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Costa apela a distanciamento social e higiene porque “vírus não anda por si”

Covid-19

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António Costa. Foto: Twitter

O primeiro-ministro destacou hoje que “o vírus [da covid-19] não anda por si, anda em cada um de nós”, sendo necessário “manter a distância uns dos outros” para “não fazer andar o vírus nem ser dele recetor”.


António Costa falava, sem máscara, para o microfone onde tinha falado a ministra da Saúde e onde a seguir falaria o Presidente da República (PR), no púlpito colocado numa sala bem composta de convidados, na entrada do hospital de campanha de Ovar, distrito de Aveiro, após um `briefing´ com as várias autoridades envolvidas na cerca sanitária imposta no concelho quando se iniciou a transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Sempre que acharmos que a máscara incomoda, porque embacia os óculos ou faz calor, temos de nos inspirar no exemplo dos profissionais que aqui estiveram no gabinete de crise”, afirmou o primeiro-ministro, que antes visitou com o Presidente da República uma fábrica do concelho, percorrendo depois a pé os cerca de 500 metros entre os dois espaços.

A comitiva com dezenas de pessoas de máscara, apenas se cruzou com um um casal já à chegada do hospital de campanha, porque a rua foi cortada ao trânsito automóvel e nenhum peão circulava nos passeios.

Nessa chegada, entre convidados e alguns populares que aguardavam Marcelo Rebelo de Sousa, por momentos deixou de se respeitar a distância de segurança recomendada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

No discurso, o primeiro ministro elogiou os “vareiros” de Ovar e o hospital de campanha criado para dar resposta aos casos de contágio do primeiro concelho onde foi preciso criar uma cerca sanitária e onde esta durou mais tempo.

Costa destacou a “generosidade” com que a população de Ovar encarou a cerca sanitária imposta no concelho para evitar o contágio quando se iniciou a transmissão comunitária.

“Quero agradecer ao presidente da câmara de Ovar o espírito dedicado e de colaboração que sempre manteve com governo”, afirmou.

Segundo António Costa, “há decisões que não podem ser adiadas”.

“Creio que, em todos os momentos, acertamos na decisão que tínhamos de tomar a cada momento”, frisou.

O primeiro ministro afirmou que “só os médicos podem curar o doente, só os enfermeiros podem apoiar e assistir o doente, só um presidente de junta tem conhecimento da sua terra e só presidente de Câmara tem legitimidade política para sentar todas estas entidades à mesa e conseguir concertar e mobilizar todos para um esforço conjunto”.

“Talvez por isso este hospital está num recinto desportivo onde se pratica jogo de equipa. Esta foi uma equipa campeã”, afirmou

Infelizmente, avisou, “esta não é a última época”.

“Ninguém sabe como é que vírus reage ao clima, ao tempo, como nós reagimos ao vírus ou como a ciência vai ser capaz de desenvolver ou tratamento eficaz ou vacina. Até esse tempo, vamos ter de conviver com vírus”, alertou.

Costa diz que “nada voltará a ser como dantes porque hoje já sabemos muito mais” do que antes da chegada do primeiro caso a Portugal, a 02 de março.

“Há poucos meses, se não tivéssemos dado um aperto de mão seriamos mal educados. Hoje, se tivéssemos dado, eramos mal educados”, vincou.

Lidar com o vírus, afirmou, é “algo que depende exclusivamente de todos”, porque “o vírus não anda por si, anda em cada um de nós.

“Se mantivermos a distância necessária uns dos outros, se praticarmos as normas de higiene, nem fazemos andar o vírus nem somos recetores do vírus”, frisou.

Já a ministra da Saúde, Marta Temido, notou que os serviços de saúde têm “de ser agora muito capazes de aprender o que vale a pena ser aprendido com as dificuldades” provocadas pelo novo coronavírus.

“Nada vai ser como era, disseram-me hoje muitas vezes [em visitas feitas a centros de saúde do concelho]. Mas eles já sabem fazer diferente. Hoje, pela primeira vez, entrei num centro de saúde por uma janela porque os circuitos tiveram de ser alterados para criar espaços seguros relativamente à covid-19”, descreveu.

De acordo com a ministra, “as pessoas aprenderam e estão preparadas para o que vem a seguir”, o que é “importante para recuperar um conjunto de atos que ficaram por fazer”.

A ministra garante que, no Serviço Nacional de Saúde, “há muitos serviços preparados para continuar a atender em segurança”.

“Os serviços de saúde estão a ser capazes de dar o passo a seguir e de atender em segurança”, garantiu.

Portugal contabiliza 1.289 mortos associados à covid-19 em 30.200 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor na segunda-feira, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

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País

Costa manifesta-se “perplexo” com Rio e ataca modelo de baixos salários

Plano 2020/2030

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António Costa. Foto: Twitter / António Costa / Arquivo

O primeiro-ministro afirmou-se hoje “perplexo” com as advertências do presidente do PSD sobre um novo aumento do salário mínimo, considerando que não apresentou ideias para debate e repetiu a linha do seu antecessor, Pedro Passos Coelho.

Hoje, na Assembleia da República, na abertura do debate temático sobre o Plano de Recuperação e Resiliência, Rui Rio questionou António Costa se pretende “fomentar o desemprego” com a promessa de um “aumento significativo” do salário mínimo, comparando essa atitude à do executivo socialista liderado por José Sócrates em 2009.

Na resposta, o primeiro-ministro manifestou a sua “enorme perplexidade” por o líder social-democrata ter falado num debate sobre uma questão estratégica “sem uma única ideia e sem uma única proposta para o futuro”.

“A única ideia que [Rui Rio] revelou ficou implícita na sua preocupação sobre o salário mínimo nacional. Até me pareceu ouvir o seu antecessor [Pedro Passos Coelho] falar aqui, em 2016, quando defendeu que o aumento do salário mínimo ia destruir a criação de emprego, ia destruir as empresas e a economia. Mas demonstrámos ao seu antecessor – e o senhor estará cá também para ver – é que o reforço do rendimento das famílias é uma condição essencial para revitalizar a economia”, contrapôs António Costa.

Rio pergunta se Governo quer “fomentar desemprego” com aumento do salário mínimo

Ainda na resposta ao presidente do PSD, o primeiro-ministro defendeu que as empresas do futuro não são as empresas dos baixos salários”.

“São as empresas que beneficiam do investimento na inovação, que reforçam o seu capital, que se modernizam e aumentam a sua presença no mercado externo. Quem conta os sentimos do salário mínimo nacional são mesmo aqueles que recebem o salário mínimo. E para esses temos de responder prosseguindo com a trajetória de aumento do salário mínimo”, frisou o líder do executivo.

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DGS e Santuário estão a fazer avaliações técnicas para cerimónias de outubro

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a analisar o plano de contingência apresentado pelo Santuário de Fátima para a peregrinação de 13 de outubro e os trabalhos já se encontram na fase de preparação técnica.

Segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, já foram realizadas duas reuniões entre a DGS e elementos do Santuário sobre a preparação para as cerimónias religiosas de 13 de outubro e no final será dado o parecer da entidade de saúde ao plano de contingência apresentado para a receção aos peregrinos.

“Na primeira reunião [segunda-feira] o santuário apresentou o seu plano de contingência e a segunda reunião já foi de caráter mais operacional com os elementos do pontos focais do santuário”, afirmou Graça Freitas na conferência de imprensa sobre a situação da pandemia de covid-19.

Uma vez analisado o plano e vistas as plantas do local, adiantou Graça Freitas, teve início a apreciação do documento para ver se está conforme com as indicações da DGS com vista à elaboração de um parecer final para a realização das cerimónias.

“Os trabalhos estão em curso e no final vai haver, como tem acontecido em outros eventos, um acerto baseado na confiança entre os planos do Santuário e os nossos pareceres”, reiterou.

Na última semana, Graça Freitas já tinha dito que não era “expectável” que o santuário de Fátima tenha 55 mil pessoas nas cerimónias de outubro.

Entretanto, a delegada de Saúde Pública do Médio Tejo defendeu que as cerimónias religiosas do 13 de outubro no Santuário de Fátima decorram “sem a presença de peregrinos”, a exemplo do que sucedeu em 13 de maio.

No dia 13 de setembro o acesso ao Santuário de Fátima foi bloqueado quando o local atingiu a lotação máxima permitida no contexto da pandemia da covid-19.

As celebrações com a presença de peregrinos desde o início da pandemia foram retomadas no Santuário de Fátima em 30 de maio e a primeira peregrinação internacional com fiéis realizou-se em 12 e 13 de junho.

Portugal contabiliza hoje mais três mortos relacionados com a covid-19 e 802 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

As três mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde também se verifica o maior número de infeções e o maior aumento diário

Desde o início da pandemia Portugal já registou 1.928 mortes e 70.465 casos de infeção.

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TAP: “Continuamos convictos” que companhia “é crítica para desenvolvimento do país”

Segundo o ministro das Infraestruturas e da Habitação

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Foto: O MINHO / Arquivo

O ministro das Infraestruturas e da Habitação afirmou hoje continuar convicto de que a TAP “é crítica para o desenvolvimento do país” e reiterou que o plano de reestruturação da companhia será apresentado a Bruxelas até final do ano.

Pedro Nuno Santos falava à Lusa e RTP na sede da Dense Air, em Lisboa, após a primeira videochamada de 5G da empresa.

Questionados sobre a TAP, o governante disse que “o plano de reestruturação tem de ser apresentado a Bruxelas até ao final do ano, e assim será”.

O setor da aviação, disse, tem “um desafio muito grande”, lembrando que “as previsões de recuperação do setor global têm sido revistas sistematicamente em baixa”.

Portanto, “é um desafio muito grande aquele que temos pela frente, mas continuamos convictos de que a TAP é crítica para o desenvolvimento do país”, rematou Pedro Nuno Santos.

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