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Costa afirma que projetos do PRR estão a avançar e confiante numa vitória sobre os céticos

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Foto: Twitter / António Costa

O primeiro-ministro considerou hoje que Portugal está a avançar na execução dos programas mais complexos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e evocou “a derrota” dos céticos sobre o futuro do Parque das Nações pós-Expo98

Esta posição foi transmitida por António Costa na parte final de um longo discurso que proferiu na sessão de apresentação da segunda fase do concurso do programa Agendas Mobilizadoras no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações.

Na parte mais política do seu discurso, o primeiro-ministro defendeu a tese de que o “otimismo não é uma questão de fé”, contrapondo que “o otimismo assenta no conhecimento do enorme potencial que os sistemas empresarial e científico apresentam efetivamente” em Portugal.

“É preciso vencer o ceticismo e concretizar a motivação positiva de que é de facto possível fazer e vamos conseguir fazer”, disse, numa lógica de intervenção que antes também fora seguida pelo ministro António Costa Silva sobre o futuro da economia portuguesa.

Nesta sua intervenção, António Costa recusou a ideia de que existam atrasos ou constrangimentos em relação à concretização do PRR, lembrando para o efeito que ainda no ano passado, ali, no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, estava a fechar o acordo do PRR português com a Comissão Europeia.

“Nas Agendas Mobilizadoras, o programa mais complexo, difícil e mais exigente de todo o PRR, estamos em condições de começar a negociar e — espero — assinar já no próximo mês os contratos de financiamento dos 51 consórcios aprovados”, assinalou o primeiro-ministro.

A seguir, António Costa criticou as correntes céticas existentes em Portugal sempre que o país tem projetos e desafios, referindo-se então à experiência política que em próprio teve no primeiro Governo de António Guterres, quando, na qualidade de ministro dos Assuntos Parlamentares, tutelou a Expo-98.

“Diziam que a Expo-98 não ia estar pronta a tempo, mas ficou pronta a tempo; diziam que as pessoas não iriam vir à Expo, mas as pessoas vieram; e interrogavam-se se, no pós Expo, não iria ficar tudo abandonado, tudo vazio e nada ia acontecer. Mas a verdade é que a Expo-98 terminou em setembro de 1998 e em 05 de outubro desse ano reabriu o Parque das Nações”, apontou.

Hoje, segundo António Costa, o Parque das Nações tem cerca de 30 mil habitantes, “milhares de empresas ali sediadas e conserva alguns dos equipamentos mais importantes de Lisboa, como o Teatro Camões, o Pavilhão do Conhecimento ou o Pavilhão Atlântico”.

“É um dos casos de maior sucesso de regeneração urbana, depois de ter sido uma velha zona industrial, com uma refinaria de petróleo, um depósito de ferro-velho e de equipamento militar inutilizado após o fim das guerras coloniais. Era uma imensa lixeira a céu aberto e hoje temos aqui um dos mais belos espaços da cidade do país, da Europa e do mundo”, sustentou.

A terminar, António Costa deixou uma mensagem política para aqueles que dividam atualmente do PRR: “Aqueles que há 25 anos tinham dúvidas que a Expo estivesse aberta a tempo, não percam tempo a ter dúvidas que estes projetos e estes produtos vão estar prontos para ir paria o mercado a tempo e horas”.

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