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Guimarães

Coreógrafa Joana Castro estreia peça “sobre a morte” em Guimarães

A bailarina e coreógrafa mostra “luto perante a negligência pela criação” em Portugal

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Foto: 2016.festivalcumplicidades.pt

A coreógrafa e bailarina Joana Castro vai estrear a sua nova criação, Rite of Decay, no dia 08 de fevereiro, no Festival GUIdance, em Guimarães, espetáculo que tem antestreia no próximo dia 25, no Centro Cultural do Cartaxo.

Projeto a solo, Rite of Decay (“Rito da Decadência”, em tradução livre) é uma peça “sobre a morte, ou várias mortes”, disse Joana Castro à Lusa, uma peça de “manifesto e de luto”, condição em que a criadora diz encontrar-se enquanto artista, “perante a negligência pela criação”, em Portugal.

A obra tem colaboração da artista sonora Diana Combo, que vai interpretar música ao vivo, num espetáculo com “um único corpo em palco”.

O projeto começou a ser pensado há dois anos, na sequência do solo “Submarino”, que a artista criou entre 2016 e 2017, em torno de questões como “a identidade, o território e o poder num contexto de territorialização do doloso, uma peça muito escura”, com “muito pouca luz”, durante a qual se foi apercebendo de que o “lado mais obscuro de morte, destruição e ideias de rituais de fim foram pontuando” o seu trajeto desde que começou a criar os seus próprios projetos, em 2006 e 2007, disse.

Rite of Decay é uma peça sobre a morte, ou várias mortes. Interessa-me pensar sobre um corpo que vai habitando outras danças, outros corpos, assombrações, vá, e memórias da própria história da dança, uma brincadeira que faço até com o título, que é quase uma espécie de Rite of Spring do agora, Sagração da Primavera do hoje”, salientou.

“É uma peça-luto, o lugar onde eu acho que me encontro enquanto pessoa, enquanto artista, e acho que é o lugar onde a dança também deve estar neste momento, não só a dança, mas a arte e a cultura no geral, nestes momentos conturbados que vivemos em Portugal, em que a arte e a cultura passam momentos um bocado complicados”, acrescentou.

Para Joana Castro, “há uma precariedade imensa, uma negligência pela criação artística em Portugal”.

Referindo a “luta constante” que tem vindo a travar, no esforço de criar as suas peças no seu “próprio tempo”, dentro das suas “necessidades e urgências, e não refém de um produto acabado e pronto a ser consumido”, Joana Castro apontou o questionamento que coloca no seu micromundo, mas também na macro escala da sua relação com os outros e da sua visão do mundo.

“Há uma necessidade qualquer de refletir, de reconfigurar até, talvez pensar, perceber quais as nossas premissas”, porque “é importante continuarmos a perceber o que andamos aqui a fazer enquanto seres humanos, artistas. Acho que estamos completamente às escuras neste momento”, disse.

A sua nova criação acaba por ser “esse lugar de manifesto e de luto, pensando a morte enquanto reestruturação, enquanto reformulação de existências”.

O convite para a edição deste ano do GUIdance, Festival Internacional de Dança Contemporânea, que decorre de 06 a 16 de fevereiro, em Guimarães, com o “papel da mulher no centro da criação e das atenções”, fez “todo o sentido”, tendo em conta o seu percurso e a sua posição claramente feminista.

Para Joana Castro, a participação de Marie Chouinard, com Rite of Spring (15 de fevereiro, no Centro Cultural Vila Flor), foi uma “coincidência bastante interessante”, se bem que Rui Torrinha (diretor artístico do festival) “tinha isto tudo muito bem pensado”.

O projeto tem o apoio da associação Materiais Diversos, pelo que estará em residência artística de 21 a 29 deste mês no Centro Cultural do Cartaxo (Santarém), onde acontecerá, no dia 25, a antestreia, com entrada gratuita, e, no dia 28, uma oficina com alunos de dança.

Depois da participação no GUIdance, Rite of Decay estará na Rua das Gaivotas 6, em Lisboa, de 28 a 30 de maio.

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Guimarães

Homem de 35 anos em estado grave após colisão em Guimarães

Em Creixomil

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Um homem, com 35 anos, sofreu ferimentos graves na sequência de uma colisão frontal, ao início da noite deste domingo, na cidade de Guimarães.

A colisão ocorreu na Rua da Pisca, em Creixomil, provocando ainda ferimentos ligeiros num outro interveniente, um homem com 67 anos.

“Houve necessidade de desencarcerar a vítima mais nova”, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

No local, estiveram os Bombeiros de Guimarães com três viaturas e oito operacionais.

A equipa médica da VMER de Guimarães fez acompanhamento clínico do ferido grave até ao hospital local, para onde ambas as vítimas foram transportadas.

A PSP registou a ocorrência.

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Guimarães

Encontrado telemóvel de homem desaparecido há 10 dias em Guimarães

Desaparecimento de Fernando ‘Conde’ envolto em mistério

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

As autoridades policiais recolheram, este sábado, o telemóvel de Fernando Conde, sexagenário desaparecido em Guimarães desde o passado dia 08 de janeiro. O aparelho foi encontrado num afluente do rio Ave, junto à Estrada Nacional 103, na freguesia de Barco, concelho de Guimarães.

Esta nova descoberta, feita pela Associação Portuguesa de Busca e Salvamento, pode trazer uma explicação para este desaparecimento, envolto em mistério desde o início, uma vez que o homem não sofria de quaisquer doenças nem estava deprimido.

Este domingo, a família irá realizar buscas com outros populares, junto ao rio Ave, para tentar encontrar o corpo de Fernando.

Familiares desconfiam que este estará no rio, embora as primeiras buscas realizadas por mergulhadores profissionais, na última semana, não tenham sido frutíferas.

Este sábado, os mergulhadores encontraram o telemóvel durante buscas onde existia o último registo de rede móvel do aparelho do desaparecido.

A Polícia Judiciária está com o caso, uma vez que não está descartada a hipótese de crime.

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Guimarães

Ensaios abertos de Fado regressam a Guimarães

Associação Guimarães Fado

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Foto: Divulgação

A Associação Guimarães Fado retomará este sábado os seus ensaios abertos para o Fado de Lisboa, foi hoje anunciado.

De entrada livre e gratuita, esta atividade recebe todos os interessados em cantar, tocar guitarra portuguesa e viola ou simplesmente assistir a uma ação que “claramente estimula a parceria e o dialogo entre as diversas gerações do Fado, tal como a solidariedade entre os diferentes estratos sociais sob o domínio da arte e cultura”. Os ensaios decorrem entre as 15:30 e as 18:30, no salão de chã Avô João, Avenida da República, em Caldas das Taipas.

(recorde abaixo a reportagem de Pedro Antunes Pereira e Paulo Jorge Magalhães)

Silêncio! Em Guimarães também se canta o fado

 

“Deste grupo informal e amador de participantes que se criou, surgiu um elenco musical que através do seu espetáculo (Os Amantes do Fado) divulga a sua arte e paixão ao Fado, em toda a região do Minho por entre restaurantes e auditórios”, pode ler-se em nota enviada.

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