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Crise no PSD: Autarcas de Esposende e Famalicão ‘arrasam’ Rui Rio

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Benjamim Pereira e Paulo Cunha

Os presidentes de câmara de Vila Nova de Famalicão e Esposende vieram hoje a público pedir mudanças no PSD de Rui Rio.

Paulo Cunha considerou que Rui Rio teve uma “derrota estrondosa” e que devia ter sido “humilde” na aceitação dos resultados de domingo, apontando Luis Montenegro como o futuro do partido.

Em declarações à Lusa, Paulo Cunha, o mais votado autarca do PSD em exercício, mostrou-se “surpreendido” com a reação do líder do partido dizendo que Rui Rio o que fez foi “encontrar bodes expiatórios” dentro e fora do partido para os resultados “muito maus” que os sociais-democratas tiveram nas urnas.

O autarca considerou ainda que Rui Rio “está fragilizado” e que devia “habituar-se à democracia”, tendo perdido “demasiada energia” com as críticas internas “aos sucessivos insucessos” da sua liderança.

“De facto, e à semelhança do que já fez nas europeias, onde endossou a Paulo Rangel uma culpa maior na responsabilidade pela derrota, ontem a única coisa que [Rui Rio] fez foi encontrar dentro e fora do partido bodes expiatórios para a derrota”, afirmou Paulo Cunha.

Para o autarca, a reação de Rio aos resultados do partido foi surpreendente: “A reação do presidente do partido surpreendeu-me, estava à espera de um presidente do partido humilde, que interpretasse o resultado como uma derrota e que a assumisse como sua, como sendo o principal responsável”, disse.

Paulo Cunha considerou que os resultados do PSD foram “muito maus” porque o “no PSD não se perde por muito ou por pouco, ou se perde, ou se ganha”.

“Ontem perdemos e a conclusão não pode ser outra que não seja essa. Perdemos e de forma estrondosa”, salientou, apontando baterias contra o presidente do partido.

Quanto ao futuro, Paulo Cunha apontou já um possível líder para os sociais-democratas.

“No congresso em fevereiro de 2018 houve um militante que se notou ao afirmar aquilo que pretenderia fazer num futuro próximo quando a circunstância se proporcionasse e que não pediria autorização, que foi o dr. Luis Montenegro”, lembrou.

“Acho que ele tem toda a legitimidade para se candidatar à presidência do PSD e ao longo de todo este percurso tem dado sinais claros de que está concentrado na construção de condições para que o PDS volte a ser protagonista em Portugal” concluiu.

Sobre se Rui Rio se deve recandidatar à liderança do PSD, Paulo Cunha afirmou que “ele é um homem livre e tem todo o direito de se recandidatar mas tem que ver que está fragilizado depois destas duas derrotas e da avaliação que faz das mesmas”.

“Na minha perceção ele não tem condições para voltar a liderar o partido”, considerou.

Autarca de Esposende pede diretas no PSD para “clarificar e unir”

O social-democrata Benjamim Pereira, presidente da Câmara de Esposende, defendeu hoje a rápida convocação de eleições diretas para a liderança do PSD, numa perspetiva de “clarificar para unir”.

Em declarações à Lusa, e numa reação aos resultados das Legislativas de domingo, Benjamim Pereira considerou ainda que o PSD “não pode continuar de derrota em derrota, até à derrota final”.

Para o autarca de Esposende, os resultados do PSD tanto nas Legislativas como nas Europeias foram “verdadeiramente maus”.

“Se a mensagem não passou nas Europeias nem nas Legislativas, vamos estar à espera de quê? De um descalabro nas Autárquicas? Em minha opinião, a solução passa por eleições diretas, e quanto mais depressa melhor”, acentuou.

O PS venceu as Legislativas de domingo com 36,65% dos votos, tendo o PSD obtido 27,90%.

Para Benjamim Pereira, que apoiou Santana Lopes nas últimas diretas do partido, a liderança de Rui Rio pecou, nomeadamente, por não ter feito “uma oposição mais feroz” ao Governo “logo desde o início”.

O autarca de Esposende disse ainda que Rio não conseguiu unir o partido e criticou-o por, durante a campanha, não ter tido “uma única palavra” de reconhecimento em relação ao trabalho “extraordinário” feito pelo seu antecessor, Pedro Passos Coelho, “num dos períodos mais difíceis da nossa democracia”.

“Essa palavra teria sido, certamente, uma enorme mais-valia para unir o partido”, referiu.

Por isso, Benjamim Pereira defende que é preciso “questionar a liderança”, dando a palavra aos militantes.

“É necessário clarificar, mas clarificar para unir e não para dividir, porque dividido já o partido está”, disse ainda.

Sublinhou serem necessárias “novas ideias e nova forma de fazer oposição”, porque, a continuar no mesmo registo, o PSD “estará a caminho de colecionar uma nova derrota”.

“E nós, no PSD, não estamos habituados a perder, muito menos desta forma”, rematou.

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Ave

Três concelhos do distrito de Braga com risco elevado de incêndio

Incêndios

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Foto: DR / Arquivo

Três concelhos do distrito de Braga apresentam hoje um risco elevado de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em risco elevado estão os concelhos das chamadas Terras de Basto, no interior minhoto: Fafe, Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto.

De acordo com o IPMA, pelo menos até ao fim de semana vai manter-se o risco de incêndio elevado em vários concelhos do continente.

Este risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo.

Os cálculos para este risco são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Faro e Setúbal sob aviso amarelo até às 21:00 de hoje devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, aumentando temporariamente de nebulosidade durante a tarde, em especial no interior norte e centro, onde há possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersos, em especial nas regiões montanhosas.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado do quadrante leste, soprando moderado na costa sul do Algarve, temporariamente de noroeste na faixa costeira ocidental durante a tarde.

Nas terras altas, o vento soprará moderado a forte do quadrante leste, por vezes com rajadas até 55 quilómetros por hora, enfraquecendo temporariamente durante a tarde.

Está ainda prevista uma pequena subida da temperatura mínima nas regiões norte e centro.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 14 graus Celsius (na Guarda) e os 22 (em Viana do Castelo) e as máximas entre os 26 (na Guarda) e os 35 (em Santarém e Setúbal).

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Guimarães

Guimarães: Manuel Heitor pede esforço coletivo para um novo ensino da era pós-Covid

UMinho

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior esteve esta manhã no auditório da UMinho, na iniciativa Skills 4 pós-Covid, que contou com a presença de Domingos Bragança.

Ao final da manhã, no Auditório Nobre da Universidade do Minho, teve lugar uma sessão de lançamento e promoção da iniciativa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro”, promovida pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES), em estreita articulação com a OCDE, e em colaboração com as instituições de ensino superior e empregadores públicos e privados. No evento, esteve presente o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, o Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, e várias personalidades convidadas, entre as quais o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança. O objetivo da iniciativa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro” é estimular uma rápida adaptação em práticas e abordagens de ensino, aprendizagem, trabalho e investigação que, agora mais do que nunca, se mostram decisivas para a forma como deverá ser encarado o ensino no futuro imediato, bem como no futuro de médio e longo prazo.

Rui Vieira de Castro, na sua intervenção, relevou os novos desafios que se colocam à Universidade na era pós-Covid, e que passam por alterações do foro do emprego e da economia, o que faz com que seja necessário estreitar a ligação entre o Ensino Superior e o mercado de trabalho. O Reitor da UMinho disse ainda que a aceleração da transição digital, ambiental e energética que se espera trará também um novo quadro de desafios para as instituições de Ensino Superior, mostrando-se convicto de que são necessárias soluções inovadoras que dotem os alunos de novas competências e instrumentos, não colocando de parte a realização de cursos de curta duração, em estreita colaboração com os empregadores. Segundo o Reitor, são estes projetos inovadores e socialmente relevantes, para a Universidade do Minho, prioritários e estratégicos.

Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, referiu ser importante um esforço coletivo, pois só dessa forma se encontrarão os caminhos mais adequados para a construção de uma sociedade mais bem preparada para reagir a crises como a que estamos a viver. Manuel Heitor considera que a questão crítica para o Ensino Superior é a capacidade de se adaptar as novas exigências de viver numa sociedade com risco. Ainda que não abdicando da sua matriz intrínseca, as Universidades devem estabelecer um diálogo permanente com as empresas, que dê origem a uma inovação pedagógica. Para Manuel Heitor, não se trata de olhar apenas para o Ensino a distância, pois “o processo de aprendizagem exige presença física”. Outro dos aspetos essenciais de uma nova abordagem para o Ensino, segundo o Ministro, é a criação de redes europeias, capazes de instituir uma nova cidadania de fronteiras mais alargadas. “O contexto de incerteza combate-se com o conhecimento”, disse.

A iniciativa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro” contou ainda com intervenções de vários convidados que partilharam a sua visão sobre a relação do Ensino com a empregabilidade, bem como com a presença de um conjunto de empresários dos mais variados setores de atividade.

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Guimarães

Construtora de Guimarães faturou mais de 84 milhões em 2019

Empresas

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Foto: Divulgação / Garcia e Garcia

A Garcia Garcia, construtora nacional especializada no ‘design and build’ de edifícios industriais, logísticos, residenciais e comerciais, fechou 2019 a faturar acima dos 84 milhões de euros, um crescimento de 16,1% face ao ano anterior, aunciou hoje a empresa.

Em comunicado, a empresa sediada em Guimarães indica que regista um crescimento acumulado de 58,8% nos últimos dois anos, com um investimento “na capacitação dos quadros da empresa, na agilidade organizacional e no desenvolvimento de uma estrutura flexível e polivalente”.

Cerca de metade dos clientes da Garcia e Garcia são empresas multinacionais, representando 70% do volume de negócios de 2019, que conta atualmente com 175 trabalhadores no grupo.

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