feira (-0,6%), e 66 71 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos cinco (-7,1%).

A recuperar em casa estão 11.077 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.254, seguido por Vila Nova de Gaia (1.553), Porto (1.349), Matosinhos (1.275), Braga (1.213) e Gondomar (1.079).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 316.364 casos suspeitos, dos quais 1.886 aguardam resultado dos testes.

Há 283.186 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 18.349 (mais 253).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.703, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 10.055, da região Centro, com 3.690, do Algarve (363) e do Alentejo (256).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 27.141 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 18.036 são mulheres e 13.256 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.265), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.212) e das pessoas com mais de 80 anos (4.460).

Há ainda 4.679 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 4.049 entre os 20 e os 29 anos, 3.463 entre os 60 e 69 anos e 2.520 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 607 casos de crianças até aos nove anos e 1.037 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 350.608 pessoas e infetou mais de 5,6 milhões em todo o mundo.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

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Desconfinamento: Portugueses com receio de comer fora, fazer ginásio e andar de transportes

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Os portugueses vivem a época de desconfinamento com receio. A maioria declara temer voltar a frequentar cafés, restaurantes e bares, de usar os transportes públicos e aponta um timing entre um e dois meses para voltar à normalidade. Estas são conclusões de um estudo conjunto da Multidados – The Research Agency e da Guess What.

Regresso a restaurantes só daqui a um mês

Os portugueses admitem receio ao voltar a atividades normais antes da pandemia. Numa escala de 0 (pouco receio) a 10 (muito receio), os portugueses atribuem um valor de 7 à ida a bares e discotecas e 6 à ida a restaurantes e bares. Em termos temporais, a intenção da maioria dos portugueses é de regressar a restaurantes e cafés apenas daqui a um mês. Antes, metade dos portugueses almoçava ou jantava em restaurantes pelo menos uma vez por semana e cerca de 60% frequentava cafés mais de uma vez por semana. A frequência em bares e discotecas era também grande, sobretudo ao fim de semana, quando 32% dos portugueses frequentavam esses espaços.

Ginásios: inscrições canceladas e regresso com receio

Mais de 60% dos inquiridos frequentava o ginásio mais de uma vez por semana, mas, nesta fase, o receio de regressar é grande (8 em 10). Os que admitem regressar referem que vão frequentar estes espaços menos vezes do que antes, apontando o retorno para daqui a dois meses. 90% dos portugueses que utilizam ginásios garantem que vão ter maior cuidado na seleção do seu ginásio.

Transporte próprio vai ser mais utilizado

26% dos portugueses utilizavam o automóvel para as suas deslocações, número que deve estar prestes a subir, uma vez que o uso de autocarro, metro ou comboio causa receio e a intenção de um uso menor. A maioria dos inquiridos admite só voltar a usar um transporte público daqui a mais de dois meses.

83% dos portugueses iam arrendar casa de férias em 2020

Nos últimos 12 meses, 49% dos portugueses arrendaram casa de férias em Portugal uma vez e 48% entre duas e três vezes. Para 2020, a intenção de mais de 80% era de arrendar novamente casa, sendo que, daqueles que tinham formalizado essa intenção, 60% cancelaram a sua reserva.

Receio moderado no convívio com amigos

Na hora de regressar ao convívio com amigos e família, os portugueses mostram ter receio, mas moderado. De 1 a 10, o receio de estar com amigos é de 5 e um pouco mais baixo quando se trata de estar com a família. Um dado é certo: 60% dos inquiridos vai diminuir o número de pessoas reunidas em convívio.

O estudo foi realizado por via dos métodos CATI (Telefónico) E CAWI (online) a uma base de dados de utilizadores registados na plataforma da multidados.com. Foram recolhidas e validadas 1.000 respostas entre os dias 20 e 23 de maio.

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Investigadores identificam vírus que está a afetar mortalmente esquilos em Portugal

Segundo investigação da Universidade do Porto

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Foto: DR / Arquivo

Uma equipa multidisciplinar liderada por investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), da Universidade do Porto, identificou um vírus que está a infetar e “afetar mortalmente” esquilos em Portugal, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o CIBIO-InBIO avança hoje que o estudo, publicado na revista Transboundary and Emerging Diseases, identificou, pela primeira vez, um “adenovírus” que está a afetar a população de esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) e que é “diferente do existente na Europa”.

O instituto explica que o esquilo-vermelho se extinguiu em Portugal no século XVI devido à destruição e fragmentação dos ‘habitats’ florestais, mas que, desde a década de 1980, se têm vindo a expandir novamente, “tanto por processos naturais como através de projetos de reintrodução”.

Apesar desta ser uma boa notícia, a população de esquilos está sob uma “forte ameaça”, assegura o CIBIO-InBIO, acrescentando que em diversos países europeus, como Itália, Alemanha e no Reino Unido, a população tem “sofrido mortalidades significativas devido à presença de um adenovírus que provoca infeções respiratórias e gastrointestinais”.

Nesse sentido, a equipa de investigadores isolou e sequenciou um adenovírus num esquilo-vermelho morto com sinais clínicos e quadro lesional, descritos por veterinários da Vetnatura e da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, como “sendo sugestivos de infeção por este vírus”.

Citado no comunicado, João Corte-Real, o primeiro autor do estudo, refere que a sequenciação do vírus demonstrou que este é “muito diferente do detetado noutros países europeus”, sendo “praticamente idêntico” ao identificado nas populações de esquilo-vermelho da Coreia do Sul.

Por sua vez, Pedro Esteves e Joana Abrantes, autores seniores do estudo e investigadores do grupo Imunidade e Doenças Emergentes do CIBIO-InBIO, defendem que os resultados evidenciam a existência de “duas linhagens do vírus muito divergentes a circular” nas populações de esquilo-vermelho na Europa, questionando como terá esta linhagem “tão diferente” chegado a Portugal.

Também Pedro Beja, autor do artigo, considera que os resultados reforçam a “importância de monitorizar a presença deste e doutros vírus” nas populações de esquilo-vermelho em Portugal, de forma a que os programas de reintrodução da espécie tenham “sucesso”.

“Este trabalho vem demonstrar a importância da caracterização de vírus em circulação na natureza uma vez que este conhecimento é fundamental para identificar possíveis ameaças para os animais selvagens e domésticos, mas também para o homem”, defende o instituto da Universidade do Porto.

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