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Continuidade da Taça da Liga leva Sporting a perguntar se a pandemia acabou

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

O Sporting contestou hoje a manutenção do formato e do calendário da edição de 2020/21 da Taça da Liga de futebol, questionando se a pandemia de covid-19 chegou ao fim por imposição da Liga de clubes.


Em comunicado, o emblema ‘leonino’ considera a medida, tomada na terça-feira, como “uma das piores decisões alguma vez tomadas no que se refere à proteção do futebol português e dos clubes portugueses que competem nas competições europeias”.

“Quando todo o mundo se debate ainda com uma pandemia, em que ninguém sabe ou conhece ainda o real alcance da mesma, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) entendeu meter a cabeça na areia e fingir que a mesma não existe, nem nunca existiu”, lê-se na referida nota.

Atualmente, a Taça da Liga inicia-se com uma eliminatória entre equipas da II Liga, entrando os clubes primodivisionários na segunda fase, também com uma ronda a uma mão, seguindo-se a fase de grupos, já com os primeiros classificados da I Liga, e a final a quatro.

“Quando toda a Europa do futebol caminha num rumo de extinção de competições como a Taça da Liga, e em que os clubes da Premier League que competem nas competições europeias ponderam tomar a decisão de não jogar esta época a respetiva Taça da Liga, Portugal mantém tudo como dantes”, sublinhou o clube lisboeta.

Devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Sporting denunciou a sobrecarga de jogos com o encurtamento da época desportiva, a diminuição de receitas com a conclusão da I Liga sem público, prejudicando os clubes que vão disputar as competições europeias.

“Quando se devia estar a falar da reformulação dos quadros competitivos da I Liga, com a diminuição de 18 para 16 clubes, sobrecarrega-se ainda mais o calendário”, lamentou o emblema ‘verde e branco’, salientando que “esta decisão é ainda contraditória com as alterações regulamentares que foram feitas na época anterior”.

O clube ‘leonino’ realçou que esta decisão “potencia que as Ligas profissionais não venham a terminar na época 2020/21, já que não houve qualquer preocupação em ser criado um prazo de segurança adicional, caso se venha a verificar uma segunda vaga da pandemia”.

“Não faltará quem venha de seguida indicar que, devido à pandemia, os chamados clubes grandes têm de ser mais solidários com os chamados pequenos. É esta a Liga que insistimos ter. O caos bem pode estar lançado e, em Portugal, a pandemia parece ter acabado única e exclusivamente por imposição da LPFP (se é que alguma vez aconteceu!)”, concluiu o Sporting.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os campeonatos de futebol de França, Escócia, Bélgica e dos Países Baixos foram cancelados, enquanto outros, como Portugal, retomaram a competição sob fortes restrições.

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Futebol

Treinador do FC Porto suspenso por 15 dias

Sérgio Conceição

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Foto: FC Porto / Twitter

O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, foi suspenso por 15 dias, depois de ter sido expulso frente ao Paços de Ferreira, informou hoje o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

De acordo com o mapa de castigos, o treinador dos ‘dragões’ foi expulso no encontro da sexta jornada da I Liga por ter dito ao árbitro: “és uma vergonha, és um mentiroso”.

Por ser reincidente, Sérgio Conceição foi suspenso por 15 dias e terá de pagar uma multa de 10.200 euros, falhando o encontro dos ‘dragões’ com o Portimonense, no domingo, na sétima ronda.

O diretor-geral para o futebol do FC Porto, Luís Gonçalves, e o adjunto Siramana Dembele viram ser-lhes instaurados processos disciplinares.

No encontro entre Paços de Ferreira e FC Porto (3-2), também o treinador dos pacenses, Pepa, foi expulso e foi suspenso por oito dias, enquanto o seu adjunto Samuel Correia terá de cumprir uma suspensão de seis dias.

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Futebol

Sindicato de jogadores defende adiamentos para proteger “integridade” das provas

Joaquim Evangelista

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Foto: Sindicato dos Jogadores de Futebol

O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) defendeu hoje o adiamento dos jogos que envolvam equipas limitadas por casos de infeção com o novo coronavírus, de forma a salvaguardar a “integridade da competição”.

Em comunicado, o SJPF recordou o que sucedeu na semana passada com o Cova da Piedade, que foi punido com uma derrota administrativa por 3-0, por falta de comparência no jogo da II Liga, frente ao Estoril Praia, uma sanção que poderá vir a ser aplicada ao Moreirense, caso esteja impossibilitado de defrontar o Paços de Ferreira, no sábado, para I Liga.

“Tendo em conta o que aconteceu com o jogo do Cova da Piedade e se vislumbra acontecer agora com o Moreirense, pela gravidade do surto, justifica-se claramente o adiamento das partidas, na óbvia defesa da saúde, mas sobretudo da integridade da competição e igualdade de armas entre competidores”, refere a nota do organismo.

Embora tenha “consciência de que a competição não pode, nem deve parar como um todo”, perante o “avassalador número de casos que afeta o país”, o SJPF defende “uma análise circunstancial dos problemas que afetam os competidores” no futebol nacional.

Ainda assim, o sindicato realçou “o comportamento exemplar e profissional que os jogadores têm mantido no cumprimento das normas aplicadas, ao abrigo do protocolo em vigor”.

O Moreirense suspendeu, na terça-feira, os treinos, após ter detetado mais casos de infeção pelo novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, confirmou à Lusa fonte do clube da I Liga, tendo reportado a situação à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e à Direção-Geral da Saúde (DGS).

Na sexta-feira passada, o jogo entre Estoril Praia e Cova da Piedade, da II Liga, não se realizou, uma vez que o Cova da Piedade faltou à partida, depois de o plantel da formação de Almada ter sido colocado em isolamento devido aos casos de covid-19.

Entretanto, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) atribuiu no seu sítio na Internet a vitória por 3-0 ao Estoril Praia, no encontro da oitava jornada do segundo escalão.

O plano de retoma das competições profissionais encara um caso de infeção por covid-19 como uma lesão e estabelece um número mínimo de sete jogadores, entre os quais um guarda-redes e um capitão, para a realização das partidas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 47,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.694 pessoas dos 156.940 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

Carlos Carvalhal vai mexer na equipa “porque os jogadores não são máquinas”

Liga Europa

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal, disse hoje que vai fazer alterações diante do Leicester, na quinta-feira, na terceira jornada do grupo G da Liga Europa de futebol, porque “os jogadores não são máquinas”.

O técnico lamentou as ausências de Ricardo Horta, lesionado, e Fransérgio, que acusou positivo no teste de covid-19, “uma situação nova”, mas “não inesperada pela forma como a pandemia está presente no mundo”, e referiu que, pela intensidade do ciclo de jogos, vai mexer na equipa, sendo que, no domingo, os minhotos jogam com o Benfica, na Luz.

“É expectável que haja alterações, sem dúvida, os jogadores não são máquinas, não queremos que se lesionem, nem que joguem em fadiga. Vai jogar a equipa mais fresca possível, mas, além dessas duas ausências forçadas, vamos fazer mais algumas tendo em vista sermos mais competitivos e salvaguardar a lesão de algum jogador, porque temos um plantel curto”, disse.

Apesar disso, Carlos Carvalhal prometeu um SC Braga fiel à sua maneira de jogar diante do atual segundo classificado da Premier League: “não vamos alterar nada, vamos jogar em função do nosso sistema, que implica ter a bola, gostamos de ter a bola, quando o adversário tiver a bola temos de nos ajustar. Vamos para o jogo de forma destemida e lutar pelos três pontos”.

“O Leicester tem muitos pontos fortes, coletivamente é uma boa equipa, é um grande elogio que faço a Brendan Rodgers, é sem dúvidas um dos grandes treinadores em Inglaterra, tem um jogo difícil de contrariar, marcou cinco golos ao Manchester City, quatro ao Leeds, pode lutar pelo título inglês, se não for este ano, nos próximos anos seguramente”, disse.

Carlos Carvalhal admitiu ainda que chegar ao jogo à frente do grupo com seis pontos em dois jogos dá algum conforto na abordagem ao jogo.

“Em teoria, sim, mas na prática é exatamente a mesma coisa, a gestão tinha de ser feita mesmo se não tivéssemos ganho os outros dois jogos, era imperativa. É uma tarefa dificílima, mas há uma pequena percentagem de sair daqui vitoriosos e é a ela que nos vamos agarrar com todas as forças”, disse.

O técnico admitiu ainda que não ter público no estádio do Leicester é uma vantagem, lembrando a experiência enquanto treinador do Swansea.

“O futebol inglês é o que é pelo público, e futebol sem público não faz sentido, espero que isto passe rapidamente porque o futebol, em Inglaterra, é para o público. É uma vantagem não ter público, joguei aqui com o Swansea e deu para sentir a força dos ‘foxes’, é algo que o adversário perde”, disse.

Esgaio também lamentou a ausência dos capitães Fransérgio e Ricardo Horta, “duas baixas importantes, dois jogadores que ajudam bastante”, mas assegurou que “quem jogar vai estar preparado para responder às exigências porque todos trabalham na máxima força para quando surgir uma oportunidade ajudarem a equipa”.

O lateral direito frisou que o Leicester “é uma equipa forte”, mas vincou que o Sporting de Braga “quer ganhar o jogo”.

“Sabemos da nossa qualidade, vamos ser fiéis às nossas ideias de jogo, não é por jogarmos com o Leicester que vamos mudar qualquer coisa. Vamos tentar explorar as suas fragilidades com a nossa ideia de jogo e sem abdicar de nada”, disse.

Matheus considerou em entrevista a um jornal inglês que o Leicester é uma “inspiração” na luta de aproximação aos grandes do futebol português e Esgaio corroborou a ideia.

“Sim, o Leicester é um bom exemplo, mas não pensámos propriamente nisso. Vamos pensar nos jogos seguintes, pensar em ganhar em ganhar todos os jogos, no futuro logo se verá”, disse.

O SC Braga lidera o grupo G com o Leicester, ambos com seis pontos, e defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio do Leicester City, em Leicester, Inglaterra, jogo que será arbitrado pelo holandês Bas Nijhuis.

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