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Costa afirma que atividade cultural não pode parar mesmo em pandemia

Covid-19

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António Costa: Foto: Twitter

O primeiro-ministro afirmou hoje que a atividade cultural em Portugal “não pode parar”, devendo prosseguir adaptada aos constrangimentos provocados pela pandemia de covid-19, e defendeu a criação de uma rede de municípios ao nível da arte contemporânea.


António Costa falava nos jardins de São Bento, na residência oficial do primeiro-ministro, após ter inaugurado a exposição de obras de arte contemporânea de artistas portugueses da Coleção Figueiredo Ribeiro, durante uma sessão que contou com a presença do presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, e da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ex-autarca neste concelho do distrito de Santarém.

Estas obras, que se encontram a partir de hoje expostas na residência oficial do primeiro-ministro, estarão patentes por um ano no âmbito da iniciativa “Arte em São Bento” – uma seleção de obras de artistas contemporâneos portugueses, pertencentes a uma coleção privada de fora de Lisboa.

Mesmo no final da sua intervenção, o primeiro-ministro aproveitou para anunciar que, no 05 de outubro do próximo ano, esta exposição dará lugar a uma mostra da coleção “AA”, de Ana e António Albertino, tendo como curador Delfim Sardo.

Perante cerca de três dezenas de convidados, António Costa defendeu que a cultura “tem de continuar, não pode parar, apesar das circunstâncias” atuais de pandemia de covid-19.

“Não podemos fazer a inauguração com as portas abertas ao público, tivemos de fazê-la de forma mais contida, com grupos mais pequenos. Mas, como em tudo o resto na vida, não podemos parar, temos de continuar, embora adaptados a esta realidade que temos de enfrentar”, reforçou.

António Costa referiu depois que a iniciativa “Arte em São Bento”, que nasceu em 2017, procura passar a mensagem de que a residência oficial do primeiro-ministro “é uma casa que pertence aos portugueses”.

“Quisemos assinalar assim o Dia da República, o 05 de Outubro, representando o Portugal de hoje. E o Portugal de hoje é o país que, em grande medida, os artistas desenham e expressam na cultura contemporânea do nosso país”, defendeu no final de uma cerimónia em que não respondeu a questões dos jornalistas sobre temas de atualidade nacional.

No seu discurso, o primeiro-ministro falou principalmente sobre os objetivos inerentes à iniciativa “Arte em São Bento”, dizendo que uma das ideias centrais é procurar coleções privadas fora de Lisboa.

“Por um lado, queremos transmitir uma mensagem de apreço pelo esforço que os colecionadores vão fazendo, o seu compromisso com a arte, porque a arte precisa também de quem invista e de quem a valorize. Por outro lado, procuramos fora de Lisboa, porque há muito mais país para além de Lisboa e há muitas coleções cuja existência é desconhecida para muitas pessoas”, justificou.

Neste contexto, o primeiro-ministro elogiou o investimento que tem sido realizado por muitas autarquias “na aposta no trabalho cultural”.

“O Governo tem aliás apelo a que os municípios possam constituir uma verdadeira rede de centros de arte contemporânea. É fundamental estabelecer-se essa rede”, disse.

Este ano, a iniciativa “Arte em São Bento” apresenta uma seleção de obras de 40 artistas provenientes da Coleção Figueiredo Ribeiro, com curadoria de Ana Anacleto e João Silvério, cobrindo um período de 50 anos da produção artística portuguesa contemporânea.

Fernanda Fragateiro, André Cepeda, António Olaio, Nuno Cera, Adriana Molder, Ana Jotta, Bruno Cidra, Carlos Bunga, Diogo Evangelista, Edgar Martins, Fernando Calhau, Francisca Carvalho, João Pedro Vale, João Tabarra, Patrícia Garrido, Jorge Pinheiro, Miguel Palma, Pedro Barateiro, Rui Chafes e Sara Bichão são alguns dos artistas representados nesta exposição.

A Coleção Figueiredo Ribeiro está em depósito no município de Abrantes, estando na base da criação do Quartel da Arte Contemporânea, em 2016, para fruição pública. Esta coleção, que um acervo de 1400 peças, encontra-se desde 2016 em depósito no município de Abrantes, e seu acesso deixou de ser privado para se tornar de fruição pública, no Quartel da Arte Contemporânea.

“O colecionador [Fernando Figueiredo Ribeiro] deu atenção a artistas com menos representação no circuito artístico, e foi interessante pegar nesse fator característico da coleção”, afirmou o comissário José Silvério, um dos curadores desta edição da “Arte em São Bento”.

O evento inclui a abertura das novas salas remodeladas, no âmbito da iniciativa paralela “Design em São Bento”, inaugurada em janeiro de 2020, com curadoria da diretora do Museu do Design e da Moda, Bárbara Coutinho, e que reúne 110 peças de mobiliário e artes decorativas provenientes de museus, empresas e coleções privadas de todo o país.

A iniciativa “Arte em São Bento” foi criada em 2017 pelo gabinete do primeiro-ministro, com o objetivo de “afirmar a vitalidade da produção artística nacional e o seu contributo para projetar a imagem de um país inovador e contemporâneo”.

Nas edições anteriores, acolheu a Coleção de Serralves (2017), a Coleção António Cachola/Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2018) e a Coleção Norlinda e José Lima (2019), de São João da Madeira.

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País

Apoios a trabalhadores informais já foram pagos a 11 mil pessoas

Anunciou a ministra do Trabalho

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Foto: DR

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, disse hoje que os apoios aos trabalhadores sem proteção social, como os informais, já foram pagos e abrangem 11 mil pessoas.

“Já foram processados os pagamentos e neste momento abrangem 11 mil pessoas”, disse a ministra numa conferência promovida pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), referindo-se ao apoio que tem um valor de 438,81 euros.

Questionada sobre o prolongamento da medida no próximo ano, Ana Mendes Godinho referiu que no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), aprovado na quinta-feira, “consta essa medida para o primeiro semestre de 2021 e outra medida, que é a prestação social, para tentar responder a situações de pessoas que ficarem desprotegidas em 2021”.

Em causa está um apoio extraordinário de proteção social dirigido a trabalhadores em situação de desproteção económica e social e que não tenham acesso a qualquer instrumento ou mecanismo de proteção social no valor de 438,81 euros por mês, previsto de julho a dezembro de 2020.

Em 10 de novembro, no parlamento, a ministra já tinha adiantando que o apoio para trabalhadores sem proteção social tinha registado 13 mil pedidos e que iria ser pago até ao final deste mês.

A ministra salientou ainda que, das 13 mil pessoas que já tinham submetido o pedido, apenas 200 não beneficiaram ainda de nenhuma das medidas extraordinárias criadas pelo Governo em resposta à crise económica e social provocada pela pandemia de covid-19.

Este apoio estava previsto desde julho, no Orçamento Suplementar, mas a sua regulamentação só foi publicada em outubro, tendo ficado disponível apenas em novembro.

O apoio, que corresponde a um Indexante de Apoios Sociais (IAS), ou seja, a 438,81 euros, pressupõe a integração dos trabalhadores no sistema de Segurança Social.

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País

Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 27 de novembro: 2, 5, 8, 14 e 16 (números) e 8 e 9 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 162 milhões de euros.

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País

Porto e Galiza apoiam Braga como Capital Europeia da Cultura em 2027

Cultura

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Foto: DR

Braga deu hoje o pontapé-de-saída na sua candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027, apresentando-se a jogo com os “reforços” Rui Moreira e Alberto Núñez Feijóo, presidentes, respetivamente, da Câmara do Porto e do Governo Regional da Galiza.

Na sessão de apresentação da candidatura, tanto Rui Moreira como Alberto Feijóo declararam o seu apoio a Braga, considerando que a vitória da “cidade dos arcebispos” seria positiva para toda a eurorregião Norte de Portugal/Galiza.

O líder do Governo galego sublinhou a “feliz coincidência” de 2027 ser também “ano santo” em Santiago de Compostela, o que levará entre 10 a 11 milhões de pessoas àquela cidade.

Por isso, considerou que toda a eurorregião terá a ganhar com a vitória de Braga na corrida à Capital Europeia da Cultura (CEC) 2027.

O presidente da Câmara do Porto, cidade que foi CEC em 2001, destacou a importância da iniciativa para democratizar o acesso à cultura e para cultivar a autoestima dos munícipes.

“Antes de 2001, a cultura no Porto era apenas para uma determinada elite e era muito importada, chegava já formatada, a intervenção da cidade era apenas ao nível do consumo, não nos envolvíamos na produção”, referiu Rui Moreira.

Sublinhou que ao Porto “também dava jeito” a vitória de Braga, porque esta cidade fica “a meio caminho” da Galiza.

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, sublinhou que o concelho já tem definida uma Estratégia Cultural até 2030, admitindo que esse poderá ser um “trunfo” importante na corrida à CEC.

“Braga ainda não é Capital Europeia da Cultura, mas é seguramente uma capital de cultura e de esperança”, referiu.

Portugal lançou na terça-feira o convite para as cidades se candidatarem a Capital Europeia da Cultura em 2027, através da publicação de um aviso em Diário da República que formaliza a abertura do processo.

“O Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC) torna público, através do presente aviso, o Convite à Apresentação de Candidaturas e o Regulamento Interno para a eleição, em Portugal, da Capital Europeia da Cultura em 2027”, pode ler-se no documento, assinado pela diretora-geral do GEPAC, Maria Fernanda Soares Heitor.

As candidaturas ficam abertas até ao dia 23 de novembro de 2021.

A verba disponível para a CEC 2027, à qual dez cidades portuguesas já manifestaram intenção de se candidatar, é de 25 de milhões de euros, anunciou em outubro o Ministério da Cultura.

Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Leiria, Guarda, Oeiras e Viana do Castelo são as cidades que já manifestaram intenção em serem Capital Europeia da Cultura 2027, que decorrerá em simultâneo em Portugal e na Letónia.

Segundo o Ministério da Cultura, “a escolha da cidade vencedora será feita por um júri composto por dez peritos independentes, nomeados por instituições europeias, e para o qual Portugal escolherá dois elementos entre janeiro e junho do próximo ano”.

A vencedora será anunciada em 2023.

No passado, Portugal recebeu o título de Capital Europeia da Cultura três vezes, pela cidade de Lisboa, em 1994, do Porto, em 2001, e de Guimarães, em 2012.

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