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Desporto

COP pede à tutela “orientações específicas” para retoma do desporto

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Comité Olímpico de Portugal (COP) pediu hoje à tutela “orientações específicas” para a retoma das atividades desportivas, nomeadamente no que diz respeito “ao regresso das competições e à utilização das instalações interiores”.


Em carta enviada ao Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, o COP deu nota da “necessidade” dessas orientações “serem emanadas tão rapidamente quanto possível”, pois o organismo entende que das mesmas “muito dependerá a sustentabilidade das organizações desportivas, nomeadamente dos clubes, na preparação da próxima época desportiva”.

Face aos constrangimentos causados pela covid-19, que acabou com épocas desportivas de várias modalidades em todo o mundo, o COP recorda à tutela a recente posição pública do Departamento de Economia e Assuntos Sociais das Nações Unidas, que recomenda às autoridades governamentais a adoção de políticas que possam proteger o desporto do forte impacto causado pela pandemia.

No entender do COP, o restabelecimento de sinais de retoma da atividade “será essencial” para potenciar uma melhoria do processo de treino dos atletas que já puderam regressar à prática regular, nomeadamente de alto rendimento e seleções nacionais.

Não menos importante, irá permitir “resgatar a confiança dos restantes atletas que representam a larga maioria dos praticantes desportivos, assim como das respetivas famílias”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.342 pessoas das 31.007 confirmadas como infetadas, e há 18.096 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

Benfica vence Boavista no primeiro jogo pós Bruno Lage

30.ª jornada

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Foto: DR / Arquivo

O Benfica venceu no sábado na Luz o Boavista por 3-1, num encontro da 30.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol em que foi comandado pela primeira vez por Nélson Veríssimo, sucessor provisório de Bruno Lage.

André Almeida, aos 13 minutos, Pizzi, aos 31, e Gabriel, aos 42, apontaram os tentos dos campeões nacionais, que somavam cinco jogos sem vencer em casa em todas as competições, enquanto Dulanto faturou para os ‘axadrezados’, aos 64.

A formação ‘encarnada’, segunda colocada, passou a contar 67 pontos, provisoriamente menos três do que o líder FC Porto e mais 12 em relação ao Sporting, terceiro, enquanto o Boavista manteve-se com 38, no nono posto.

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Futebol

“Temos plantel para jogar em qualquer sistema”

Artur Jorge

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Foto: SC Braga

Declarações após o jogo SC Braga-Desportivo das Aves (4-0), da 30.ª jornada da I Liga de futebol, disputado no sábado, em Braga.

Artur Jorge (treinador do SC Braga): “Era importante ganhar este jogo, fomos competentes e demos uma grande demonstração de respeito por nós próprios e pelo adversário, pela forma séria com que encarámos o jogo. Vitória bem conseguida, que mostra o valor que esta equipa tem. Quero valorizar a conquista destes três pontos, esse era o foco mais importante hoje [sábado].

Quero realçar a estreia de dois jovens atletas da formação [Fabiano e Sanca], utilizámos cinco atletas formados no Braga, sendo que tínhamos oito na lista de 20. É o momento, proporcionou-se, as oportunidades surgem para quem as merecer e aproveitar. É um processo de continuidade. São dois jogadores em quem acreditamos, o Fabiano teve uma prestação muito boa, o Sanca também tem potencial, são elementos a ter em conta no plantel.

A segunda parte foi melhor, na primeira parte sentimos alguma ansiedade, nos primeiros 15/20 minutos a equipa não se conseguiu ligar na sua plenitude. Ao intervalo, tentei passar mensagem de serenidade e calma, sabíamos que o golo podia aparecer a qualquer momento, importava ter serenidade na tomada de decisão e manter a mesma dinâmica. Com o primeiro golo, as coisas tornaram-se mais simples, era importante não lidar com o lado emocional dos jogadores na adversidade e para isso foi importante não sofrer golos, esse também era um objetivo para hoje [sábado].

É um momento diferente, foi a concretização do trabalho, estou muito satisfeito, sei que temos adeptos que vivem muito o clube e que também estão muito satisfeitos.

Gostei de todos os atletas e da sua participação no jogo. Todos têm um papel importante, ser protagonista depende sempre deles. Temos plantel para jogar em qualquer sistema e hoje [sábado] tivemos uma resposta muito positiva [no formato 4x4x2], que abre boas perspetivas para o que resta da época”.

Nuno Manta Santos (treinador do Desportivo das Aves): “Houve duas partes distintas, na primeira o Aves equilibrou o jogo, embora com maior ascendente do Braga, fomos saindo em transições, que podíamos ter definido melhor, mas a pressão e a ansiedade tiram capacidade nesses momentos.

A segunda parte resume-se logo no primeiro minuto, num lance de bola parada sofremos um golo e depois torna-se muito complicado reagir. Em 10 minutos, estávamos a perder por 2-0 e esta equipa, quando sofre um golo, sente muito, parece que perde energia, os jogadores começam a olhar mais para o relvado do que para o jogo. Por mais que eu motive, tem que haver automotivação. Até ao fim da época quero compromisso, caráter e respeito.

Há muito mais pressão agora do meu ponto de vista para o Aves, porque os jogadores querem mostrar-se, os meios de comunicação social querem ver a reação do Aves, se já atirou a toalha ao chão, se continua a disputar os jogos, há a pressão perante a estrutura. Eu motivo os jogadores com discursos ou frases, mas mais do que isso tem que vir de dentro a motivação”.

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Futebol

“É bom regressar com os três pontos”

Ivo Vieira

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Foto: DR

Declarações dos treinadores após o jogo Portimonense-Vitória SC (0-1), da 30.ª jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Municipal de Portimão:

Ivo Vieira (treinador Vitória SC: “Estivemos mais organizados do ponto defensivo e o Portimonense com mais posse de bola na primeira parte. Corrigimos na segunda e mudámos o jogo numa estratégia que surtiu efeito.

Fizemos um jogo competente, contra uma equipa que vale muito, quer pela forma como é orientada, quer pela forma como joga e está organizada.

Foi um jogo equilibrado, com o Portimonense melhor na primeira parte e o Vitória na segunda. É merecido [o resultado], com um belo golo e após uma viagem tão longa é bom regressar com os três pontos.”

Paulo Sérgio (treinador do Portimonense): “Nunca esperamos perder, trabalhamos sempre para ganhar. É um corte num ciclo muito bom, mas vamos iniciar outro já a seguir. A prestação dos jogadores dá-nos confiança para o que estamos a fazer e vamos continuar a tentar.

Foi um jogo contra uma boa equipa, decidido nos detalhes e foi isso que aconteceu. É um resultado injusto, porque fomos mais fortes na primeira parta e um jogo equilibrado na segunda, mas faltou-nos alguma frescura mental para decidir no último passe e acabámos por dar mais bolas ao Vitória.

Podíamos ter decidido o jogo na primeira parte, não tivemos essa oportunidade, foram eles que fizerem um golo esquisito de fora da área. O Vitória corrigiu a estratégia de jogo e não permitiu as deslocações do Lucas Fernandes e nós não encontrámos um acerto para o fazer.

Não faço contas, porque há um mês colocavam-nos na luta pela manutenção com uma equipa, cujo nome foi mudando ao longo do tempo. As únicas contas que faço é somarmos o máximo número possível de pontos, fazemos a nossa parte, para sairmos desta situação e tenho convicção que vamos conseguir.”

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