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Braga

Criptomoeda fundada em Braga passa a ser autorizada pelo Banco de Portugal

Vendida a um block chain romeno no início de 2022

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Foto: Arquivo / DR

A empresa bracarense que fundou a criptomoeda UTrust vendeu os ativos a um projeto ‘Block chain’ romeno (Elrond Network) por valores que obedecem a uma cláusula de confidencialidade que não permite a divulgação dos mesmos, disse hoje a O MINHO um dos quatro fundadores. De acordo com o semanário Expresso, a moeda eletrónica passou a ser uma das quatro autorizadas pelo Banco de Portugal.

Artur Goulão, um dos quatro fundadores da empresa Cifralfabeto, Lda, com sede em Nogueira, cidade de Braga, explicou a O MINHO que a venda se procedeu em janeiro deste ano, depois de um contacto “nada esperado” levado a cabo pela empresa romena.

“Fez-nos uma proposta irrecusável porque os empresários queriam introduzir uma plataforma de pagamentos e viram-nos como a empresa perfeita para entrar”, afirmou Artur Goulão, revelando, no entanto, que dois dos quatro fundadores, todos de Braga, continuam nos quadros a colaborar com os novos ‘donos’.

“Nós não estávamos à espera de vender [a empresa], e a proposta surgiu um pouco sem procurarmos, sobretudo depois de dois anos, entre 2018 e 2020, onde houve maior dificuldade dado que o preço das criptomoedas desceu globalmente”, considerou.

A partir de 2020 a criptomoeda voltou a valorizar e o Banco de Portugal (BdP) parece ter olhado para isso com bons olhos. De acordo com o semanário Expresso, a UTrust passou a ser a quarta moeda autorizada pelo BdP, que tem em curso outros oito processos de registo “cripta” em espera.

A partir desta semana, a UTrust passa a ter licença para operar em Portugal e autorização do banco central para poder disponibilizar todo o tipo de serviços financeiros virtuais.

A O MINHO, Artur Goulão considera o “cunho do BdP” como “muito positivo”, pois “valida projetos como a UTrust e dá um sinal ao mercado de que próximos projetos deste género podem acontecer em Portugal”.

Salienta ainda que Braga e Porto são regiões “muito à frente” no negócio da criptomoeda, talvez por Lisboa ainda ser “bastante conservadora” no plano financeiro. “Acho que o pessoal do Norte acaba por ser mais empreendedor em tecnologia de ponta”, concluiu.

A UTrust foi fundada em 2017 pelos bracarenses Filipe Castro, Nuno Correia e Roberto Machado, e pelo lisboeta Artur Goulão. Em 2018, valia cerca de 9 milhões de euros.

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