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Braga

Covid-19: Morreu segunda utente do Asilo S. José, em Braga

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Asilo de São José, sediado em Braga, registou a segunda morte por entre os utentes, vítima do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, confirmou O MINHO junto de fonte daquele lar.


Ao que apurámos, a vítima tem cerca de 90 anos e estava internada no Hospital de Braga com problemas respiratórios, depois de ter acusado positivo nos testes de despistagem realizados naquela unidade hospitalar.

Esta é a segunda vítima daquele lar depois de na passada quinta-feira uma mulher de 76 anos ter perdido a vida pelo mesmo motivo.

Os cerca de 100 utentes daquela casa foram sujeitos a testes de despistagem, com três a acusarem positivo e os restantes a aguardar resultado.

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Braga

José Manuel Fernandes faz balanço final da presidência da distrital de Braga do PSD

Eleições internas

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Foto: DR

A comissão política distrital de Braga do PSD vai a eleições no próximo dia 11 de julho.


O ato eleitoral marca a saída de José Manuel Fernandes do cargo de presidente, após três mandatos.

O social-democrata fez um balanço do “ciclo” de seis anos à frente da distrital do partido, assegurando que deu “o máximo na defesa dos interesses do distrito e do país, cumprindo a missão central do PSD: estar ao serviço das populações procurando reforçar o seu bem-estar e qualidade de vida”.

José Manuel Fernandes considera que “o trabalho feito permitiu afirmar o PSD no distrito, como um partido mais forte, aberto e inclusivo, com uma forte aposta no debate e na formação política”.

O também eurodeputado considera que “este trabalho deu um contributo importante para a afirmação do PSD e do distrito de Braga no contexto nacional”.

“O PSD é o partido no distrito de Braga com mais presidências de Câmara e autarcas nas Juntas de Freguesia e Assembleias. Em todas as eleições – Legislativas, Europeias, Presidenciais e Autárquicas – o PSD tem obtido no distrito resultados e votações claramente acima da média nacional”, sublinha no comunicado enviado às redações.

José Manuel Fernandes defende que o “o distrito de Braga tem dado um importante contributo para a afirmação do PSD como um partido agregador, reformista, ao serviço de todos os portugueses e o único capaz de garantir um país moderno e preparado para competir e vencer os desafios que temos pela frente, numa sociedade cada vez mais global e em aceleração constante”.

O social-democrata, natural de Vila Verde, termina o comunicado agradecendo a colaboração de quem o acompanhou nos órgãos distritais do partido e a todos os militantes e simpatizantes, estruturas locais do partido e autarcas nas freguesias e municípios.

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Braga

Futebol ‘retira’ polícias a julgamento por tráfico de droga em Braga

16 arguidos julgados à porta fechada

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Tribunal de Braga prosseguiu, hoje, à porta fechada, um julgamento com 18 arguidos, acusados de traficarem drogas em Braga, Vila Verde, Amares e noutros concelhos minhotos.


Ontem, e ao que o MINHO apurou, o coletivo de juízes, ouviu três arguidos, dois dos quais confessaram, genericamente, os factos de que estão acusados, mas um deles não assumiu o tráfico.

O julgamento decorre à porta fechada, sem público e sem jornalistas, dada a atual “escassez de efetivos” no Comando da PSP de Braga. Esse facto levou, ontem, o Tribunal Judicial local a “excluir a publicidade” da audiência, ou seja, a vedar o acesso ao pavilhão desportivo de Maximinos, ao público e a jornalistas. “A publicidade colocaria em causa a segurança dos trabalhos e o seu decurso normal, uma vez que não seria possível garantir o número de polícias necessários”, diz o despacho do coletivo de juízes.

Para a escassez de agentes contribui o facto de “alguns estarem de férias e de o campeonato de futebol ter recomeçado, ontem, o que implica o envio quase diário de destacamentos policiais para evitar a aglomeração de adeptos e claques”.

Ao que o MINHO soube, a exclusão de publicidade deve aplicar-se, também, no julgamento, que recomeça, segunda-feira, dos dez arguidos acusados de assaltarem o banco Santander e várias vivendas no Minho.

Neste caso, os advogados de defesa deverão opor-se, posto que, em documento enviado anteriormente aos juízes, em que diziam não aceitar as audiências por videoconferência, reclamaram a sua publicidade, enquanto princípio do direito constitucional que não pode ser violado.

Acusação

A acusação diz que vendiam canábis (resina), heroína, cocaína e MDMA, para consumo ou revenda.

O Procurador concluiu que Gonçalo Martins, um dos principais arguidos, vendeu drogas entre 2014 e 2018, fazendo-o a partir de telefonemas com consumidores e revendedores. Para tal, usava linguagem codificada, com expressões como “tomar café, beber um fino, traz tabaco, e arranja peixe”.

Para além dos telemóveis, recorriam às redes sociais, entre as quais o Messenger, o Instagram, o WhatsApp, o Snapchat e o Telegram.

Em Braga, vendiam ao lado da loja De Borla, na zona dos bares da Sé, no largo dos Bombeiros Voluntários, junto aos bares da zona da UMinho, perto da pastelaria Bracarum, numa área erma de Montariol e na Cividade. Por vezes, as vendas eram feitas em autocarros entre Braga e Vila Verde.

A investigação foi feita pelo NIC (Núcleo de Investigação Criminal) da GNR da Póvoa de Lanhoso que procedeu a dezenas de escutas telefónicas, e a vigilâncias, com captação de imagens.

A GNR apreendeu quatro carros, telemóveis, tablets, computadores, drogas, dinheiro, munições e artefactos ligados ao tráfico. O MP quer que sejam declarados como perdidos a favor do Estado.

O processo conta com 161 testemunhas: 31 gnr’s, e 130 consumidores.

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Braga

Tribunal suspende pena a homem que agrediu com barra de ferro em Vila Verde

Crime

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O Tribunal da Relação de Guimarães baixou e suspendeu a pena de um homem de Vila Verde que agrediu outro com uma barra de ferro e pontapés e lhe atou uma corda ao pescoço, para lhe extorquir dinheiro.


Por acórdão de 25 de maio, hoje consultado pela Lusa, a Relação refere que “não se percebe” que a tranquilidade da vítima e a reparação do seu sofrimento exijam o encarceramento do arguido.

Assim, considera “mais adequado” que o arguido cumpra a pena em liberdade, com a obrigação de pagar à vítima a indemnização decidida pelo tribunal.

“É que, como se sabe, o dinheiro possui a virtualidade de atenuar e compensar o sofrimento, ao permitir adquirir bens ou usufruir de momentos lúdicos, por exemplo, que ajudem a esquecer ou pelo menos a minorar o sofrimento”, sublinha o acórdão.

Os factos remontam a 18 de fevereiro de 2015, em Vila Verde, no distrito de Braga, e estão relacionados com o negócio de um trator, que a vítima vendera ao arguido.

A vítima foi à casa do arguido e este disse-lhe que o trator tinha problemas, cuja reparação orçava em 3.000 euros, exigindo que lhe desse esta quantia.

Para o efeito, desferiu várias pancadas com uma vara de ferro na vítima, que acabou por cair ao chão, mas que continuou a ser agredida com pontapés “em todo corpo”, incluindo na face e na cabeça.

De seguida, o arguido, com a ajuda do filho, arrastou a vítima até um anexo, após o que lhe atou uma corda ao pescoço, fazendo um laço.

À medida que ia puxando a corda, ia também pedindo o dinheiro à vítima, que acabou por lhe entregar os 180 euros que tinha consigo.

Exigiu também o cartão multibanco e o código, tendo a mulher do arguido ido a uma caixa tentar efetuar um levantamento, o que não foi conseguido por falta de saldo.

A vítima foi depois levada em braços para a sua viatura pelo arguido e pelo filho, que o colocaram ao volante e abandonaram.

Na primeira instância, o arguido tinha sido condenado a três anos e 10 meses de prisão efetiva, pelos crimes de sequestro e extorsão.

O filho foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa.

O tribunal fixou ainda em 15.837 euros o valor da indemnização a pagar à vítima.

Os arguidos recorrem para a Relação, que deu apenas como provado o crime de extorsão, mantendo a pena do arguido filho e baixando a do pai, fixando-a em três anos e suspendendo-a.

A Relação sublinha que resulta da matéria de facto provada que o arguido teve “uma sequência de comportamentos reveladora de vontade de fazer justiça pelas próprias mãos, que é sempre a forma mais primitiva de procurar resolver um conflito”.

“Estamos, portanto, perante um crime grave, cuja punição é reclamada socialmente de forma inequívoca”, acrescenta, vincando que a vítima ficou “completamente aterrorizada”.

No entanto, sublinha que o estabelecimento prisional “deve ser reservado para quem não sabe viver em sociedade, para quem vive em conflito com os valores sociais, para quem constitua um perigo para a própria sociedade”.

“O arguido que trabalha desde a infância, que constituiu família (…), que é visto como pessoa pacata e humilde, não se apresenta como um perigo para a sociedade. Isto é, não se afigura que o percurso de vida pessoal, profissional e familiar do arguido reclame a necessidade de cumprimento da pena em estabelecimento prisional”, diz ainda.

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