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Braga

Crise nas Urgências de Obstetrícia de Braga leva ao adiamento de 70 consultas

Saúde

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Foto: O MINHO

Não é só o transtorno de precisar de auxílio e não encontrar assistência médica. O encerramento das Urgências de Obstetrícia do Hospital de Braga, que ocorre pela quarta vez em pouco menos de duas semanas, levou ao adiamento de 70 consultas daquela especialidade, de acordo com o Sindicato Independente dos Médicos.

Este domingo, o serviço encontra-se encerrado desde as 08:00 horas da manhã, e só reabrirá à mesma hora de amanhã, segunda-feira. Segundo o Conselho de Administração do Hospital de Braga, esta suspensão temporária de acesso às urgências deve-se à falta de médicos para completar as diferentes escalas horárias. De acordo com o sindicato, são necessários 14 médicos para assegurar todos os horários do serviço, mas só existem cinco. muito por causa de reformas e de profissionais de saúde que trocaram o serviço público pelo privado.

Na nota enviada às redações, a propósito de novo encerramento este domingo, o Conselho de Administração “ressalva que envida diariamente todos os esforços com a finalidade de, sobretudo, manter assegurada a prestação de cuidados de saúde de forma regular às grávidas e parturientes da região”.

A administração diz estar “a trabalhar de forma articulada com outros hospitais da região, de forma a que a resposta aos utentes seja garantida pela rede de instituições do Serviço Nacional de Saúde”.

Assim, à semelhança das vezes anteriores em que o encerramento sucedeu, é solicitado aos utentes que contactem a Linha SNS 24 – 808 24 24 24 e que se dirijam a um dos outros hospitais da região, nomeadamente aqueles que têm apoio da especialidade de Ginecologia e Obstetrícia, entre os quais Guimarães, Famalicão e Viana.

Em casos de maior complexidade, os Utentes devem dirigir-se ao Centro Hospitalar de São João.

Esta é quarta vez nas duas últimas semanas que o Hospital de Braga encerra as urgências das duas especialidades por 24 horas, com o mesmo motivo.

Nas últimas semanas, vários serviços de urgência destas especialidades e blocos de partos de vários pontos do país tiveram de encerrar por determinados períodos ou funcionaram com limitações, devido à dificuldade dos hospitais em completarem as escalas de serviço de médicos especialistas.

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