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Alto Minho

Covid-19: Alto Minho ultrapassa os 2.000 casos ativos

Boletim da ULSAM

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Foto: CM Viana do Castelo (Arquivo)

Há 2.339 casos ativos no Alto Minho, mais 337 desde segunda-feira, segundo o boletim da Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM), atualizado às 00:00 de quarta-feira.

Todos os concelhos registaram subidas, sendo a mais acentuada em Cerveira, onde foi registada um surto num lar com 50 infetados.

O distrito de Viana do Castelo soma, desde o início da pandemia, 9.441 casos, mais 590 em dois dias

Contam-se ainda 7.031 recuperados, mais 251 em relação a segunda-feira.

Há a lamentar 171 óbitos, mais dois, um em Valença (total de 6 mortes) e outro em Arcos de Valdevez (15).

Viana do Castelo tem agora 689 casos ativos (+ 48 do que há dois dias), Ponte de Lima 395 (+ 59), Caminha 236 (+ 25), Arcos de Valdevez 246 (+ 37), Ponte da Barca 168 (+ 13), Valença 118 (+ 20), Melgaço 89 (+ 41), Monção 85 (+ 22), Paredes de Coura 67 (+ 13) e Cerveira 146 (+ 59).

Recorde-se que o distrito de Viana do Castelo é considerado pela ARS-Norte o “mais crítico neste momento” na região Norte.

Viana do Castelo

PSP encerra vias pedonais e ecovias junto ao mar em Viana

Confinamento

Foto: PSP

Vários espaços públicos pedonais da zona ribeirinha de Viana do Castelo foram encerrados pela PSP no âmbito das medidas de contenção no novo coronavírus, após solicitação da Câmara Municipal.

Em nota publicada nas redes sociais, o comando distrital da PSP em Viana dá conta da implementação de medidas físicas efetivas de interdição de acessos com vista ao encerramento de vários espaços públicos pedonais na cidade.

Os espaços encerrados incidem na Praia Norte, na zona ribeirinha, que vai da Praça da Liberdade até ao Parque da Cidade, e ainda na ecovia de Cabedelo.

Estes locais foram encerrados por estarem “identificados como sendo suscetíveis de potenciar aglomerados de cidadãos, mormente para a prática de passeios higiénicos, exercício físico e convívio social”.

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Alto Minho

Autarca de Arcos de Valdevez vacinado contra a covid-19 porque havia “sobras”

Covid-19

Foto: DR

Francisco Araújo, presidente da Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, foi vacinado contra a covid-19 sem estar incluído no primeiro grupo prioritário do plano nacional de vacinação.

O autarca de 59 anos é também provedor da Santa Casa de Arcos de Valdevez e terá recebido a vacina, alegadamente, porque “sobraram” naquelas instalações.

A informação foi avançada pelo jornal Observador e confirmada pelo próprio Francisco Araújo, que afirma ter sido contactado pela enfermeira responsável pelo processo de vacinação de idosos e funcionários que decorria na Santa Casa.

“Estava no meu gabinete e a responsável telefonou-me a perguntar se queria ser vacinado porque havia sobras”, disse, salientando que este processo foi na Misericórdia e “não tem nada a ver com a Câmara”.

“A enfermeira sabe que eu tenho problemas cardiovasculares, fui operado às coronárias, e foi por isso que me perguntou se estava disponível para ser vacinado com uma das sobras”, disse, afirmando que é um processo normal: “Cada frasco dá para 5 ou 6 doses e, por isso, penso que é normal haver sobras, mas isso são coisas que me ultrapassam”.

O autarca provedor disse ainda que há mais “sobras” da vacina e que as mesmas foram administradas a funcionários do centro de saúde local.

Segundo Francisco Ramos, coordenador da task force do plano da vacinação, a regra é “não desperdiçar doses da vacina”, mas que o adequado será “procurar outros candidatos dentro do primeiro grupo prioritário”.

“Nesta fase não deverá ser muito difícil encontrar pessoas prioritárias” para vacinar, disse o responsável.

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Alto Minho

Infeção em três funcionários cancela vacinação de utentes de lar em Valença

Covid-19

Foto: DR

O processo de vacinação dos utentes e funcionários do lar da Misericórdia de Valença, que deveria iniciar-se no sábado foi cancelado após a confirmação de infeção pelo vírus SARS-Cov-2 em três funcionários, disse hoje o vice-provedor.

Em declarações à agência Lusa, Hermenegildo Alves adiantou que o primeiro caso de infeção de um funcionário surgiu, na terça-feira, sendo que na quinta-feira foram testados os 64 utentes da Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) e os cerca de 40 funcionários, sendo surgido mais dois casos entre os trabalhadores”.

“Os testes feitos aos idosos tiveram todos resultado negativo, mas as três infeções nos funcionários, sendo que apenas um teve contacto direto com os utentes, levou ao cancelamento do processo de vacinação que deveria iniciar amanhã [sábado]”, explicou o vice-provedor.

Segundo Hermenegildo Alves, na próxima semana as autoridades de saúde procederão à realização de novos testes.

“Continuamos com um plano de contingência muito rigoroso. Desde março do ano passado que a Misericórdia tem tentado manter os utentes protegidos desta pandemia. Até agora temos conseguido. Tem sido um custo imenso, em termos financeiros e humanos. Pensamos não morrer na praia”, referiu.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.092.736 mortos resultantes de mais de 97,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.920 pessoas dos 609.136 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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