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Braga

Covid coloca seis turmas de agrupamento escolar de Braga em isolamento

Encarregados de educação questionam critérios diferentes

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Foto: DR

Duas turmas da EB1 do Bairro da Misericórdia, em Braga, estão em isolamento profilático, desde segunda-feira, após ter sido detetado um caso de covid-19 num aluno. Encarregados de educação estranham os diferentes critérios entre escolas. No Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches há neste momento seis turmas em isolamento.

O caso na EB1 do Bairro da Misericórdia foi detetado durante o fim de semana e na segunda-feira duas turmas do 3.º e 4.º anos já ficaram em casa, ao contrário do que se passara, na semana anterior, com a EB1 Quinta da Veiga, na mesma freguesia e do mesmo agrupamento, que, como O MINHO noticiou, fechou após serem detetados dois casos.

Em causa estavam as novas diretivas da DGS, mais ‘apertadas’ ao nível preventivo. Um encarregado de educação “não compreender a decisão de fechar um escola e outra não, do mesmo agrupamento”, criticando o facto de, neste último caso, os alunos não estarem a ser testados e lamentando a falta de informação.

Contactado por O MINHO, o diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches, Arlindo Sousa, explica que “as decisões não são tomadas pela escola”. “São comunicadas à escola pela autoridade de saúde e a escola atua em conformidade”, realça.

“A escola tem que cumprir os seus planos de contingência e as regras previstas. Depois, são questões que nos ultrapassam. Não temos influência nenhuma nessa decisão”, refere Arlindo Sousa, salientando que são as autoridades de saúde a realizar os inquéritos epidemiológicos e que, a partir deles, determinam as medidas preventivas a adotar.

Segundo uma “Determinação da Autoridade de Saúde Nacional”, a que a agência Lusa teve acesso, a DGS estipula que caso seja detetado um caso positivo numa turma deve ser determinada, “de imediato e preventivamente” pela autoridade de saúde local “a suspensão de atividades da turma, para salvaguarda da saúde pública”, enquanto se aguardam os resultados laboratoriais dos testes moleculares (PCR).

Se o caso positivo tiver sido detetado com um teste rápido de antigénio e o teste PCR confirmatório der negativo será levantada a suspensão de atividades da turma, mas se o teste molecular for positivo, “toda a turma deve ser testada com testes rápidos de antigénio, desde que disponíveis, sendo imediatamente isolada profilaticamente por 14 dias”, refere o documento assinado pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

“Mediante análise de risco realizada pela autoridade local, a estratégia de testagem deve ser tendencialmente aplicada a toda a escola, priorizando-se a sua execução nas turmas consideradas de maior risco”, sublinha o documento.

Perante a existência de outros casos confirmados, deve ser ponderado, de imediato, o encerramento de mais turmas ou de toda a escola, adianta.

Foi o que aconteceu a semana com a EB1 e JI de Quinta da Veiga, que já retomou o funcionamento na segunda-feira.

Arlindo Sousa revela a O MINHO que, no conjunto do Agrupamento, há seis turmas em isolamento – na escola Francisco Sanches e na Bairro da Misericórdia – de vários anos letivos. E há situações em que “os alunos estão a ser testados e monitorizados” e outras em que estão “em isolamento profilático”, aponta o diretor, salientado que, dos testes realizados, não têm sido registados mais casos do que os inicialmente detetados.

Notícia atualizada às 10h14 (23/04) com correção do nome do diretor do agrupamento.

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