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Costa garante que SNS tem capacidade de resposta para eventual “grande expansão” do Covid-19

Serviço Nacional de Saúde

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Foto: politico.eu / DR

O primeiro-ministro garantiu, esta terça-feira, que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem “capacidade de resposta” através da reorganização dos seus serviços para uma eventual “grande expansão” do surto provocado pelo novo coronavírus.

“Temos no conjunto do país 2.000 camas referenciadas como podendo estar reservadas a pessoas que sejam portadoras do coronavírus. Dessas 2.000, temos 300 para cuidados intensivos. O próprio Serviço Nacional de Saúde, na sua esfera hospitalar tem capacidade de expansão através da reorganização dos seus serviços”, disse António Costa, que visitou ao Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto.

Depois de uma visita de cerca de uma hora e meia, o chefe do Governo disse aos jornalistas que “no caso de haver uma grande expansão (do vírus)” haverá uma fase em que “muitos dos doentes que hoje estão internados – numa fase em que estamos em contenção da epidemia – podem perfeitamente estar em isolamento na sua própria casa”.

“Isto visto que na generalidade dos casos a sintomatologia é muito semelhante à sintomatologia das gripes”, disse António Costa, que também aproveitou para reforçar quais os cuidados que as pessoas devem ter nesta fase.

O primeiro-ministro explicou ainda que o sistema terá de ter “a flexibilidade necessária para no limite só estar no hospital quem necessariamente e estritamente necessita de estar no hospital, o que será uma percentagem menor dos casos que possam vir a registar-se”.

Na segunda-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou os dois primeiros casos de infeção em Portugal, um homem de 60 anos e outro de 33, internados em hospitais do Porto.

O novo coronavírus, que causa a doença denominada Covid-19, pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.100 mortos e infetou mais de 90.300 pessoas em cerca de 70 países e territórios.

Das pessoas infetadas, cerca de 48 mil recuperaram, segundo autoridades de saúde de vários países.

Além de 2.943 mortos na China, onde o surto foi detetado em dezembro, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América, San Marino e Filipinas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco “muito elevado”.

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