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Viana do Castelo

Corpo municipal passa a Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo

Medida aprovada por unanimidade

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Foto: DR/Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo aprovou, hoje, por unanimidade a alteração da designação do atual corpo municipal de bombeiros para Companhia de Bombeiros Sapadores, dando cumprimento ao Decreto-Lei Nº 86/2019.

Na proposta camarária, a maioria socialista justifica a nova designação com aquela legislação que “institui o Estatuto de Pessoal dos Bombeiros Profissionais da Administração Local, introduzindo alterações significativas, nomeadamente, a extinção da carreira de bombeiros municipal e a introdução da carreira de bombeiros sapadores para os corpos municipais de bombeiros”.

“O decreto-lei determina que os corpos de bombeiros profissionais detenham uma estrutura que tendo em conta a sua dimensão implicam a existência de regimentos, batalhões, companhias ou secções ou pelo menos, de uma destras unidades estruturais”, explicou o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, garantindo que o corpo municipal “está descontextualizado” face a esta legislação.

Os até agora Bombeiros Municipais de Viana do Castelo, tiveram como designação original a de Companhia da Bomba, e foram fundados a 22 de março de 1780. São o terceiro mais antigo corpo de bombeiros do país, logo a seguir aos Sapadores de Lisboa e Porto. Contam com uma estrutura profissional constituída por mais de 50 operacionais.

A corporação “tem como função e objetivo principal o salvamento e proteção de pessoas e bens, tendo como área de atuação o Município de Viana do Castelo. No entanto, entram em campo sempre que solicitados pela estrutura da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.

Dispõe de veículos de combate a incêndios, veículos tanque, um veículo autoescada com trinta metros, ambulâncias de socorro, viaturas de socorro e assistência estratégica, veículo de comando, um de apoio a mergulhadores, veículos de apoio diverso e bote de socorro e resgate.

Em termos de capacidade intervenção, está preparado para incêndios, desobstrução e desencarceramento, matérias perigosas, salvamento em grande escala, ambiente subaquático e mergulho e ambientes de condições atmosféricas e anticorte.

Em março, na sessão solene comemorativa dos 239 anos dos bombeiros, o presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou o arranque, “em breve”, de uma intervenção de 300 mil euros na requalificação do quartel, que será ampliado em 2020.

Na altura, autarca socialista explicou que a requalificação a realizar este ano prevê, entre outros trabalhos, a “substituição das coberturas do edifício”.

Quanto às obras de ampliação do quartel, José Maria Costa adiantou que avançarão no próximo ano, justificando que o espaço, com 20 anos, “já não corresponde às realidades atuais”.

“Há necessidade áreas de formação, de um núcleo museológico para preservar o espólio da corporação e que é preciso preservar num núcleo museológico”, disse, acrescentando que a segunda fase do quartel prevê a criação de “uma nova área operacional e sala de operações e emergência”.

José Maria Costa revelou que a autarquia “lançar nova recruta” para formar 12 novos bombeiros para responder à “diminuição de recursos humanos ao serviço” da corporação que, “nos próximos anos vai ficar sem seis operacionais”.

Em dezembro de 2018, 12 novos bombeiros iniciaram a carreira no corpo municipal de Viana do Castelo, após terem concluído cerca de um ano de formação.

Os novos elementos, que iniciaram a carreira como bombeiros de terceira classe, tomaram posse numa sessão realizada em dezembro de 2018.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana lança em janeiro plataforma de notícias “inovadora”

Avançou a vice-presidente da instituição

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Foto: DR/Arquivo

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) vai lançar, em janeiro, uma plataforma “pioneira e inovadora” que fornecerá notícias e agregará a informação de todas as escolas e serviços”, disse hoje à Lusa a vice-presidente da instituição.

Segundo Ana Paula Vale, que é também responsável pela comunicação e imagem do IPVC, a “sala de imprensa do politécnico irá permitir aos jornalistas, devidamente acreditados, aceder a toda a informação do instituto em diversos formatos (texto, imagem, áudio ou vídeo), assim como os contactos dos principais intervenientes da notícia em causa”.

A plataforma, “já em fase de teste”, começou a ser desenvolvida há seis meses, tendo sido “desenhada ainda durante a anterior direção do IPVC, liderada por Rui Teixeira, e tem apenas custos inerentes ao fator humano ligado à informática”.

“O desenvolvimento da plataforma está a ser feito internamente, e deverá estar completamente operacional em janeiro de 2020”, referiu.

Segundo Ana Paula Vale, “a ideia foi a de construir uma sala de imprensa, muito semelhante a um mural de uma rede social na sua filosofia e, que permita registar a hora e a data, e a inserção com o relato da notícia editada em critérios jornalísticos”.

“No anexo da notícia, os jornalistas devidamente acreditados, poderão retirar o texto, as fotos e vídeos editados ou em bruto, nos formatos digitais mais comummente usados nos órgãos de comunicação social e nos produtores de conteúdos. Encerrada a notícia, a mesma fica disponível, de imediato, no portal multimédia para consulta de todos, e constituirá, igualmente, um registo, consultável em qualquer momento, como suporte de informação sobre a vida do IPVC”, explicou a vice-presidente do IPVC.

Ana Paula Vale adiantou que “se por um lado, tudo o que acontece no IPVC e nas suas seis escolas fica registado em pormenor, num ‘BackOffice’, os jornalistas poderão aceder a toda a informação inerente às notícias, ao conteúdo na integra, nos mais diversos registos, seja qual for a natureza dos órgãos de comunicação social, sem outros custos que sejam os de aceder à plataforma digital”, disse.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

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Viana do Castelo

APDL admite revogar contrato com Docapesca de armazéns em Viana com indonésios

“Os armazéns estão concessionados com a finalidade de guardar aprestos de pesca”

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Foto: Arquivo

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) admitiu, hoje, revogar o contrato de concessão à Docapesca dos terrenos, em Viana do Castelo, onde estão instalados armazéns de aprestos, se os mesmos alojarem trabalhadores indonésios.

Em causa está o auto de notícia elaborado no dia 01 de outubro, pela capitania de Viana do Castelo, na sequência de operação de fiscalização realizada naqueles armazéns, na frente ribeirinha de Viana do Castelo. A ação resultou de “uma denúncia” que dava conta que tripulações de diferentes embarcações, incluindo cidadãos de nacionalidade indonésia, se encontravam alojadas nos armazéns de aprestos.

Hoje, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela agência Lusa, a APDL explicou que “os armazéns estão concessionados com a finalidade de guardar aprestos de pesca” e adiantou ter sido “notificada” do levantamento do auto de notícia da Capitania do porto de Viana do Castelo”.

“Na sequência da ação de fiscalização, a APDL desencadeou todas as diligências possíveis com vista a apurar junto do concessionário se, de facto, estava a ser dado aos armazéns um fim distinto do previsto no contrato de concessão, caso em que poderá vir a lançar mão das prerrogativas estabelecidas na lei, como sejam, designadamente, a revogação do contrato”, reforça.

Em causa estão 20 armazéns de aprestos da cidade, orçados em 2,2 milhões de euros, inaugurados em 2016 e reclamados durante mais de uma década pela comunidade piscatória local.

A intervenção foi comparticipada por fundos comunitários e nacionais em cerca de 1,7 milhões de euros, cabendo à VianaPesca, cooperativa de pescadores, assegurar o montante restante.

A APDL adiantou que, no início do ano, “na sequência de uma ação de fiscalização promovida no na área concessionada foram encontrados alguns indícios” de que os armazéns estariam a ser utilizados como alojamento.

Anteriormente à Lusa, a Docapesca explicou que “os armazéns encontram-se instalados numa área de domínio público marítimo concessionado pela APDL à Docapesca e subconcessionado à Vianapesca pelo prazo de 25 anos, para a construção de armazéns de aprestos de apoio ao porto de pesca de Viana do Castelo, sendo a VianaPesca a responsável pela gestão da ocupação dos mesmos e pela cobrança da respetiva utilização”.

O investimento na construção dos armazéns resultou de uma candidatura apresentada em 2013 pela cooperativa de pescadores VianaPesca, com mais de 560 empresas de pesca associadas, ao Programa Operacional da Pesca (PROMAR), e aprovada em abril de 2015.

Os armazéns foram inaugurados em fevereiro de 2016 pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

A empreitada incluiu a construção de 20 novas estruturas, em terrenos situados junto ao novo porto de pesca da cidade, gerido pela Docapesca, bem como os acessos rodoviários, e as infraestruturas de apoio.

Com cerca de meia centena de embarcações, a comunidade piscatória “há muito” que reclamava a construção dos novos armazéns que permitiram a reabilitação da zona junto às instalações da Docapesca, dando cumprimento ao estabelecido no Plano de Pormenor da Frente Ribeirinha.

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Viana do Castelo

Viana: Investimento de 2 milhões cria praça de 20 mil metros quadrados em Alvarães

“Primeiro passo” para a concretização do projeto é a “demolição do antigo edifício do sindicato dos cerâmicos”, marcada para este sábado

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Foto: Facebook

Um investimento de dois milhões de euros vai criar uma praça pública, com 20 mil metros quadrados, na freguesia de Alvarães, Viana do Castelo, dotada, entre outras valências, de unidade de saúde, disse hoje à Lusa o autarca local.

Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Alvarães, Fernando Martins, o projeto irá criar uma “centralidade inexistente”, garantindo “maior proximidade e bem-estar” da população.

De acordo com o autarca, o projeto, a concretizar nos próximos cinco anos, e “há muito ansiado pela vila”, prevê a construção de um “centro cívico que poderá integrar a nova Unidade de Saúde Familiar (USF) já prevista pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte”.

“Na proposta feita pela Junta de Freguesia à Câmara de Viana do Castelo, o centro cívico terá creche, lar, centro de dia, farmácia, sede da junta de freguesia, capela mortuária, cemitério e sede do grupo folclórico e a extensão de saúde”, especificou.

No sábado, vai ser dado o “primeiro passo” para a concretização do projeto, com a “demolição do antigo edifício do sindicato dos cerâmicos de Alvarães desativado há cerca de duas décadas, que a Câmara de Viana do Castelo comprou à estrutura sindical por 80 mil euros”.

A demolição do edifício está marcada para as 10:00, com a presença prevista do presidente da autarquia da capital do Alto Minho.

Com a demolição da sede antiga do sindicato dos cerâmicos, o executivo “vai solicitar à estrutura sindical a cedência do espólio/arquivo dos trabalhadores cerâmicos de Alvarães para que aquele material seja integrado no futuro museu cerâmico de Alvarães”.

Para completar os 20 mil metros quadrados de área total da futura praça pública de Alvarães, faltam ainda, “mais duas frações”, com cerca de 800 metros quadrados.

“Essas duas frações estão a ser negociadas entre o município e os proprietários, mas já foi feita a declaração de utilidade publica para expropriação”, especificou Fernando Martins.

Segundo o autarca “parte dos terrenos já adquiridos, no valor de 200 mil euros, servirão para criar zonas de estacionamento e para acolher a feira quinzenal” da vila.

Na envolvente do centro cívico vai ainda nascer uma praça central, com um parque infantil e um polidesportivo.

“Esta é uma pretensão com muitos anos, mas acima de tudo é uma necessidade na freguesia para dar respostas aos habitantes e um maior bem-estar. Começamos a dar os primeiros passos para a realização de um sonho”, disse Fernando Martins.

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