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Costa Silva defende retoma da alta velocidade e novo aeroporto

Plano 2020/2030

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Foto: DR / Arquivo

O consultor António Costa Silva pede a retoma do projeto de ligação entre o Porto e Lisboa por alta velocidade ferroviária e do novo aeroporto de Lisboa, segundo a versão preliminar do plano de recuperação económica pedido pelo Governo.


O documento defende a necessidade de “construir um eixo ferroviário de alta velocidade Porto-Lisboa para passageiros, começando com o troço Porto-Soure (onde existem mais constrangimentos de circulação)”.

Para Costa Silva, esta ligação “potenciará a afirmação das duas áreas metropolitanas do país e o seu funcionamento em rede”, além de trazer “grandes ganhos ambientais por dispensar as ligações aéreas”.

“Uma posterior ligação a Espanha pode favorecer todo o litoral português e facilitar o equilíbrio financeiro da exploração. A ligação Porto-Vigo, bem como outras ‘amarrações ibéricas’, devem ser equacionadas no médio prazo”, indicou o consultor.

António Costa Silva defende, ainda no âmbito do plano ferroviário, que é preciso concretizar este instrumento, “concluindo os projetos em curso e modernizar a rede, porque uma rede ferroviária elétrica nacional é mais competitiva, mais limpa e está em sintonia com os esforços de descarbonização da economia”, lê-se no plano.

Para o consultor, é importante “a construção do eixo Sines-Madrid e a renovação da Linha da Beira Alta”, dois “eixos fundamentais” para o tráfego de mercadorias para Espanha, de acordo com o documento.

Costa Silva apelou também a um investimento “nos portos de Sines e de Leixões para aumentar ainda mais a sua competitividade em termos de instalações e equipamentos para receber grandes navios; para isso, é necessária maior extensão de cais, mais áreas de manuseamento de cargas e estruturação das plataformas logísticas, por forma a aumentar o valor das cadeias logísticas que passam pelos portos”.

Ainda a propósito de Sines, Costa Silva sugere “a construção de um terminal portuário de minérios para exportação dos recursos minerais estratégicos, em particular o lítio”, entre outros.

O plano realça ainda a necessidade de “resolver o problema dos portos do Algarve”, assim como as questões “estruturais do porto de Lisboa”, “criando condições para o estabelecimento de uma plataforma de negociação que conduza a um pacto entre as empresas e as entidades sindicais que salvaguarde o funcionamento de uma estrutura que é vital e cuja paralisação continuada leva a uma degradação que afasta os operadores internacionais”.

Costa Silva vinca ainda a necessidade de “desenvolver um plano para reconverter o porto da praia da Vitória, nos Açores, numa “espécie de estação para fornecer gás natural liquefeito aos navios que cruzam o Atlântico.

O plano não esquece a necessidade de “construir o aeroporto para a grande Área Metropolitana de Lisboa, tendo em conta que as ligações aéreas são fundamentais na performance da economia portuguesa, e isso tem a ver não só com o turismo, que é um setor crucial da economia, mas também com muitas outras fileiras económicas”.

Costa Silva destaca ainda a necessidade de “assegurar que todo o país, em particular a região norte, onde há uma concentração elevada de empresas exportadoras, tenha uma cobertura adequada de ligações aéreas, que são essenciais para estimular a competitividade”.

Para o consultor, o tecido empresarial seria beneficiado se existisse um “programa de apoio à reestruturação de empresas, apoiando a recuperação e a realocação de capital em empresas mais produtivas, com reafetação de meios de produção e trabalhadores”.

O plano destaca ainda a “possibilidade de dedução de lucros nos últimos exercícios, mecanismos de incentivo e créditos fiscais para fomentar a revitalização das empresas, dedução de prejuízos acumulados, incentivos a fusões e aquisições para criar massa crítica na economia”.

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GNR apreende 18 mil euros em bivalves no mercado de Matosinhos

Por não corresponder ao tamanho mínimo permitido

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Foto: Divulgação / GNR

A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, através do Destacamento de Controlo Costeiro de Matosinhos, apreendeu cerca de duas toneladas de amêijoa japónica em Matosinhos, durante a madrugada desta terça-feira.

Em comunicado, a GNR explica que a ação foi levada a cabo durante uma fiscalização no mercado da Doca Pesca, quando uma viatura transportava aquele produto, no valor de 18.180 euros.

A amêijoa não correspondia ao tamanho mínimo legal para ser apanhado (4 centímetros), pelo que a mercadoria, que seguia para Espanha, foi apreendida.

“Foi identificado um homem de 50 anos e elaborado o respetivo auto de notícia por contraordenação por transporte de espécies bivalves em estado imaturo, sendo esta infração punível com coima até 37.500 euros”, esclarece a GNR.

A mercadoria apreendida encontra-se a aguardar inspeção higiossanitária.

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Separação materna nas primeiras semanas aumenta probabilidade do uso de drogas, diz estudo

Revela o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto

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Foto: DR / Arquivo

A separação materna nas primeiras semanas de vida aumenta a probabilidade do uso de drogas psicoativas na adolescência, revela um estudo do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto avançado hoje à Lusa.

Em entrevista à agência Lusa, Ana Magalhães, investigadora no grupo Addiction Biology e coordenadora do estudo “Stress em idade precoce afeta vulnerabilidade às drogas na adolescência”, explicou que, para espanto dos investigadores, não é a depressão dos progenitores que aumenta a vulnerabilidade ao uso de drogas de um filho na adolescência, mas sim a separação precoce entre mãe e bebé.

“Para nosso espanto, fomos verificar que a depressão não teve o efeito que estávamos à espera, que era aumentar a vulnerabilidade [para o uso de drogas], mas sim o stress [em idade] precoce que teve efeitos tanto em indivíduos depressivos, como nos indivíduos não depressivos. O estudo acaba por ser engraçado, porque os resultados não eram aquilo que estávamos à espera, mas sim o stress precoce é que teve efeitos, aumentando a vulnerabilidade às drogas na adolescência”, descreve a especialista.

O estudo foi realizado por uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, que avaliou o impacto da separação materna nas duas primeiras semanas de vida de ratos.

“O nosso objetivo mais geral era saber o que é que torna os indivíduos mais vulneráveis ao uso de drogas na adolescência e então fomos ver coisas para trás. Como a depressão está muito relacionada com problemas de tomadas de drogas, fomos tentar ver a depressão genética (pais depressivos), se afetava a vulnerabilidade à drogas, e aumentámos mais um risco”, que foi o stress precoce causado pela separação maternal, contou a investigadora Ana Magalhães.

Para desenvolver o estudo utilizaram-se duas estirpes de ratos com diferentes vulnerabilidades para a depressão e que foram separados das suas mães durante as duas primeiras semanas de vida. Depois, compararam-se os efeitos da separação precoce em ratos adolescentes cujas mães tinham maior predisposição para a ansiedade e depressão, com ratos adolescentes filhos de mães sem esse histórico de depressão.

Quando os animais em estudo atingiram a adolescência, a equipa de investigadores fez a avaliação do seu estado emocional e do efeito de recompensa de drogas psicoativas.

“Os resultados mostraram que o stress durante o início de vida alterou o estado emocional dos adolescentes, tornando os animais depressivos mais ansiosos e os não depressivos mais exploratórios, tendo revelado, para ambas as estirpes (depressiva e não depressiva), um risco aumentado para a dependência” acrescentou Renata Alves, outra das investigadoras do estudo.

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OMS alerta que medicina dentária foi amplamente esquecida na pandemia

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Três em cada quatro países interromperam total ou parcialmente os serviços de atendimento de medicina dentária devido à pandemia covid-19, alertou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O covid-19 afetou os serviços odontológicos de uma forma sem precedentes”, disse em conferência de imprensa, chefe de Medicina Dentária do Departamento de Doenças Não Transmissíveis da OMS, Benoit Varenne, em uma entrevista coletiva

Entre os motivos da interrupção desse atendimento está o facto de os serviços terem sido avaliados como de alto risco, uma vez que em muitas intervenções ou tratamentos o paciente expele saliva.

A inicial falta de preparação dos serviços e a falta de equipamentos de proteção foram também causas para a redução de muitas intervenções em clínicas dentárias, tendo as pessoas adiado a suas visitas ao dentista durante o confinamento.

Benoit Varenne destacou ainda que alguns profissionais do setor foram deslocados para atendimento médico de emergência, além do facto de em muitos países “o atendimento odontológico ainda ser visto como um serviço não essencial”, razão pela qual algumas clínicas foram obrigadas a fechar durante os períodos de confinamento.

Os serviços odontológicos estão a reabrir aos poucos, mas o novo normal “exige uma adaptação que vai exigir tempo e investimento” e isso vai depender em grande medida do apoio que o governo lhes der, sublinhou Varenne.

O especialista lembrou que os problemas dentários são a enfermidade mais comum no mundo (afetam aproximadamente metade da população mundial, 3,5 bilhões de pessoas) e causam não só dores, mas também stress psicológico, às vezes isolamento social, e nos casos mais graves, como certos cancros orais, podem ser fatais.

Afetam sobretudo a população mais pobre e ainda existe uma grande desigualdade no acesso aos serviços de saúde entre os países de maior e menor rendimento, lembrou Varenne.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 733 mil mortos e infetou mais de 20 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.759 pessoas das 52.825 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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