Seguir o O MINHO

País

Costa alerta que “ou a União Europeia faz o que tem a fazer ou acabará”

Covid-19

em

Foto: Twitter

O primeiro-ministro advertiu, esta sexta-feira, que a União Europeia corre o risco de acabar se não enfrentar corretamente os efeitos económicos e sociais da pandemia da covid-19, sublinhando que “a prioridade das prioridades é salvar vidas”.

“A União Europeia ou faz o que tem de fazer ou a União Europeia acabará. Acho que só as pessoas que não têm a menor sensibilidade ou a menor compreensão do que é esta realidade dramática que estamos neste momento a enfrentar – perante dramas como o da Itália ou da Espanha, e em todos os países e na Holanda também – é que é possível dizerem que é preciso ir saber porque é que a Itália e a Espanha não têm condições orçamentais para enfrentar estas situações”, frisou António Costa.

O chefe do executivo português reiterou assim as críticas que já tinha dirigido na quinta-feira, no final do Conselho Europeu, ao ministro das Finanças holandês por ter defendido que a Comissão Europeia devia investigar porque não tem a Itália ou a Espanha margem orçamental para lidar com os efeitos da crise do novo coronavírus.

“A última coisa que qualquer político responsável pode fazer neste cenário é não compreender que a prioridade das prioridades é salvar vidas e combater este vírus, é criar condições para tão rapidamente quanto possível as empresas poderem funcionar, os empregos voltarem a ser seguros, as famílias poderem voltar a ter rendimentos. Só assim é que as finanças públicas são sustentáveis”, acentuou.

António Costa, que falava aos jornalistas à margem de uma visita ao CEiiA – Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel em Matosinhos, no distrito do Porto, reafirmou que considera “repugnante determinados raciocínios”, referindo-se ao facto de Wopke Hoekstra ter afirmado numa videoconferência com homólogos dos 27 países da União Europeia (UE) que a Comissão Europeia devia investigar países como Espanha, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos.

O primeiro-ministro defendeu que “não há país da UE que esteja preparado à partida para enfrentar situações com esta dimensão”, desafiando: “É preciso não ter a noção do que é viver num mercado interno como aquele em que nós vivemos para alguém poder ter a ilusão de que consegue resolver o problema da pandemia na Holanda se a pandemia se continuar a generalizar na Itália ou em Espanha ou em qualquer outro sítio. Vivemos num mercado de fronteiras abertas”, lembrou.

António Costa disse que “não há finanças públicas saudáveis com economias mortas, pessoas no desemprego e colapsos no sistema de saúde”, referindo que “isso são ficções dos manuais neoliberais, mas que não existem” e apontou que “um ministro das Finanças, seja de que país for, tem de compreender muito bem as prioridades”.

“E quem quer estar numa UE a 27 tem de perceber que estar numa união não é viver em isolamento, por si só, é partilhar com os outros as dificuldades e as vantagens. Um ministro das Finanças que mais beneficia com a existência de um mercado interno e com a existência da zona euro, devia ser dos primeiros a perceber que num espírito de união estamos cá para nos apoiar uns aos outros”.

Visivelmente desagradado com o tema, António Costa, que esteve em Matosinhos acompanhado do ministro da Economia, bem como com o do Ensino Superior, recordou que Portugal “mesmo quando estava numa grave crise económica” foi, disse, “dos primeiros a acolher migrantes e refugiados” porque tinha “parceiros na Europa que viviam uma grave crise migratória”.

“E esta é, modéstia à parte, a boa forma de estar na UE”, sublinhou.

Para Costa, “a boa forma de estar na UE não é repetir o comportamento de 2008 e 2009” porque, frisou, além das “trágicas consequências económicas” a “agravante agora” é que além de “salvar a economia e o emprego” em causa está “salvar vidas humanas”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, registaram-se 76 mortes, mais 16 do que na véspera (+26,7%), e 4.268 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 724 novos casos em relação a quinta-feira (+20,4%).

Dos infetados, 354 estão internados, 71 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

País

Covid-19: Novo recorde de mortos (221) e mais 13.544 infetados

Boletim diário da DGS

Foto: Ilustrativa / DR

Portugal regista hoje mais 221 mortos e 13.544 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quarta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). É o maior número de mortes diárias, que bate o recorde que tinha sido atingido ontem (219).

É o quarto dia consecutivo em que são atingidos novos máximos de mortes.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 595.149 casos de infeção confirmados e 9.686 mortes.

Há ainda mais 5.873 recuperados.

4.510 dos novos casos são no Norte do país.

O boletim indica ainda o número acumulado de 434.237 casos recuperados.

Continuar a ler

País

Detidas 462 pessoas desde março por violação das regras

Covid-19

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

Cinco pessoas foram detidas pelas autoridades nas últimas 24 horas, o que perfaz um total de 462 detidos desde março do ano passado por violação das medidas de combate à pandemia de covid-19, revelou a PSP.

Do total de detidos desde março do ano passado, 126 foram por desobediência ao confinamento no domicílio prescrito pela autoridade de saúde.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública (PSP) refere ainda que, nas últimas 24 horas, encerrou 22 estabelecimentos pelo não cumprimento das medidas de combate à pandemia.

Na nota, a PSP explica que, das cinco detenções nas últimas 24 horas, uma foi por violação do confinamento obrigatório decretado pela autoridade de saúde, duas por recusa em encerrar estabelecimento e duas por desobediência e violação do dever geral de confinamento.

Além de encerrar 22 estabelecimentos que não cumpriam as regras, a PSP elaborou 128 autos, dos quais 46 por consumo de bebidas alcoólicas na via pública e 16 devido à não utilização de máscara na via pública.

O balanço da PSP indica que, desde março de 2020, foram registados cerca de 4.500 autos de notícia por contraordenação, 1.660 dos quais por consumo de bebidas alcoólicas na via pública e 173 por não uso da máscara na via pública.

Em resultado desses autos foram já aplicados mais de 10.000 euros em coimas.

Em comunicado, a PSP apela a todos os cidadãos para cumprirem as regras de prevenção da propagação da infeção por covid-19 difundidas pela Direção-Geral da Saúde, “bem como as ordens legais e legítimas dos polícias, emitidas no âmbito das diversas ocorrências policiais para as quais a PSP é chamada a resolver”.

“Agradecemos ainda a toda a população que se tem mantido atenta neste contexto e que, quando confrontada com incumprimentos flagrantes e continuados, que colocam objetivamente em risco a saúde de toda a comunidade, têm feito chegar à PSP os relatos e informação que têm também permitido a correspondente e atempada atuação”, acrescenta.

Na nota, a PSP lembra que essa informação poderá ser comunicada diretamente às esquadras e que as denúncias ou suspeitas de violência doméstica podem ser comunicadas para o endereço [email protected] e os casos de abandono ou isolamento de idosos ou pessoa especialmente fragilizada para [email protected]

Continuar a ler

País

Igreja suspende missas a partir de sábado

Covid-19

Foto: Ilustrativa / DR

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu hoje, “tendo consciência da extrema gravidade da situação pandémica que estamos a viver no nosso País”, suspender a “celebração ‘pública’ da Eucaristia a partir de 23 de janeiro de 2021”.

Além disso, está também determinada “a suspensão de catequeses e outras atividades pastorais que impliquem contacto, até novas orientações. “As Dioceses das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira darão orientações próprias”, é explicado.

Continuar a ler

Populares