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Guimarães

Criadores portugueses de moda abrem loja temporária em Guimarães até 19 de dezembro

Manifesto por estatuto profissional

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Estilista Katty Xiomara. Foto: Dr / Arquivo

Vários criadores da moda portuguesa vão abrir uma loja temporária na cidade de Guimarães, entre os dias 27 de novembro e 19 de dezembro, para assinalar a primeira iniciativa do manifesto “Uma Voz”, pelo estatuto profissional.

“Pela primeira vez, por vontade dos ‘designers’, é promovida uma ação que reforça a narrativa colaborativa do setor [da moda], mostrando que a união faz a força. Uma iniciativa de apoio à produção nacional e economia local, celebrando a moda de Autor e a qualidade do ‘design português, um ADN que é o Nosso”, revela Katty Xiomara, ‘designer’ portuguesa e porta voz do manifesto “Uma Voz”.

Vinte e cinco ‘designers’ da moda portuguesa enviaram recentemente um manifesto, designado por “Uma Voz”, ao Presidente da República e ao primeiro-ministro a pedir estatuto profissional e a vontade de criar uma Ordem dos Designers.

A loja temporária vai estar aberta entre os dias 27 de novembro e 19 de dezembro, no centro histórico de Guimarães, no distrito de Braga, e servirá para assinalar a primeira iniciativa do “Uma Voz”.

O espaço vai estar instalado na loja do Pé de Chumbo, no número 85 da Rua Dona Maria II, disse à Lusa Katty Xiomara.

A loja vai estar aberta ao público de segunda a sexta-feira, entre as 13:00 e as 20:00 e, aos sábados e feriados, das 09:30 às 12:30, entre os dias 27 de novembro e 19 de dezembro.

O manifesto de moda de autor, designado por “Uma Voz” é assinado por 25 ‘designers’ de várias gerações e de várias localidades de Portugal, e foi enviado ao Presidente da República, primeiro-ministro, ministro dos Negócios Estrangeiros, secretário de Estado da Internacionalização, ministra da Cultura, secretária de Estado do Turismo, ministro da Economia e várias associações do setor da moda, têxtil e calçado, como o Portugal Fashion, Moda Lisboa, Associação Portuguesa de Indústria de Calçado Componentes Artigos Pele e Sucedâneos (APPICAPS) e a Associação Têxtil e Vestuário De Portugal (ATP).

O reconhecimento da classe profissional dos ‘designers’ enquanto “agentes ativos do desenvolvimento e representação da identidade nacional com reflexo direto nas áreas do turismo, cultura e indústria têxtil, dentro e fora das nossas fronteiras”, é a primeiro objetivo do manifesto “Uma Voz”, avançou Katty Xiomara.

Alexandra Moura, Duarte, Anabela Baldaque, Carla Pontes, Carlos Gil, Daniela Barros, David Catalán, Dino Alves, Diogo Miranda, Fátima Lopes, Filipe Faísca, Hugo Costa, João Melo Costa, Estelita Mendonça, Storytailors, Júlio Torcato, Katty Xiomara, Luís Carvalho, Luís Buchinho, Hibu Studio, Miguel Vieira, Pé de Chumbo, Ricardo Andrez, Sara*Maia, Susana Bettencourt são os 25 criadores de moda de autor, em Portugal, que assinaram o manifesto.

Guimarães

Marcelo vence em Guimarães. Ana Gomes em segundo (e Tiago Mayan em quarto)

Eleições presidenciais 2021

Já está fechada a contagem dos votos em Guimarães, apontando uma vitória expressiva a Marcelo Rebelo de Sousa. Ana Gomes surge em segundo lugar, seguindo-se André Ventura. Tiago Mayan é quarto.

Resultados em Guimarães. Fonte: MAI

No concelho de Guimarães, Marcelo Rebelo de Sousa conquistou o primeiro lugar obtendo 45.360 votos, Ana Gomes o segundo lugar, com 9.144 votos, André Ventura foi terceiro, com 7.984 votos, Tiago Mayan quarto , com 3.023, Marisa Matias surge em quinto, com 2.640, João Ferreira em sexto, com 2.632 e Vitorino Silva, por último, com 2.620.

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Guimarães

Freguesia de Guimarães aproveita poda para aquecer casa dos mais desfavorecidos

Solidariedade

Foto: Divulgação / JF Ponte

Os mais desfavorecidos da vila de Ponte, em Guimarães, têm agora oportunidade de recolher sobrantes da poda das árvores localizadas em espaços públicos para aquecer as casas e também para cozinhar no fogão a lenha.

De acordo com uma nota daquela Junta de Freguesia, os resíduos, não só da poda mas também da desmatação de caminhos, estão disponíveis na Loja Social através do apoio da Brigada Verde, que procedeu ao corte dos sobrantes.

Segundo a mesma nota, esta iniciativa não visa apenas ajudar os mais desfavorecidos, mas também promover uma estratégia de economia circular e de sustentabilidade ambiental, rentabilizando-se ao máximo os recursos disponíveis, protegendo-se o meio ambiente.

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Guimarães

Presos em Guimarães sem água quente, passam frio e não podem ligar aquecedores

Estabelecimento Prisional de Guimarães

Foto: DR (Arquivo)

A denúncia é do secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), Vítor Ilharco, na mesma altura em que os presos do Estabelecimento Prisional de Guimarães fizeram chegar à associação uma reclamação relacionada com o frio e a falta de água quente.

Na reclamação os presos referem-se a problemas infraestruturais no edifício, já referenciados num relatório da Provedoria de Justiça de 1996. “É uma cadeia em que as más condições objetivas têm sido superadas graça a um trabalho de equipa”, lê-se nesse relatório com 25 anos.

Os presos queixam-se do frio e da falta de água quente para os banhos. Numa altura em que a região tem enfrentado temperaturas muito baixas, a situação torna-se mais preocupante. A reclamação dos presos estende-se à falta de roupa de cama quente. “A Direção Geral dos Serviços Prisionais (DGRSP) distribui dois cobertores a cada recluso e não deixa que as famílias levem mais”, explica Vítor Ilharco. “A DGRSP diz que vai distribuir lençóis de flanela e mais um cobertor, mas neste momento estamos à espera”, afirma o secretário-geral da APAR.

Vítor Ilharco reconhece, até, que esta DGRSP “é bastante preocupada com o bem-estar dos presos, o problema é que não tem dinheiro”.  A situação tenderá a agravar-se, uma vez que o Orçamento de Estado para 2021 reduz em 52,5 milhões de euros o financiamento da DGRSP. 

O Estado paga, por dia, 3,40 euros para alimentar cada preso

“Atualmente a DGRSP paga à empresa de catering que fornece a alimentação das cadeias, 3,40 euros, por dia, por recluso. São 85 cêntimos por refeição. Isto dá uma ideia da qualidade da alimentação dos presos. Com a redução do financiamento, pode imaginar” – Avalia Vítor Ilharco. “No mesmo ano em que se retiram 52,5 milhões de euros a DGRSP, o Governo aumentou em 15 milhões as verbas destinadas à proteção animal”, crítica o responsável da APAR.

Relativamente às condições denunciadas pelos presos de Estabelecimento de Prisional de Guimarães, Vítor Ilharco confirma-as e diz que “infelizmente é a triste realidade das 48 prisões pelo país”.

Na prisão de Guimarães não é possível ligar aquecedores porque o quadro elétrico não aguenta

Em Guimarães, o problema do frio torna-se ainda mais grave por não se poderem usar aquecedores, uma vez que a instalação elétrica, antiga, não suporta a sobrecarga. “Os presos resistem aos dias de frio, como os que atravessamos, sem nenhum tipo de aquecimento”. A idade do edifício é também a causa de múltiplas infiltrações, algumas através de placas de fibrocimento, com amianto. A remoção destas placas, de material cancerígeno, está prevista, desde 2018, mas até agora ainda não avançou.

A DGRSP diz não ter registo de queixas sobre a temperatura da água. Relativamente ao quadro elétrico, a DGRSP afirma que o problema está “sinalizado” e que já estão orçamentados os custos para a resolução, embora não adiante nenhum prazo para a execução das obras. Até, afirmam, que os reclusos podem usar termos e têm acesso a bebidas quentes no bar.

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