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Covid-19: Maioria das pessoas acha que contrair doença só “acontece aos outros”

Inquérito

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A maioria dos participantes num inquérito da Universidade Nova de Lisboa considera que o risco de contrair covid-19 é muito maior para a população em geral do que para eles, partilhando a ideia que “só acontece aos outros”.

Os dados fazem parte do barómetro covid-19, da Escola Nacional de Saúde Pública, daquela universidade, que hoje foram tornados públicos.

Dos resultados salienta-se que 35% dos inquiridos consideram que tem um risco baixo ou nulo de contrair covid-19, e que no entanto mais de 80% entendem que o risco para a saúde da população é elevado.

Foram preenchidos 157.972 questionários, o que leva os responsáveis a dizer que em relação à perceção de risco “os portugueses têm dois pesos e duas medidas”.

Sónia Dias, coordenadora científica do questionário semanal que acompanha a evolução das perceções dos cidadãos sobre a pandemia, disse à agência Lusa que se está perante a situação comum de se pensar que “só acontece aos outros”, apesar de ao mesmo tempo parecer haver uma avaliação correta do risco.

Os resultados do barómetro indicam que quase metade dos inquiridos (44,4%) percecionam ter um risco moderado de contrair covid-19 e 21% consideram ter risco elevado

“De entre as pessoas que se consideram em risco moderado, aproximadamente 87% consideram que o risco para a saúde da população é maior do que o seu risco. Mesmo nas pessoas que sentem que têm um risco baixo ou nulo de contrair covid-19, mais de 80% consideram que o risco para a saúde da população é elevado”, dizem os resultados hoje divulgados.

E se não há diferenças significativas entre homens e mulheres a perceção difere com a idade: à medida que aumenta é também maior a perceção de risco elevado de contrair a doença. E essa perceção é maior no centro e norte do país.

Dos que percecionam maior risco de contrair covid-19 estão em destaque os que fazem parte de grupos profissionais de maior risco, sejam profissionais de saúde, sejam forças de segurança, entre outros. E também os que moram com essas pessoas.

Sónia Dias estranha no entanto que haja neste grupo de profissionais de maior risco 14,5% de pessoas que consideram ter um risco baixo ou nulo. “Pode haver pouca consciência do risco”, admite.

A perceção de risco está também muito ligada com as condições de saúde de cada um, com os que têm mais doenças a sentir mais o risco de contrair covid-19.

De resto, destaca Sónia Dias, do barómetro conclui-se também que “há um conhecimento relativamente bom dos fatores de risco associados à covid-19, com a grande maioria a estar a usar fontes de informação credíveis, deixando as redes sociais “mais para o convívio”.

“Parece haver uma relação entre o nível de confiança nas autoridades de saúde e governamentais e a perceção de risco de contrair covid-19”, adiantam os investigadores.

A análise mostra também que são as pessoas que se sentem pouco ou nada confiantes na capacidade de resposta do Governo à pandemia que percecionam maior risco de contrair covid-19.

Sónia Dias destaca como preocupação a questão da saúde mental. “Deixa-nos um pouco inquietos a proporção de pessoas que refere estar ansiosa, agitada ou triste”, disse a responsável à Lusa, adiantando que essas situações estão por vezes associadas a medos de perda de rendimentos ou de contrair a doença.

A questão vai ser analisada em mais pormenor no futuro, disse.

O barómetro covid-19 pretende acompanhar a evolução das perceções de risco, da confiança nas instituições ou cumprimento das medidas de proteção.

Fazem parte da equipa investigadores, médicos de Saúde Pública, epidemiologistas, estatísticos, economistas, sociólogos e psicólogos.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes, mais 29 do que na véspera (+7,6%), e 13.956 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 815 em relação a quarta-feira (+6,2%).

Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado no dia 02 de abril na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 29 de maio: 4, 8, 11, 19 e 46 (números) e 4 e 8 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 17 milhões de euros.

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Restaurantes podem utilizar lotação total se colocarem acrílicos de separação

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os restaurantes podem voltar a utilizar a sua capacidade máxima, desde que consigam assegurar distanciamento de metro e meio entre as mesas e coloquem acrílicos entre os clientes, disse hoje o primeiro-ministro.

“Desaparece a regra da lotação máxima de 50% nos restaurantes, mantendo-se a necessidade de distanciamento de metro e meio, desde que, entre os clientes, seja colocada uma barreira física impermeável”, afirmou o chefe do Governo em conferência de imprensa no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, em Lisboa, que aprovou medidas para a terceira fase de desconfinamento durante a situação de calamidade devido à covid-19.

De acordo com António Costa, “os restaurantes poderão optar ou por manterem as normas da redução da lotação e o distanciamento de dois metros que está em vigor, ou podem evoluir para utilizarem a sua lotação a 100% com a necessidade de metro e meio de afastamento entre mesas, desde que existam barreiras físicas impermeáveis a separar os comensais numa mesma mesa”.

Esta é uma decisão “que ficará a cargo de cada estabelecimento de restauração”, assinalou.

“É o exemplo que tinha dado há 15 dias, de alguns refeitórios onde as mesas têm sido divididas com acrílicos que permitem uma maior proximidade em segurança, impedindo – porque são impermeáveis – a transmissão de gotículas e o risco de transmissão das doenças”, explicou o primeiro-ministro aos jornalistas.

António Costa transmitiu igualmente que na terceira fase do desconfinamento na sequência da pandemia de covid-19, que se inicia na segunda-feira, vão reabrir inclusivamente, “na generalidade do país”, os “restaurantes inseridos em centros comerciais”.

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Transavia France retoma voos para Portugal a partir de 15 de junho

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Transavia France anunciou hoje que vai retomar os voos para Portugal a partir de 15 de junho, de Lyon e Nantes para Faro, Porto e Lisboa, com as ligações de Paris e Montpellier previstas para dia 26.

Em comunicado, a companhia aérea ‘low-cost’ (baixo custo) do grupo Air France-KLM referiu que a partir de 15 de junho “abrirá as suas primeiras ligações para Portugal (Faro, Lisboa e Porto) de Lyon e Nantes e, a partir de 26 de junho, de Paris-Orly e Montpellier”.

“Os voos serão retomados progressivamente em função do levantamento das restrições nas fronteiras”, indicou a empresa, adiantando que “a partir de 26 de junho novos destinos e rotas serão propostos aos passageiros em Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Croácia, Irlanda e Islândia”.

No total, a empresa prevê realizar 25% do seu programa de voos.

A companhia aérea indica ainda que “a ampliação progressiva, e com precaução, do programa de voos está sujeita à evolução da epidemia em cada país”.

A Transavia France deu ainda conta de medidas que irá tomar na operação para maximizar a segurança, sendo que no ‘check-in’ os passageiros terão que chegar “duas horas antes do voo para permitir o cumprimento estrito das regras sanitárias”, haverá o uso obrigatório de máscaras, a “limpeza reforçada dos balcões de ‘check-in’ e entrega automática de bagagem”, a “disponibilização de gel hidroalcoólico nas zonas de ‘check-in’ e de embarque” e gestão de filas de espera, entre outras medidas.

No embarque, será medida a temperatura dos passageiros e estes serão organizados de forma a reduzir o contacto.

Durante o voo, a tripulação terá máscaras, haverá gel hidroalcoólico e será garantida a filtragem de ar “a cada três minutos com filtros HEPA, que garantem uma filtragem idêntica à dos blocos operatórios”.

No dia 26 de maio, a empresa anunciou que “a partir de 04 de junho, a Transavia voa de Amesterdão para seis destinos: em Portugal (Faro e Lisboa), Grécia (Atenas, Heraklion e Tessalonica) e Espanha (Málaga)”.

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