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Viana do Castelo

Cordão humano apela para saída ordeira e digna dos últimos moradores do prédio Coutinho

Movimento criado nas redes sociais

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um grupo criado no Facebook convocou para segunda-feira um cordão humano em frente do “prédio Coutinho”, em Viana do Castelo, para apelar aos últimos moradores que desocupem o edifício e acabem com aquela situação “insustentável e indigna”.

A mentora da iniciativa, Elisabete Pinto, disse hoje à Lusa que a situação em que aqueles moradores se encontram “é chocante” e “desprovida de qualquer dignidade”, pelo que “urge pôr-lhe fim”.

“Além disso, a posição daqueles moradores é também completamente egoísta, porque há 19 anos que se fala da demolição daquele mamarracho, a esmagadora maioria das pessoas que lá viviam já saiu e não pode ser uma meia dúzia a pôr em causa um desígnio da cidade”, acrescentou.

Segundo Elisabete Pinto, o cordão humano constituirá “um apelo” para que as pessoas “saiam com dignidade”.

“A situação em que se encontram, sem água, sem luz, sem gás e com a comida racionada, é indigna para os moradores e envergonha a cidade”, disse ainda.

O cordão humano está marcado para as 19:00 e os participantes são convidados a apresentarem-se com t-shirts brancas.

A demolição do “prédio Coutinho” está prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, por ser considerado um “aborto urbanístico”, devido aos seus 13 andares.

No entanto, a batalha judicial iniciada pelos moradores vem impedindo a concretização do projeto, iniciado quando José Sócrates era ministro do Ambiente.

Para o local onde está instalado o edifício, está prevista a construção do novo mercado municipal da cidade.

A ação de despejo dos nove últimos moradores no prédio esteve prevista para as 09:00 de segunda-feira, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, de abril, que declarou improcedente a providência cautelar movida em março de 2018.

No entanto, os moradores recusaram sair e mantêm-se no prédio.

A VianaPolis já cortou a eletricidade, o gás e a água do prédio, estando também proibida a entrada de alimentos.

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Viana do Castelo

Exposição mostra mais de um século de história da arquitetura de Viana do Castelo

Mais de 100 anos da história da arquitetura na capital do Alto Minho

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Foto: Tripadvisor

O antigo mercado de Viana do Castelo, desenhado por Magalhães Moutinho, que veio a ser demolido para dar lugar ao prédio Coutinho, é uma das 12 obras do roteiro da arquitetura local incluída na exposição a inaugurar na segunda-feira.

As 12 obras retratam mais de 100 anos da história da arquitetura na capital do Alto Minho.

“Esperamos que, neste autêntico roteiro pela arquitetura de Viana do Castelo, se descubra a vontade de ver, conhecer ou redescobrir algumas das joias da nossa cidade, muitas delas ainda sem reconhecimento, mas que são fruto de uma época, de uma história e de um traço que estes e outros arquitetos deixaram para a posteridade”, sublinhou, esta sexta-feira, o presidente da Câmara, José Maria Costa.

Além do antigo mercado, que funcionou desde 1892 até 1965, também o teatro Sá de Miranda, de José Geraldo Sardinha, inaugurado em 1885, ou o templo de Santa Luzia, situado no monte com o mesmo nome, sobranceiro à cidade, com traço de Ventura Terra e cuja construção decorreu entre 1904 e 1959, fazem parte da mostra “Arquitetura em Viana do Castelo – 12 Arquitetos notáveis”, integrada nos 172 anos de elevação da capital do Alto Minho a cidade.

A mostra, que propõe uma viagem com mais de 100 anos pelas obras que 12 arquitetos (já falecidos) deixaram em Viana do Castelo, vai ser inaugurada às 17:00, nos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

A exposição divide-se em duas áreas, uma onde se espalham 12 painéis dos 12 arquitetos e outra que integra uma mesa, com dois metros de largura por cinco de comprimento, de onde se pode acompanhar, através do mapa da cidade, o roteiro dos monumentos e edifícios em causa.

A praça da Liberdade, junto ao rio Lima, projetada por Fernando Távora (1923-2005), cidadão de Honra de Viana do Castelo, e o estádio municipal Manuela Machado, de Henrique de Carvalho (1950 – 2002), são outros projetos na mostra.

De Viana de Lima (1913 – 1991), além do anteprojeto do hospital distrital, nos anos sessenta do século XX, que não chegou a concluir, destaca-se ainda reabilitação da Praça da República, em 1985.

O Café Girassol, no jardim marginal, de Francisco Passos (1895 – 1952), ou o hospital distrital (1970-1980), hoje designado de Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que entrou em funcionamento em 1983 e foi inaugurado a 06 de janeiro de 1984, de Chorão Ramalho (1914 – 2002), também integram o roteiro arquitetónico traçado pelo município.

“Esta opção surge da constatação de que, na paisagem urbana, a arquitetura é uma forma de arte que torna único o nosso centro histórico. Foram, assim, escolhidos para serem apresentados nesta exposição 12 arquitetos de Viana do Castelo ou com ligação a Viana do Castelo e à sua história arquitetónica, numa homenagem ao trabalho e à obra que nos deixaram”, refere o autarca socialista da cidade no catálogo a distribuir aos visitantes.

Além daquela mostra, as comemorações do 172.º aniversário de elevação de Viana do Castelo as cidades incluem a atribuição de 24 títulos honoríficos a personalidades e instituições que marcaram a vida da cidade e do concelho.

A ex-ministra do Mar Ana Paula Vitorino vai ser distinguida com o título de Cidadã Honorária da cidade, numa sessão que decorrerá na segunda-feira, às 18:00, no teatro municipal Sá de Miranda.

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Viana do Castelo

Encontro de janeiras junta 21 grupos no teatro Sá de Miranda em Viana

No sábado

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Foto: DR / Arquivo

O Encontro de Janeiras de Viana do Castelo, que este ano vai juntar 21 grupos do concelho, decorrerá no sábado, às 21:30, no teatro municipal Sá de Miranda, informou, esta quinta-feira, a Câmara local.

A entrada é livre, mediante levantamento de bilhete. A bilheteira estará disponível a partir de sexta-feira.

O espetáculo, organizado pela Câmara de Viana do Castelo, é para maiores de 6 anos.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana apresenta conclusões de estudo sobre presença gás radão em edifícios

Ensino superior

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Foto: DR / Arquivo

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) vai promover, no dia 28, no auditório do Café Concerto do Teatro Sá de Miranda, um ‘workshop’ de encerramento do Projeto RnMonitor – “Radão em Portugal: situação atual e perspetivas futuras”, sobre a presença de gás radão em edifícios graníticos do Minho.

Em comunicado, o IPVC explicou esta quinta-feira que o projeto de investigação “RnMonitor: Infraestrutura de Monitorização Online e Estratégias de Mitigação Ativa do Gás Radão no Ar Interior em Edifícios Públicos da Região Norte de Portugal” resulta de uma parceria entre o Politécnico e a Câmara de Viana do Castelo.

O ‘workshop’ de encerramento vai contar com a presença de Alcides Pereira, diretor do LRN – Laboratório de Radioatividade Natural da Universidade Coimbra, que apresentará uma comunicação subordinada ao tema “Radão em Portugal: situação atual e perspetivas futuras”.

O gás natural é radioativo que pode acumular-se em ambientes interiores, como casas, escolas e locais de trabalho.

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