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Legislativas 2022

Costa defende que Portugal deve captar mais recursos europeus para reforçar investimento em ciência

Política

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Foto: Twitter / António Costa

O secretário-geral do PS defendeu hoje que Portugal deve procurar captar mais recursos europeus para reforçar o investimento em ciência, salientando que se trata de um “objetivo realista” porque já existem os recursos humanos necessários.

Numa ação de campanha intitulada “Encontro com ciência”, que decorreu hoje no Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, António Costa foi interpelado por um investigador universitário segundo o qual, apesar de ter havido um crescimento no investimento na ciência, existe hoje uma “situação um bocado paradoxal” porque há “menos investimento por investigador do que há 20 anos”.

Na resposta, o líder socialista realçou que “a boa parte do problema” é que houve um aumento muito significativo do número de investigadores e referiu que, no ano passado, Portugal atingiu “um valor médio equivalente ao da Alemanha no número de investigadores por 10 mil habitantes”.

“De facto, o crescimento do investimento não acompanhou este crescimento dos recursos humanos”, reconheceu.

Nesse sentido, o também primeiro-ministro sublinhou que, tanto o objetivo fixado em 2018 de ter 3% do PIB alocado à investigação e ao desenvolvimento, como a resolução aprovada em dezembro de 2021 em Conselho de Ministros que estabelece um roteiro para avaliar a evolução rumo a esse objetivo, são “muito importantes” para se conseguir “reforçar significativamente essa capacidade de investimento”.

Costa sublinhou que o crescimento no investimento em ciência tem vindo sobretudo das empresas e “do setor privado”, algo que considerou “muito positivo” e “muito relevante porque esse crescimento do investimento através das empresas é aquele que mais assegura que vai haver cada vez maior absorção” e “maior envolvimento da economia no investimento em ciência”.

“Nós já temos neste momento 4.300 empresas a investir em investigação e desenvolvimento. Só de 2019 para 2020, tivemos um aumento de 14% do número de empresas que estão a fazer esse crescimento desse investimento, e esse investimento, que ao longo destes seis anos cresceu em empresas 78%, dá-nos bastante confiança de que é possível conseguirmos efetivamente reforçar esse investimento”, frisou.

No entanto, além do investimento privado e dos programas nacionais para fortalecer o investimento em ciência, António Costa sublinhou que há “outro objetivo” que o país tem de ter: ser capaz “de ir buscar recursos aos programas de financiamento centralizado da Comissão Europeia”.

No que se refere a este aspeto, o secretário-geral do PS frisou que “o que aconteceu nos últimos sete anos é exemplar”, tendo-se registado, pela primeira vez, “um balanço positivo entre a contribuição nacional” para o programa europeu de financiamento à investigação e inovação Horizonte Europa, e o que se conseguiu captar desse mesmo programa.

“Acho que o objetivo que temos que ter para os próximos sete anos é alargar ainda mais, sendo que é um objetivo realista, porque o recurso fundamental que faltava é aquele que já alcançámos, que é precisamente os recursos humanos”, frisou.

O líder do PS sustentou que “o dinheiro, de uma forma ou de outra, é possível encontrar-se”, enquanto os recursos “humanos levam uma geração a serem formados”.

“E como não temos uma geração para formar esses recursos humanos, é muito bom que já tenhamos resolvido essa parte da equação, falta-nos a outra parte da equação. Mas é precisamente essa base de recursos humanos que nos permite a todos ter confiança que é possível alcançar estes objetivos”, disse.

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