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Costa afirma que crescimento corresponde a previsões do Governo e salienta ganhos de quotas de mercado

Economia

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Foto: PS

O primeiro-ministro afirmou, esta sexta-feira, que os mais recentes dados do crescimento correspondem às previsões do Governo, continuando Portugal a convergir com a União Europeia, com as exportações a aumentar e as empresas a ganharem quotas de mercado.

António Costa fez esta análise sobre a evolução da economia portuguesa em Estocolmo, onde participa numa conferencia da Aliança Progressista, depois de confrontado pelos jornalistas com os resultados da estimativa rápida do INE (Instituto Nacional de Estatística), divulgada na quinta-feira.

O INE aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% no terceiro trimestre face aos três meses anteriores, metade do valor registado no segundo trimestre, mantendo o ritmo de crescimento, de 1,9%, na comparação com o mesmo período de 2018.

“Esses dados indicam que vamos cumprir o objetivo previsto [em 2019], razão pela qual não estamos surpreendidos com esta dinâmica do crescimento. Significa que Portugal continua a convergir com a União Europeia e com a zona euro”, sustentou o primeiro-ministro.

De acordo com António Costa, quer em cadeia, quer em comparação com períodos homólogos, o país “cresceu acima da média europeia – esse é o facto mais relevante. Obviamente que uma economia aberta tem ciclos, mas o objetivo de Portugal é continuar a convergir”, justificou o líder do executivo.

Ainda segundo a estimativa do INE, “comparativamente com o segundo trimestre de 2019, o PIB aumentou 0,3% em termos reais (variação em cadeia de 0,6% no trimestre anterior), refletindo o contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, superior ao registado no segundo trimestre, e o contributo negativo mais intenso da procura externa líquida”.

Já em termos homólogos, o INE indica que “a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB semelhante ao observado no segundo trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado, enquanto o investimento registou um crescimento menos intenso”.

Em relação a estes dados, que levantam dúvidas sobre o perfil do crescimento da economia portuguesa, António Costa indicou que “as exportações continuam a crescer, embora o ritmo de crescimento não seja tão elevado”, já que esta trajetória de subida se iniciou “há mais de uma década”.

“Portanto, o diferencial de crescimento é cada vez menor”, alegou, antes de desdramatizar eventuais consequências de um abrandamento da economia europeia no seu conjunto e de manifestar confiança na capacidade de adaptação do tecido exportador nacional.

“Portugal já atravessou períodos em que houve uma crise profunda em Angola, com as nossas exportações a enfrentarem dificuldades, mas os nossos empresários reorientaram as suas exportações. Neste momento em que há uma desaceleração da economia europeia, é natural que as nossas exportações possam não crescer ao mesmo ritmo”, admitiu.

No entanto, para o primeiro-ministro, a desaceleração da economia europeia “pode ser conjuntural e as empresas nacionais têm encontrado outros mercados”.

“Mais importante: O crescimento das exportações continua e o ganho de quotas de mercado continua, o que significa que há uma conquista de novas posições que Portugal não detinham anteriormente”, sustentou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro referiu que Portugal, desde 2017, está a crescer acima da média europeia, o que não acontecia desde a adesão do país ao euro.

“Todas as previsões indicam também que, quer em 2020, quer em 2021, Portugal continuará a crescer acima da média europeia. A ambição que temos de ter é continuar a crescer pelo menos uma década acima da média da União Europeia, tendo em vista uma aproximação sustentável face aos Estados-membros mais desenvolvidos”, acrescentou.

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País

Avaliação bancária sobe nove euros em dezembro e bate novo recorde

Dados do Instituto Nacional de Estatística

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Foto: DR

A avaliação bancária das casas bateu um novo recorde ao subir para 1.321 euros por metro quadrado em dezembro, mais nove euros do que em novembro, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados, esta terça-feira.

Esta avaliação, que subiu nove euros face ao mês anterior, significa um aumento de quase 100 euros face a dezembro de 2018, quando estava nos 1.220 euros por metro quadrado (m2).

Em dezembro, quando o valor médio de avaliação bancária de pedidos de crédito para compra de habitação se fixou em 1.321 euros/m2, a região com maior subida face a novembro foi a Região Autónoma dos Açores (2,3%), enquanto a Madeira registou a única descida (-1,2%).

Nos apartamentos, em dezembro, o valor médio de avaliação bancária foi de 1.408 euros/m2, aumentando 9,7% relativamente ao mês homólogo, sendo o valor mais elevado registado na região do Algarve (1.755 euros/m2) e o mais baixo no Centro (1.112 euros/m2).

Comparando com novembro, o valor para apartamentos subiu 0,4%, tendo a Região Autónoma dos Açores apresentado a maior subida (3,6%) e a Região Autónoma da Madeira a menos acentuada (0,1%).

Mas face a dezembro de 2018, a Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento mais expressivo (13,8%) e a Região Autónoma da Madeira o mais baixo (6,6%).

O valor médio da avaliação para apartamentos T2 subiu 12 euros, para 1.456 euros/m2, os T3 subiram cinco euros, para 1.312 euros/m2. No seu conjunto, estas duas tipologias representaram 83,2% das avaliações de apartamentos realizadas em dezembro.

O valor médio da avaliação bancária das moradias foi de 1.172 euros/m2 em dezembro, o que representa uma subida de 4,7% em relação mesmo mês do ano anterior, tendo sido os valores mais elevados registados no Algarve (1.696 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.644 euros/m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (1.009 euros/m2).

No conjunto do ano, a média de avaliação foi de 1.286 euros/m2, mais 7,9% do que em 2018, tendo o INE observado um crescimento do valor de avaliação em todas as regiões, com as regiões Algarve e Norte a apresentar as variações de maior intensidade (10,9% e 8,7%, respetivamente).

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Detidos no aeroporto de Lisboa dois estrangeiros que traficavam cocaína

Suspeitos traficavam uma “elevada quantidade” dissimulada nas suas bagagens

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Foto: Twitter

Dois cidadãos estrangeiros foram detidos no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por tráfico de droga e ficaram em prisão preventiva, anunciou, esta terça-feira, a Polícia Judiciária (PJ).

Em comunicado, a PJ explica que, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, identificou e deteve nos últimos dias dois cidadãos estrangeiros sobre os quais recaem fortes suspeitas da prática do crime de tráfico de droga.

“As detenções ocorreram no quadro de um inquérito em curso no qual se investigam as atividades de um grupo de indivíduos suspeitos de se dedicarem à introdução de cocaína em território nacional e noutros países europeus através de Portugal”, acrescenta.

Na mesma operação foi apreendida “elevada quantidade” de cocaína que os suspeitos transportaram desde um país da América do Sul para Lisboa, “meticulosamente dissimulada nas respetivas bagagens”.

Segundo a PJ, caso a cocaína chegasse aos circuitos ilícitos de distribuição seria suficiente para a composição de pelo menos 76.500 doses individuais.

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Trabalhadores da Efacec reúnem-se, esta terça-feira, em plenário e rejeitam despedimentos

Empresa debate situação após o anúncio da venda da participação de Isabel dos Santos

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Foto: portal-energia.com / DR

Os trabalhadores da Efacec reúnem-se, esta terça-feira, em plenário nas instalações de Matosinhos e da Maia para debater a situação da empresa após o anúncio da venda da participação de Isabel dos Santos e rejeitar a possibilidade de novos despedimentos.

Fonte do Sindicato das Indústrias Transformadoras e Energia do Norte (Site Norte) disse à agência Lusa que, nos plenários, os trabalhadores serão ainda informados das diligências, entretanto, tomadas pela estrutura sindical, que tem agendada para 18 de fevereiro uma audiência com o secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, Miguel Cabrita, e aguarda resposta ao pedido de reunião com o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

Para quarta-feira está já marcada uma reunião com a administração da Efacec.

Nas instalações da Efacec na Arroteia, em Leça do Balio, Matosinhos, o plenário decorre entre as 14:30 e as 15:30, enquanto nas instalações da empresa na Maia os trabalhadores se reúnem entre as 15:50 e as 16:50.

O Site Norte tem-se mostrado “apreensivo”, primeiro com o arresto das contas e participações em empresas de Isabel dos Santos e, mais recentemente, com o anúncio da venda da participação da empresária angolana na Efacec, rejeitando que tal vossa vir a ser pretexto para novos despedimentos na empresa, na qual a filha do antigo Presidente de Angola José Eduardo dos Santos é a maior acionista, através da Winterfell Industries.

“Esperamos que o grupo Efacec não use este arresto para continuar com a política de retirada de direitos, com a manutenção dos processos disciplinares, despedimentos coletivos e outras pressões que tem utilizado para despedir trabalhadores qualificados”, sustentou o sindicato num esclarecimento enviado há dias à agência Lusa.

Recordando que a Efacec “completa 72 anos de existência este ano” e é “uma empresa de referência e de grande importância para a indústria portuguesa”, o sindicato garante que tudo fará, “sempre em articulação com os trabalhadores, para que a Efacec continue a laborar por muito e longos anos”.

Na passada quarta-feira, a Procuradoria-Geral da República angolana anunciou que Isabel dos Santos tinha sido constituída arguida num processo em que é acusada de má gestão e desvio de fundos da companhia petrolífera estatal Sonangol e que visa também portugueses alegadamente facilitadores dos negócios da filha do ex Presidente José Eduardo dos Santos.

De acordo com a investigação do consórcio, do qual fazem parte o Expresso e a SIC, Isabel dos Santos terá montado um esquema de ocultação que lhe permitiu desviar mais de 100 milhões de dólares (90 milhões de euros) para uma empresa sediada no Dubai e que tinha como única acionista declarada Paula Oliveira.

A investigação revela ainda que, em menos de 24 horas, a conta da Sonangol no EuroBic Lisboa, banco de que Isabel dos Santos é a principal acionista, foi esvaziada e ficou com saldo negativo no dia seguinte à demissão da empresária da petrolífera angolana.

O EuroBic já anunciou que a empresária vai abandonar a estrutura acionista, o mesmo acontecendo na Efacec e já depois de os três membros não executivos do conselho de administração da NOS ligados a Isabel dos Santos terem anunciado a sua saída da operadora de telecomunicações.

Há uma semana, a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) anunciou o corte de relações com as empresas controladas por Isabel dos Santos, enquanto a Sonae disse estar a acompanhar a situação com preocupação, devido à alusão à NOS, controlada pela ZOPT, da qual é acionista, tal como Isabel dos Santos.

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