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Covid-19: Mais 13 mortos, 2.153 infetados e 1.853 recuperados no país

Covid-19

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Foto: DR

Portugal regista hoje mais 13 mortos e 2.153 novos casos de infeção por covid-19, em relação a sexta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).


É o quarto dia consecutivo que Portugal ultrapassa os dois mil casos diários.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 98.055 casos de infeção confirmados e 2.162 mortes.

Há ainda 57.919 recuperados, mais 1.853 do que ontem.

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Ministro da Economia destaca crescimento do PIB acima da média da zona euro

Economia

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Foto: Twitter / Ministério da Economia

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, destacou hoje que a recuperação de 13,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre face ao segundo ficou acima da média da zona euro, indicando convergência com o bloco europeu.

“É um crescimento acima da média da zona euro, o que mostra que mais uma vez Portugal continua a convergir com a União Europeia”, disse o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital aos jornalistas, à entrada para uma reunião do Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS), em Lisboa.

Pedro Siza Vieira reagia assim aos números do PIB do terceiro trimestre, momento em que a economia portuguesa caiu 5,8% face ao mesmo período do ano passado, mas recuperou 13,2% face ao segundo trimestre deste ano.

“Isto significa que, de facto, a trajetória económica estava a ser consistente com as projeções do Governo, no sentido em que depois de uma contração muito abrupta e violenta no segundo trimestre, estávamos a ter uma recuperação também muito rápida e forte no terceiro trimestre”, salientou o governante.

O Governo prevê para este ano uma recessão de 8,5%, de acordo com as projeções macroeconómicas associadas à proposta de Orçamento do Estado para 2021.

Porém, o ministro reconheceu que as notícias relativas à atual situação sanitária “não são boas”, o que poderá “vir a ter algum impacto ao nível da economia no último trimestre deste ano”.

“Aquilo que podemos sentir é que se tivermos de fazer algumas contrações, se temos alguns dos nossos principais mercados de exportações, como a Alemanha, a França ou a Espanha, em situações de mais restrições de atividade social, isso não vai ter um impacto positivo”, prosseguiu.

“Por isso é que temos de ser mais ambiciosos nos apoios que vamos dar, no emprego e às empresas, para permitir ultrapassar, mais uma vez, este percurso”, reforçou Pedro Siza Vieira.

Para o ministro, “a coisa mais importante é o controlo do ritmo de contágios”, sendo que “o maior contributo que cada um dos cidadãos pode dar para a melhoria da situação económica e do emprego é ser extremamente responsável e cauteloso na forma como se comporta”.

O governante assinalou também que o Orçamento do Estado para 2021 está pensado para “ajudar a gerir várias possibilidades de comportamento da economia e da pandemia”, pelo que “é importante” haver “um desfecho positivo”, com a sua aprovação também na especialidade.

O Produto Interno Bruto (PIB) português caiu 5,8% no terceiro trimestre do ano face ao mesmo período de 2019, mas recuperou 13,2% face ao segundo trimestre deste ano, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No terceiro trimestre de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) em termos reais registou uma redução homóloga de 5,8%, após a forte contração de 16,4% no trimestre anterior”, pode ler-se numa estimativa rápida hoje divulgada pelo INE.

Já face ao segundo trimestre, “o PIB aumentou 13,2% em termos reais o que compara com a forte contração observada no trimestre anterior (variação em cadeia de -13,9%)”.

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Fiscalização à circulação entre concelhos motiva protestos no Porto

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A operação de fiscalização e sensibilização da PSP no Porto, no âmbito das restrições à circulação entre concelhos para travar a epidemia de covid-19, decorreu ao início da manhã de “forma muito positiva”, mas com protestos de alguns automobilistas.

“Neste momento [cerca das 09:00] estamos satisfeitos com o desenvolvimento da operação, porque as pessoas que temos abordado estão a cumprir, têm justificações para poder sair do concelho. Não tenho conhecimento de nenhuma situação que esteja a violar a lei”, afirmou o comissário António Antunes.

Nesta operação, a decorrer na Rotunda do Castelo do Queijo, no Porto, que fica a poucas centenas de metros do concelho vizinho de Matosinhos, a PSP “tenta encontrar um equilíbrio entre as imposições impostas e o desenvolvimento das atividades para que o país possa avançar”, acrescentou o comissário.

Contudo, nem todos os automobilistas compreendiam a decisão do Governo de condicionar a circulação de pessoas para fora do concelho de residência, que decorre até às 06:00 de terça-feira, para tentar travar a propagação do coronavírus que provoca a doença da covid-19.

“Isto é um dia de trabalho, isto é uma palhaçada, estes senhores que não tem consideração pela população, é uma medida antipopular. Isto só mostra a incompetência do Governo. É isto que tenho a dizer”, afirmou Mário Rui Andrade.

A medida visa impedir que as pessoas se desloquem para fora do concelho onde residem, mas tem várias exceções, como as deslocações por motivos laborais ou para as escolas, e isenta vários profissionais, como os da saúde ou das forças de segurança.

“Isto é ‘kafkiano’, nem em África isto se passa. Eu quero saber é se eu não for trabalhar quem é que me paga. Isto é inconstitucional, a minha filha vai chegar atrasada às aulas”, lamentou Henrique Brito e Faro, referindo-se às filas de trânsito geradas com a ação policial.

Este condutor criticou ainda o facto de a fiscalização incidir apenas nos automóveis.

“Se eu for de autocarro já posso passar, mas se for de carro tenho de parar. Levem-me preso se quiserem, mas hoje vou para a quinta, hoje vou para o Douro”, afirmou.

Mais compreensiva, a designer gráfica Joana Gonçalves disse à Lusa que “todos temos de fazer o nosso melhor” porque o país está “a chegar a uma situação que pode ser incomportável para o Serviço Nacional de Saúde”.

“Se pudermos todos fazer um bocadinho não custa nada. É só uma questão de sermos prudentes e pedirmos a declarações com tempo”, acrescentou Joana Gonçalves, que veio de Valongo a uma consulta no Porto.

Já Catarina Bulcão admitiu que, “para quem não estava a contar, esta paragem pode ser incompreensível”, devido ao acumular do trânsito, embora não fosse esse o seu caso.

“Vim com antecedência suficiente para eles [os seus filhos] não chegarem atrasados, mas para quem não estiver a contar é chato”, disse.

Um outro automobilista, que não se quis identificar, manifestou também o seu descontentamento, considerando que a decisão de limitar a circulação entre concelhos “ultrapassa todos os limites”.

“Bloquear as entradas quando se sabe que as pessoas vêm trabalhar e vêm estudar não tem qualificação”, frisou.

Já Pedro Quintela considerou que é “uma medida que visa controlar a propagação do vírus” e, nesse sentido, deve aceitar-se.

“Não sei se terá o efeito desejado ou não. Temos de cumprir e é isso que farei. É uma forma de apelar à responsabilidade de cada um. Pode ser que faça sentido. Espero que sim, vamos ver,”, afirmou, em declarações à Lusa.

O período em que a circulação das pessoas entre concelhos está condicionada inclui o Dia de Todos os Santos, no domingo, 01 de novembro, e o Dia de Finados, no dia seguinte, quando muitos portugueses se deslocam aos cemitérios.

Para garantir o cumprimento das medidas, a PSP e a GNR realizam operações de patrulhamento, sensibilização e fiscalização em todo país, e as restrições acontecem numa altura em que tem aumentado em Portugal o número de casos de infeção pelo coronavírus, responsável pela doença da covid-19.

Para circular entre concelhos, as pessoas devem fazer-se acompanhar de uma declaração justificativa da entidade patronal ou prestar declaração, sob compromisso de honra, se a deslocação se realizar entre municípios limítrofes ao da residência habitual ou na mesma Área Metropolitana.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.428 em Portugal.

Face ao aumento do número de casos, o Governo vai reunir-se em Conselho de Ministros extraordinário, no sábado, para analisar novas medidas restritivas.

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BE quer toda a capacidade instalada na saúde aproveitada, incluindo do privado

Covid-19

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O BE vai propor hoje ao Governo que toda a capacidade instalada na saúde seja aproveitada e, se necessário, requisite o setor privado, defendendo que as medidas localizadas e regionalizadas respondam à habitação, transportes públicos, trabalho e pobreza.

O primeiro-ministro, António Costa, recebe hoje, durante todo o dia, os partidos com assento parlamentar para procurar consensos quanto às medidas imediatas a adotar para combater a pandemia de covid-19.

Em declarações à agência Lusa, o deputado do BE Moisés Ferreira, antecipou que é “preciso haver uma gama de medidas que seja mais abrangente e mais alargada”, levando “quatro propostas para a reunião, que devem ser implementadas o quanto antes”.

“A primeira é o reforço da saúde e da capacidade de resposta dos cuidados de saúde, nomeadamente através do aproveitamento de toda a capacidade instalada no país e através da integração do setor privado sob gestão do SNS e sob planeamento do SNS, se necessário for requisitando equipamentos, profissionais e instalações que sejam necessárias para isso”, apontou.

Questionado sobre se esta requisição do setor privado é possível sem ser decretado o estado de emergência, Moisés Ferreira assegurou que sim, desde logo porque a atual lei de bases “diz, preto no branco, que a autoridade de saúde pode requisitar os serviços que bem entender em situação de epidemia ou de grave ameaça à saúde pública”

“Por outro lado, colocar todos os recursos privados sob gestão e planeamento do SNS [Serviço Nacional de Saúde] não toca propriamente na propriedade. Aquilo que diz é que o SNS, perante esta situação, tem a capacidade de planear, de gerir e de mobilizar os recursos que for necessário. Com o atual enquadramento parece-nos que já é perfeitamente possível fazê-lo”, justificou.

A segunda proposta que os bloquistas vão levar à reunião na residência oficial do primeiro-ministro prende-se com a existência de medidas localizadas e regionalizadas, que “pode ser algo a ter em conta para os próximos dias”, mas “não podem ficar por questões de limitação de circulação ou de liberdades”.

“Essas medidas devem ir aquilo que já temos alertado desde março que é a necessidade de intervir nos determinantes sociais e económicos da doença”, alertou, defendendo respostas imediatas aos problemas de habitação, transportes públicos, trabalho e pobreza.

O terceiro ponto é uma ideia que a líder do BE, Catarina Martins, já propôs publicamente e que passa pela “existência e a constituição de um conselho científico que funcione de forma permanente”.

“Um conselho científico que funcione permanentemente, que seja a tempo inteiro, se for preciso com remuneração das pessoas que o constituem ou com requisição destas pessoas a instituições, que trabalhe permanentemente para isto, na análise à evolução da epidemia em Portugal”, explicou.

Por fim, para Moisés Ferreira, é preciso “mais e melhor comunicação por parte do Governo e por parte da Direção Geral da Saúde”.

“É preciso que essa comunicação sirva para uma literacia da população para a pandemia, ou seja, percebam bem qual é a atual situação, qual é o risco, quais são as perspetivas de evolução”, referiu, lamentando que a comunicação de questões científicas não esteja a ser bem feita.

Considerando que a “comunicação que não se fará só com conferências de imprensa”, o deputado bloquista avisou que “se a comunicação não existir e começar a ser substituída apenas por medidas de obrigatoriedade, de punição há o risco de haver cada vez menos adesão às medidas de saúde pública”.

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