Seguir o O MINHO

País

Costa quer Europa a seguir em frente rompendo bloqueio de quatro países

Covid-19

em

António Costa. Foto: Twitter

O primeiro-ministro considerou hoje essencial “vencer a resistência” de quatro dos 27 Estados-membros que procuram travar avanços na União Europeia, advertindo que ou saem todos os países da atual crise ou não sai ninguém.


António Costa criticou a atuação da Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia no debate quinzenal na Assembleia da República, em resposta a uma intervenção proferida pelo jovem deputado socialista Miguel Costa Matos sobre o atual estado da União Europeia.

O primeiro-ministro sustentou a tese de que, no presente, está em causa a preservação do mercado interno e da própria União Económica e Monetária, perante uma crise inédita em que “não existem zonas de refúgio”.

“Ou saímos todos em conjunto desta crise, ou não sai ninguém”, sustentou, antes de elogiar a atuação do Banco Central Europeu, que já evitou uma nova crise das dívidas soberanas, e a ação rápida da Comissão Europeia.

Para António Costa, o problema “tem estado no Conselho Europeu”, onde países como a Áustria, Holanda, Suécia e Dinamarca já manifestaram a intenção de se opor à proposta franco-alemã de criação de um programa de 500 mil milhões de euros com bases em transferência e não em empréstimos.

“Temos ainda algumas interrogações em relação a esse programa, mas, sobretudo, temos de vencer a resistência de quatro países que bloqueiam a decisão do Conselho. O Conselho Europeu tem de estar à altura das necessidades da Europa e quatro não podem paralisar a vontade maioritária de 23. Temos de seguir em frente”, defendeu.

Miguel Matos, numa intervenção que dedicou à questão europeia, advertiu que o choque provocado pelo novo coronavírus foi simétrico, mas “a crise que aí vem terá impactos muito assimétricos e desiguais, afetando desproporcionalmente algumas regiões, setores, classes e também as gerações mais jovens”.

“Temos de estar à altura do desafio do momento. Cada um de nós com um desconfinamento responsável, os Estados com respostas robustas, mas também a Europa que tem de evitar a tibieza que na anterior crise abortou a recuperação económica e contagiou toda a Europa com crise e austeridade”, frisou.

O deputado socialista defendeu também a tese de que Portugal é o segundo país com maior estímulo fiscal e o terceiro que mais adia impostos, precisando agora de “respostas a nível europeu porque, perante interdependência, o país não pode aceitar desigualdade também na capacidade de resposta”.

Em relação ao programa de recuperação europeu anunciado pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pela primeira-ministra, germânica, Angela Merkel, na segunda-feira, Miguel Matos destacou que prevê “500 mil milhões de euros reais, sem recorrer a engenharia financeira e multiplicadores duvidosos que o Parlamento Europeu soube em boa hora recusar”.

“São 500 mil milhões de euros dados em subvenções e não emprestados, o que contribuiria para onerar as finanças públicas e atrasar a recuperação económica”, apontou o jovem deputado socialista eleito pelo círculo de Lisboa.

Anúncio

País

CDS quer melhorar resultados nas autárquicas

Política

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente do CDS-PP afirmou hoje que o partido quer melhorar os resultados nos próximos desafios eleitorais, para se “consolidar como terceira força política” nas regionais dos Açores, em outubro, e ganhar mais representação nas autárquicas dos próximo ano.

As eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que se disputam em 25 de outubro, vão ser um “prova de vida” para o partido e o objetivo do líder é “consolidar o CDS como terceira força política”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

Esta desafio vai “embalar o CDS para uma cadeia de crescimento sustentável, provando que à medida que uns celebram” sondagens, os centristas vão “celebrar resultados”.

Francisco Rodrigues dos Santos encerrou hoje a escola de quadros da Juventude Popular, que decorreu deste sexta-feira em Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro, momento que assinalou também a ‘rentrée’ política do CDS.

Com o líder do CDS/Açores e candidato, Artur Lima, presente na sala, o presidente defendeu que os democratas-cristãos podem “ser a mudança” naquele arquipélago.

“Um voto no CDS nos Açores significa um voto no único partido que consegue tirar a maioria absoluta ao PS” e pode evitar “que os extremismos tenham lugar no parlamento açoriano”, frisou.

Já nas eleições autárquicas do próximo ano, Francisco Rodrigues dos Santos quer “somar autarcas, se possível presidentes de câmara, garantir e reforçar as maiorias daquelas câmaras que são presididas pelo CDS e em política de alianças, onde estão a funcionar e bem, permitir que o CDS garanta a renovação dos seus mandatos, conquistar novos e reforçar a sua malha territorial de autarcas de norte a sul e ilhas”.

“Somos um partido que quer evidentemente disputar eleições com bons resultados, queremos satisfazer as ambições do nosso partido em eleições mas queremos governar para as próximas gerações”, frisou.

Virando-se para dentro, o presidente do CDS assinalou que “o sucesso” do partido “dependerá da direção, mas sobretudo de cada um dos dirigentes e militates do CDS”, que apelidou de “os cerca de 40 mil porta-vozes” e “embaixadores” centristas a nível local.

Continuar a ler

País

Chumbada lista de André Ventura para a direção nacional do Chega

Política

em

Foto: Chega TV

A proposta do presidente do Chega, André Ventura, para a direção nacional do partido foi hoje chumbada na convenção que decorre em Évora, ao não conseguir reunir os dois terços dos votos dos cerca de 500 delegados presentes.

De acordo com os estatutos do Chega, a lista proposta por Ventura para a direção nacional precisava de obter dois terços dos votos, mas nem sequer conseguiu atingir a maioria, alcançando 183 “sim” e 193 “não”.

Ventura pediu a suspensão dos trabalhos para apresentar nova lista, que voltará a ser submetida a votação.

Segundo o artigo 3.º do regulamento eleitoral nacional do partido nacional populista, se não for obtido o voto de dois terços dos delegados “deve o presidente eleito da direção nacional submeter nova lista, no prazo máximo de duas horas, aos delegados eleitos à Convenção Nacional, para votação no menor espaço de tempo possível”.

“A Convenção Nacional não poderá ser dada por terminada sem que seja regularmente eleita a lista da direção nacional”, estipula ainda o mesmo artigo.

Continuar a ler

País

Covid-19: Mais 13 mortos, 552 infetados e 192 recuperados no país

Covid-19

em

Foto: DR

Portugal regista hoje mais 13 mortos e 552 novos casos de infeção por covid-19, em relação a sábado, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 68.577 casos de infeção confirmados e 1.912 mortes.

Há ainda 45.596 recuperados, mais 192 do que ontem.

Continuar a ler

Populares