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António Costa: “O Brasil precisa de solidariedade e não de sanções”

Sobre os incêndios na Amazónia

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Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, manifestou esta sexta-feira solidariedade para com o povo brasileiro pela “situação dramática” que está a enfrentar com os incêndios na Amazónia, frisando que o Brasil precisa de apoio e não de sanções da Europa.


“Quero expressar a nossa total solidariedade para com o povo brasileiro pela situação dramática que se está a viver e acho que devemos disponibilizar todo o apoio que o Brasil acha que necessita para enfrentar esta situação que, obviamente, nos tem de preocupar a todos”, disse António Costa, à margem da visita à Fatacil, em Lagoa, no Algarve.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.

O primeiro-ministro português defendeu que não se deve confundir a situação atual do Brasil com o acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

“Não devemos confundir o drama que está a ser vivido neste momento na Amazónia com aquilo que é um acordo comercial, muito importante, e que levou mais de 20 anos a ser negociado”, sublinhou António Costa.

O chefe do Governo considerou o acordo com o Mercosul “muito importante para a economia portuguesa e não deve ser utilizado pelos países que sempre se opuseram à sua assinatura”.

“A existência de uma grande parceria entre a Europa e o Mercosul é da maior importância para a Europa, para o conjunto da América Latina e da economia mundial”, prosseguiu António Costa.

O primeiro-ministro afirmou que o Brasil precisa “é de solidariedade, não precisa de sanções”, embora “tenha de ter a compreensão de que a Amazónia, sendo um património seu, é um património comum a toda a humanidade”.

“O que precisamos é que haja intervenção para ajudar a salvar a Amazónia, não é aumentar o número de problemas que já existem nas relações entre a Europa e o Brasil”, defendeu.

Para o chefe do executivo, sendo a Amazónia um dos maiores pulmões do mundo, “o que lá acontece é algo que diz respeito a todos os cidadãos em todo o mundo, é um problema global”.

“A Amazónia é um pulmão global, fundamental para o equilíbrio do ecossistema à escala global, a sua proteção é essencial e o acordo político assinado com o Mercosul prevê, precisamente, uma cláusula de proteção ambiental da maior importância e esses são os padrões pelos quais nos temos de debater”, referiu.

O primeiro-ministro acrescentou que a pretexto da situação que se vive atualmente no Brasil “não se devem criar pretextos para retardar o acordo com o Mercosul ou encontrar aqui um novo tema de confrontação, porque não seria o caminho correto, nem útil para resolver o problema”.

O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul), integrado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, foi fechado em 28 de junho.

O pacto abrange um universo de 740 milhões de consumidores, que representam um quarto da riqueza mundial.

Hoje, o Presidente de França, Emmanuel Macron, acusou o seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, de mentir em matéria de compromissos ambientais e anunciou que, nestas condições, a França vai votar contra o acordo de comércio livre da UE com o Mercosul.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 22 de setembro: 16, 25, 28, 39 e 40 (números) e 1 e 6 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 67 milhões de euros.

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Covid-19: Situação de docentes de risco no superior será tratada caso a caso

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

A situação dos docentes das universidades e politécnicos que integrem grupos de risco será avaliada caso a caso, afirmaram hoje os representantes das instituições, admitindo que nem todos possam ficar em teletrabalho.

Ao contrário dos professores de risco para a covid-19 do ensino básico e secundário, a porta do teletrabalho não está fechada aos docentes do superior, mas as instituições não têm uma resposta pré-definida para todos.

Em declarações à Lusa, os representantes dos reitores das universidades e dos presidentes dos politécnicos explicaram que a situação será avaliada “caso a caso”.

“Aquilo que as instituições estão a fazer é, caso a caso, encontrar soluções que possam ser exequíveis”, disse o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Pedro Dominguinhos.

Nas universidades, a abordagem é a mesma e segundo o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), enquanto os trabalhadores administrativos vão poder trabalhar a partir de casa, como fizeram durante o confinamento no final do último ano letivo, essa opção estará também disponível a alguns docentes.

“Se dão aulas teóricas, podem dá-las à distância. Se dão aulas práticas, aí a situação poderá ser diferente, mas irão organizar-se no sentido de encontrar soluções”, explicou António Fontaínhas Fernandes.

Pedro Dominguinhos considera, no entanto, que chegar a essas soluções poderá ser mais complexo, pela forma como os politécnicos se estão a organizar para o próximo ano letivo.

No próximo ano, muitas das instituições de ensino superior vai optar por regimes de ensino misto rotativo, em que, por exemplo, numa semana metade da turma tem aulas presencialmente e a outra metade está a acompanhar à distância, e na semana seguinte trocam os turnos.

No caso dos politécnicos, o presidente do CCISP já tinha dito à Lusa que está a ser feito um investimento significativo na dotação tecnológica das salas de aula, com a instalação de equipamentos que permitam a transmissão em direto das aulas para os estudantes que estão em casa.

“A mobilidade está do lado dos estudantes, que numa semana estão nas salas e na outra estão em casa”, referiu Pedro Dominguinhos, para explicar que mesmo num regime de ensino misto, a ideia é que os professores deem sempre a aula a partir das instituições.

“Estamos a fazer um esforço muito grande de customização, mas há um limite que nós não podemos ultrapassar”, acrescentou, reforçando que nalguns casos será “muito difícil” implementar o teletrabalho.

No ensino superior, a maioria das instituições inicia o novo ano letivo a partir da próxima semana, depois de serem conhecidos os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso, que serão divulgados em 28 de setembro.

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Putin oferece futura vacina russa contra covid-19 para funcionários da ONU

Covid-19

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O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, antecipou hoje, perante as Nações Unidas, o rápido desenvolvimento no seu país de uma vacina contra o novo coronavírus, oferecendo-a gratuitamente à ONU, para que proteja os seus funcionários.

Na sua mensagem de vídeo no primeiro dia do debate geral da Assembleia Geral da ONU, Putin disse que o seu Governo está pronto para oferecer às Nações Unidas toda a assistência necessária, incluindo vacinas gratuitas para todo o pessoal que a deseje.

O Presidente russo disse ainda que o seu país está disponível para abastecer outras nações com a futura vacina, que se chamará Sputnik V, que, como frisou, tem mostrado ser “segura” e “eficaz”.

“Estamos prontos a partilhar a nossa experiência e a continuar a interagir com todos os estados e estruturas internacionais, nomeadamente para fornecer a outros países a vacina russa que tem comprovador ser segura, fiável e eficaz”, disse o líder russo.

Vários altos funcionários russos anunciaram que já foram vacinados com o Sputnik V, como o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, ou o presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, assim como uma das filhas do Presidente russo.

Putin insistiu que os cidadãos de todo o mundo devem ter acesso gratuito a uma vacina contra a covid-19 e também destacou a disposição do Kremlin para trabalhar com outros governos para compartilhar métodos de diagnóstico e tratamento da doença.

Ao contrário do que têm feito os Estados Unidos, Putin defendeu que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve ter um papel central na coordenação da resposta e disse que a Rússia está a trabalhar para fortalecer a capacidade desta organização.

Por outro lado, Putin alertou para os efeitos económicos de longo prazo que a crise atual terá e defendeu a necessidade de toda a comunidade internacional trabalhar em conjunto para impulsionar o crescimento.

Nesse contexto, o líder russo destacou a importância de eliminar barreiras, restrições e, sobretudo, “sanções ilegítimas” no comércio internacional.

Na esfera geopolítica e militar, Putin garantiu que quer cooperar com os Estados Unidos para estender o tratado de redução de armas estratégicas e espera que haja “moderação” na hora de implantar novos sistemas de mísseis, repetindo o seu interesse em conseguir um tratado que proíba armas no espaço sideral.

Na sessão da Assembleia Geral que marca o 75º aniversário das Nações Unidas, Putin defendeu o trabalho da organização e, embora reconhecesse que é necessário adaptá-la à realidade do século 21, deixou claro que seu país se opõe a grandes mudanças no Conselho de Segurança, onde é uma dos cinco membros permanentes e tem poder de veto.

Putin disse que, para que o Conselho continue a ser o “pilar da governança global”, é essencial que esses cinco países, potências nucleares e vencedores da Segunda Guerra Mundial, mantenham o privilégio do veto.

A semana de alto nível na Assembleia Geral da ONU começou hoje, num formato sem precedentes nos 75 anos da organização, em que os discursos de chefes de Estado e de Governo será feita por vídeos previamente gravados, devido à pandemia.

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