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Braga

Corrupção/Cartas de condução. Fábio Coentrão testemunha perante o Tribunal de Braga

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O futebolista português Fábio Coentrão presta declarações ao Tribunal de Braga, na qualidade de testemunha, no julgamento de um processo de corrupção com cartas de condução, com epicentro em Vila Verde, mas que envolve ainda escolas de Barcelos, Ponte de Lima, Vizela, Guimarães, sendo que os factos terão decorrido entre 2008 e 2013. De acordo com o jornal O Vilaverdense, Coentrão falará através de video-conferência, a partir do Tribunal de Vila do Conde, concelho onde mantém residência, em Portugal.

De acordo com aquele jornal, o jogador do Real Madrid fez exame de condução no antigo Centro de Exames de Vila Verde, quase sem ter tido aulas – de código e de condução – na escola de Braga onde estava inscrito. A revelação foi feita há dias em tribunal, por um inspetor da Polícia Judiciária (PJ).

Carlos Antunes, da PJ de Braga constatou que, em 2012, a escola registou uma aula do internacional português quando este se encontrava num estágio da seleção nacional, em vésperas de um jogo com o Azerbeijão.

Fábio Coentrão terá desembolsado 4000 euros, um pagamento feito em numerário, “por ter sido recusado o pagamento em cheque”.

Na investigação, desenvolvida durante anos pela Polícia Judiciária, foram “apanhados” vários alunos, mas em relação a estes o MP optou pela suspensão provisória do processo.

Com a suspensão provisória do processo, um arguido livra-se de ir a julgamento se, no prazo fixado pelo tribunal, pagar uma determinada quantia a uma instituição ou prestar um determinado número de horas de serviço comunitário.

Fábio Coentrão aceitou pagar 3.000 euros ao Banco Alimentar Contra a Fome de Braga.

No processo, de acordo com a acusação do Ministério Público (MP), de outubro, 24 dos arguidos respondem por corrupção passiva para ato ilícito e os restantes por corrupção ativa por ato ilícito.

Entre os que respondem por corrupção ativa está um militar do Destacamento de Trânsito da GNR de Braga, que, segundo o MP, terá pedido a um examinador que facilitasse a vida a três alunos.

O principal arguido no processo é um examinador do Centro de Exames de Vila Verde, classificado pelo MP como o “interlocutor privilegiado” nos episódios de corrupção, “por ser o mais velho” e o que ali exercia funções há mais tempo.

Este arguido é acusado de 35 crimes de corrupção passiva para ato ilícito.

O objetivo era que os alunos fossem auxiliados pelos examinadores, a troco de quantias monetárias que, em média, variavam de 1000 a 1500 euros, no caso dos exames teóricos, e de 100 a 150 euros nos práticos.

A acusação diz que, com este esquema, cinco examinadores conseguiram arrecadar 1,1 milhões de euros, dinheiro que o MP quer que seja declarado perdido a favor do Estado.

 

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Braga

Três detidos por venda de droga a adeptos do Rangers em Braga

No centro histórico

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Foto: O MINHO

Três homens foram detidos em pleno centro histórico da cidade de Braga, na tarde desta terça-feira, por suspeitas de tráfico de droga, disse a O MINHO fonte da PSP.

Ao que apurámos, os três indivíduos tentaram vender haxixe a vários adeptos escoceses do Glasgow Rangers, que se encontravam nas esplanadas da zona da Arcada, no centro de Braga.

Foto: O MINHO

Terão sido os portugueses a abordar os adeptos da equipa que defronta o SC Braga, na quarta-feira, para a 2.ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa.

Agentes da PSP aperceberam-se da situação e realizaram uma operação que culminou com a detenção dos três suspeitos. Foram levados para a esquadra e constituídos arguidos.

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Devem, nos próximos dias, ser presentes a Tribunal para aplicação das medidas de coação.

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Braga

Estado condenado a indemnizar advogado no caso Bragaparques

Por omissões e falhas no processo

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Foto: O MINHO

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) condenou hoje Portugal a pagar mais de quatro mil euros ao advogado Ricardo Sá Fernandes, no caso da gravação ilícita de uma conversa com o empresário da Bragaparques, Domingos Névoa.

O TEDH decidiu que Portugal tem de pagar a Ricardo Sá Fernandes 3.000 euros por danos morais e 1.632 euros em custos e despesas.

Em causa está uma decisão judicial, de 2014, de dois juízes do Tribunal da Relação de Lisboa, Almeida Cabral e Rui Rangel, que condenaram o advogado ao pagamento de 4.800 euros por gravação ilícita.

O caso remonta a 2006, quando Ricardo Sá Fernandes foi convidado por Domingos Névoa para um reunião num hotel e gravou, às escondidas, o encontro, no qual o sócio da Bragaparques propôs o pagamento de 200 mil euros para que o seu irmão, José Sá Fernandes e ex-vereador na Câmara de Lisboa, desistisse da ação judicial que impedia que a empresa de Braga trocasse os seus terrenos no Parque Mayer pelos da antiga Feira Popular, que pertenciam à autarquia.

Na primeira decisão, em novembro de 2011, Ricardo Sá Fernandes foi absolvido pelo 4.º Juízo Criminal de Lisboa, mas Domingos Névoa recorreu para a Relação de Lisboa, que, em abril de 2012, condenou o advogado, remetendo para o tribunal de primeira instância a definição da pena.

Depois, a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa quadruplicou o valor da multa que havia sido aplicada pelos juízes de primeira instância, de 1.200 para 4.800 euros.

O caso que opõe o advogado Ricardo Sá Fernandes ao sócio da Bragaparques Domingos Névoa durou vários anos nos tribunais portugueses e teve vários episódios de condenações, prescrição e absolvição.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou que Ricardo Sá Fernandes não beneficiou “de um processo justo”, além de constatar “omissões” e “falhas”.

Para o TEDH, há ainda uma falta de imparcialidade por parte do Tribunal da Relação de Lisboa.

No âmbito do processo Bragaparques, Domingos Névoa foi condenado em primeira instância por corrupção ativa para ato ilícito, mas em sede de recurso foi absolvido pelo Tribunal da Relação de Lisboa, sendo depois ido condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça a cinco meses de prisão, por um crime de corrupção ativa para ato ilícito, pena suspensa mediante o pagamento de 200.000 euros ao erário público.

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Braga

Cinema: Seis ‘curtas’ da UMinho no Fantasporto 2020

Cinema

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Foto: DR / Arquivo

Seis curtas-metragens de estudantes de Ciências de Comunicação da Universidade do Minho foram selecionadas para o 40.º Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto, que decorre de 25 de fevereiro a 08 de março, no Teatro Rivoli. As películas da UMinho são exibidas a 02 de março, às 16:45, e concorrem ao “Prémio Cinema Português – Melhor Escola de Cinema”.

As seis películas são “Galdino Gal e a Rua”, de Bruno Peters e Tryce de Melo; “Start Getting Bothered”, de Rafaela Gomes e Sofia Sumavielle; “Heresia”, de Miguel Nunes; “Riva”, de Rafaela Gomes, Claudia Rocha, Ana Margarida Nogueira, Carolina Martins e José Luís Brás; “O Escritor”, de Miguel Nunes; e “Fugaz”, de Carina Fernandes e Joana Mafalda Gomes. Os trabalhos, nos géneros documentário, promocional, ficção e experimental, refletem sobre temas como o músico de rua, o bloqueio criativo, a identidade de género, a responsabilidade cívica, as histórias distópicas ou a efemeridade da vida.

É a nona vez que as “curtas” realizadas na licenciatura e no mestrado em Ciências da Comunicação da UMinho chegam ao Fantasporto, um dos principais festivais do género a nível mundial. Nos últimos anos a UMinho também tem conseguido maior visibilidade para os filmes dos alunos da Ciências da Comunicação através do evento “Curtas CC” e no “BragaCine”, que, em 2019 premiou, pelo terceiro ano consecutivo, o Instituto de Ciências Sociais da UMinho como “Melhor Escola de Cinema”. Desde 2017, os cursos da licenciatura e mestrado em Ciências da Comunicação beneficiam de um apoio trienal do Instituto de Cinema e Audiovisual.

Os professores Daniel Brandão, Pedro Portela, Martin Dale e Pedro Flores acompanharam de perto os vários projetos. Daniel Brandão e Pedro Portela realçam “a crescente qualidade que os projetos de final de curso e de mestrado têm vindo a apresentar”. “Os estudantes estão bem preparados para o futuro e querem agora mostrar o seu potencial neste conceituado festival, onde se promove e premeia jovens talentos vindos de todo o país”, diz Martin Dale.

As obras da UMinho concorrem ao “Prémio Cinema Português – Melhor Escola de Cinema”, também disputado por mais sete instituições: a Escola Técnica de Imagem e Comunicação, a Escola Superior Artística do Porto, a Universidade Católica do Porto, a Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, a Escola Soares dos Reis, o Instituto Português de Fotografia e o Cine-Reactor24i. A categoria quer incentivar a melhoria da produção nacional e a acessibilidade dos estudantes de cinema e cineastas ao mundo profissional.

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