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Alto Minho

Criadores de vaca Cachena contra “medida drástica” na Universidade de Coimbra

Posição da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, José Carlos Gonçalves, classificou hoje como “drástica” e “despropositada” a decisão da Universidade de Coimbra de eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas.

“É despropositado por ser uma imposição que estão a fazer às pessoas. [A Universidade] tem alunos que, de certeza, querem carne, outros não quererão e temos de respeitar. Essa posição é muito drástica”, afirmou José Carlos Gonçalves, que representa os criadores de vaca da raça Cachena.

Típica do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a carne de vaca Cachena tem Denominação de Origem Protegida desde 2002.

Na terça-feira, o reitor da Universidade de Coimbra anunciou que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020, por razões ambientais.

Em declarações à Lusa, no âmbito da polémica gerada por aquela decisão, José Carlos Gonçalves considerou que “se a onda contra a carne começa” haverá consequências na prevenção de incêndios.

“No Alto Minho, os animais andam na serra. Tal como as cabras sapadoras, as vacas também são sapadoras florestais, limpam os terrenos e as serras. É nas ervas que começa o fogo. Aqui, no PNPG, nas bermas onde existe gado está tudo limpo”, especificou.

A vaca Cachena da Peneda é a mais pequena raça bovina portuguesa e uma das mais pequenas do mundo. O animal atinge uma altura máxima de 110 centímetros e sobrevive ao frio nas serras da Peneda, Soajo e Amarela, no Parque Nacional na Peneda-Gerês (Norte de Portugal).

A desertificação do território é outra das consequências apontadas pelo presidente da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, que representa “2.436 criadores dos dois concelhos que, por ano, produzem 500 animais, e cuja carne é comercializada em vários mercados, talhos e restaurantes do país”.

“O que fixa os produtores aos locais, às freguesias, aos lugares são os animais. Caso contrário, se isto acaba, vão viver para as cidades ou vilas. Vamos ter Portugal todo com mato denso e depois é que são fogos”, disse José Carlos Gonçalves.

Em 2018, a Câmara de Arcos de Valdevez iniciou o processo de constituição da Real Confraria Gastronómica da Carne Cachena com a aprovação da futura associação.

Em fase de criação, a confraria terá como missão “preservar e valorizar” aquele produto típico de Arcos de Valdevez.

Anteriormente, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves (PSD), referiu à Lusa que “a confraria será mais um contributo para fixação de população, criação de rendimento aos produtores e de dinamização turística do concelho”.

A constituição da confraria resulta de uma parceira entre a Câmara de Arcos de Valdevez, a Cooperativa Agrícola, entidade que gere a denominação de origem da carne Cachena da Peneda, a Associação dos criadores da Raça Cachena, a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e o PEC Nordeste, empresa do grupo Agros que opera no apoio à produção pecuária nacional.

Esta raça é explorada em regime extensivo, por vezes quase semisselvagem e é atualmente parte “integrante do património genético de Portugal”.

Segundo o reitor da universidade, Amílcar Falcão, a eliminação do consumo de carne nas cantinas universitárias será o primeiro passo para, até 2030, Coimbra se tornar “a primeira universidade portuguesa neutra em carbono”.

A carne de vaca será substituída “por outros nutrientes que irão ser estudados, mas que será também uma forma de diminuir aquela que é a fonte de maior produção de CO2 que existe ao nível da produção de carne animal”.

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Arcos de Valdevez

Condutor sai praticamente ileso após queda de 150 metros em Arcos de Valdevez

Jovem de 19 anos

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Foto: Filipe Guimarães

Um homem saiu com ferimentos apenas ligeiros após uma queda numa ravina de 150 metros, este sábado, em Sistelo, concelho de Arcos de Valdevez.

O acidente ocorreu na estrada de acesso aos lugares de Porto Cova e Padrão.

Foto: Filipe Guimarães

Foto: Filipe Guimarães

Foto: Filipe Guimarães

A vítima, um jovem de 19 anos natural de Aboím das Choças, Arcos de Valdevez, foi resgatado e trabsportado para o Centro Hospitalar do Alto Minho em Viana do Castelo, segundo o Jornal de Notícias.

Estiveram no local nove operacionais com três viaturas dos Bombeiros locais, a equipa SIV do INEM sediada em Arcos de Valdevez. A GNR tomou conta da ocorrência.

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Alto Minho

Diocese confirma saída de ‘padre motard’ das paróquias de Caminha

Nomeações sacerdotais

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Foto: Facebook "Fica Padre Ricardo"

A diocese de Viana do Castelo ignorou as petições públicas e manifestações em prol do padre Ricardo Esteves, durante quatro anos pároco em freguesias de Caminha, e publicou neste sábado, através do seu portal oficial na internet, as nomeações sacerdotais eclesiásticas para outubro de 2019, confirmando novas paróquias em Valença para o padre motard.

No anúncio oficial, é apontado que o reverendo padre  Ricardo José Carreira Esteves, recentemente dispensado da paroquialidade de S. Martinho de Lanhelas, Sta. Eulália de Vilar de Mouros e S. Pedro de Seixas, no arciprestado de Caminha, é agora nomeado pároco de Divino Salvador de Gandra, Sta Marinha de Taião, S. Félix de Sanfins, S. Tiago de Boivão e S. Cristóvão de Gondomil, no arciprestado de Valença.

Em agosto de 2019, as populações das três freguesias do concelho de Caminha iniciaram um movimento de apoio à permanência do padre de 36 anos a quem a diocese de Viana do Castelo terá comunicado a mudança em setembro.

Além da petição, no início de agosto realizou-se uma concentração de apoio ao pároco, que juntou cerca de 200 pessoas. A iniciativa partiu de um grupo de jovens da freguesia de Seixas, uma das mais populosas do concelho de Caminha.

Foi ainda criada uma página nas redes sociais, intitulada “Fica Padre Ricardo Esteves”, onde apelam à mobilização dos paroquianos em torno da permanência do pároco, há 10 anos colocado naquelas três paróquias.

As freguesias de Seixas, Lanhelas e Vilar de Mouros têm cerca de 3.246 habitantes.

A diocese confirmou neste sábado a nomeação do padre Manuel Joaquim Rodrigues Pinto para as paróquias de S. Martinho de Lanhelas, Sta. Eulália de Vilar de Mouros e S. Pedro de Seixas.

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Ponte de Lima

Ponte de Lima combate efeito de estufa com novo carregador de veículos elétricos

Descarbonização

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Foto: DR / Arquivo

Considerando que é uma das medidas essenciais para atingir os objetivos de redução da emissão dos gases com efeito de estufa e descarbonização do centro urbano, a Câmara Municipal de Ponte de Lima deliberou por maioria, na reunião de 07 de outubro, disponibilizar um lugar de estacionamento, na Calçada dos Quarteis, a título gratuito para a instalação de um posto de carregamento de veículos elétricos, com a possibilidade de carregamentos rápidos ou semirrápidos.

A proposta apresentada pela vice-presidente da Câmara Municipal, Mecia Martins, visa dar resposta aos utilizadores de veículos elétricos, sem custos adicionais para o Município de Ponte de Lima.

De acordo com a mesma proposta, o posto de carregamento vai ser instalado em área do domínio público, titulado pela Câmara Municipal que atribuirá licença ao operador privado, ficando este responsável pelas obras de instalação, exploração e manutenção do equipamento.

A presente proposta com a durabilidade de um período de dois anos, será renovada uma única vez por igual período de forma automática, desde que o equipamento se mantenha em funcionamento.

No caso de o proponente deixar de manter o equipamento em funcionamento, a autorização caducará devendo cessar a utilização do espaço cedido a título gratuito, no prazo a estabelecer para o efeito.

No final do prazo autorizado para a utilização do espaço, a autorização caducará, devendo devolver o espaço livre de pessoas e bens, repondo-o nas condições em que se encontrava antes da sua utilização.

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