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Continental já produziu 350 milhões de pneus na fábrica de Famalicão em 30 anos

Economia

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (arquivo)

A fábrica da Continental em Lousado já produziu cerca de 350 milhões de pneus desde que, há 30 anos, se instalou naquela freguesia de Vila Nova de Famalicão, anunciou hoje a multinacional alemã.


Em comunicado, a Continental acrescenta que, em três décadas, o número de trabalhadores em Lousado subiu de 900 para mais de 2.300.

Fonte da empresa disse à Lusa que, no total, foram investidos cerca de 900 milhões de euros na fábrica de Lousado.

Em 2019, a faturação ascendeu a 833 milhões de euros.

Foi em 02 de julho de 1990, faz hoje precisamente 30 anos, que a fábrica de Lousado produziu os primeiros pneus para automóveis.

Até ao final desse ano, foram cerca de 6.000 os pneus que saíram diariamente da unidade industrial.

Em quatro anos, a produção triplicou para 18.000 pneus por dia.

“Até à data, saíram das linhas de produção quase 350 milhões de pneus ‘made in Lousado’”, sublinha o comunicado.

A Continental destaca as “tecnologias de topo” na produção de pneus implementadas na fábrica de Lousado e a equipa “altamente qualificada” que ali trabalha, treinada com programas de formação nas próprias instalações, mas também no exterior e na rede global do Grupo Continental, hoje com 23 fábricas no mundo.

Produzindo inicialmente só pneus para automóveis e viaturas comerciais ligeiras, os pneus SUV (veículos utilitários desportivos) foram adicionados em 2005, seguidos pelos pneus de alta performance em 2013.

Em 2017, começou também a produzir pneus para tratores e para máquinas de ceifar.

“Com estes grandes pneumáticos para uso na agricultura, a Continental voltou ao que era realmente um segmento tradicional para um fabricante de pneus. Afinal, o grupo foi o primeiro a produzir pneus agrícolas na Europa”, refere o comunicado.

Desde 2019, há também a produção de pneus OTR (fora da estrada) para aplicações especiais em diversas máquinas portuárias e movimentação de terras, que é hoje uma linha de produtos “completamente nova” na unidade industrial.

Trata-se de “pneus gigantes”, com diâmetro de vários metros, desenvolvidos para aplicações nas minas e construção.

“Atualmente, a fábrica de Lousado é uma das unidades mais importantes da Continental no mundo dos pneus”. lê-se no comunicado.

Desde o seu arranque, foram vulcanizados cerca de 345,9 milhões de pneus para automóveis, 52.000 pneus para uso agrícola e cerca de 4.000 pneus para portos e minas.

A empresa é a 5.ª maior exportadora em Portugal.

Citado no comunicado, o presidente do conselho de administração da Continental Mabor admite que 2020 está a ser um ano “mais complexo do que todos os outros”, devido ao impacto da pandemia mundial covid-19.

“No entanto, vamos permanecer fortes, juntos como uma equipa motivada e continuaremos a ser um parceiro de negócios de confiança para todos os nossos fornecedores e clientes, como nos últimos 30 anos”, garante Pedro Carreira.

Ao longo dos 30 anos, a fábrica de Lousado já foi ampliada sete vezes.

O Grupo Continental em Portugal, com a Continental Mabor, Continental Pneus, Continental-Indústria Têxtil do Ave, Continental Lemmerz, Continental Teves, Continental Advanced Antenna e Continental Engineering Services, tinha em 2019 no seu quadro permanente cerca de 3.600 colaboradores.

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Funcionários do entreposto de Famalicão do Lidl em greve

Ribeirão

em

Foto: DR

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusou hoje a cadeia de supermercados Lidl Portugal de não respeitar o direito à greve e não estar aberta a negociações.

“Em causa estão situações muito precárias e pessoas que há anos procuram melhorar a sua situação laboral, mas ganham entre 300 e 400 euros, tendo de recorrer a outros empregos, quando são funcionários efetivos e necessidades essenciais. O Lidl prefere ter mais gente a trabalhar e pagar menos”, disse Bruno Silva, do CESP, coordenador do sindicato no distrito de Braga.

O CESP agendou uma greve para sexta-feira, sábado e domingo no Entreposto – Norte da rede de supermercados Lidl, que fica na freguesia de Ribeirão, concelho de Famalicão.

Em comunicado, o sindicato refere que “com o receio esperado do impacto da luta dos trabalhadores neste armazém e o não abastecimento das lojas, já hoje, deram entrada cinco trabalhadores contratados a uma empresa de trabalho temporário, a Work Permit”.

“À estrutura sindical deste entreposto não lhe foi dado a conhecer o plano de contingências. E espanta-se que estes novos trabalhadores estão a desempenhar as mesmas tarefas dos trabalhadores Lidl efetivos e sem qualquer medida de distanciamento”, acrescenta a nota.

Segundo Bruno Silva esta prática é “reiterada” nesta cadeia de supermercados que “naturalmente adivinha uma adesão à greve avassaladora”, à imagem, acrescentou o sindicalista, da greve que aconteceu a meio do ano passado, na qual o CESP diz ter registado uma adesão de 90%.

“Apressaram-se a contratar uma empresa de trabalho temporário para fazer face ao impacto que vão ter [devido à greve]. Temos conhecimento de que as lojas do Norte estão a receber orientações para que os produtos sejam encomendados [aos gestores do Entreposto] até ao fim de semana. Querem que os efeitos da greve sejam diminutos”, referiu Bruno Silva.

Ainda de acordo com nota do sindicato, os objetivos da greve são o aumento dos salários de todos os trabalhadores, a negociação do caderno reivindicativo, bem como a resolução dos problemas dos trabalhadores do Lidl.

O CESP acusa a empresa de “não quer conversar”. “Ao longo dos anos esteve disponível para ver o caderno reivindicativo, dialogar, mas nunca esteve disposta a negociar”, disse Bruno Silva.

Já na nota do CESP lê-se como slogan da greve “A um posto de trabalho permanente, exigimos um vínculo efetivo”, argumentando o sindicato que ao Lidl Portugal “tudo serve” e este “recorre apressadamente a mão-de-obra barata e precária”, enumerando o recurso a trabalhadores oriundos de países do sul da Ásia, nomeadamente paquistaneses e indianos.

“São países que se encontram com elevados níveis de contaminação do SARS-CoV-2 [novo coronavírus] e ainda recentemente impuseram medidas mais duras, como o confinamento das suas populações”, lê-se na nota.

Para o sindicato é “inaceitável” que “muitos trabalhadores aufiram salários bem inferiores ao salário mínimo nacional” o que faz com que, diz a estrutura sindicalista, “vivam abaixo do limiar da pobreza”.

“Importa para o Lidl é investir milhões de euros a cada ano em publicidade e campanhas de marketing, entrando pelas casas adentro publicidade enganosa e camuflando aos olhos de todos os portuguesas a dura realidade que vivem estes trabalhadores Lidl”, conclui a nota.

A agência Lusa contactou via email e telefone a cadeia de supermercados, tendo esta remetido esclarecimentos para mais tarde.

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Guimarães requalifica escola por 190 mil euros

Educação

em

Foto: Divulgação / CM Guimarães

As obras de reabilitação da EB1 de Soutelo, na freguesia de Pinheiro, Guimarães, começaram hoje e vão decorrer durante meio ano, num investimento de 190 mil euros, anunciou o município.

O projeto contempla a substituição da cobertura existente no edifício escolar e a construção de acesso coberto ao átrio de receção dos alunos, situado no piso superior.

Engloba ainda a pintura das fachadas e a substituição do piso sintético do parque infantil.

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Acidente com ambulância em Famalicão faz um morto e dois feridos graves

Colisão

em

Foto: Fama TV

Um acidente a envolver uma ambulância dos Bombeiros Famalicenses provocou, na tarde desta segunda-feira, um morto, dois feridos graves e três ligeiros, em Vermoim, Famlicão, apurou O MINHO junto de fonte do CDOS de Braga.

A vítima mortal é um homem de 72 anos.

Os feridos graves são duas mulheres, de 71 e 42 anos, que também seguiam no automóvel que chocou com a ambulância.

Há ainda três feridos ligeiros: uma criança de sete anos, que também ia no carro, e dois bombeiros que seguiam na ambulância.

Foto: Fama TV

A ambulância seguia para uma ocorrência quando colidiu com um automóvel na Estrada Nacional 206.

Ao que tudo indica, a ambulância seguia na Estrada Nacional 206, quando o carro saiu do cruzamento, acabando por ser abalroado pela viatura de socorro que ia em marcha de urgência.

O alerta foi dado às 16:40.

A prestar socorro estiveram 31 operacionais apoiados por 15 viaturas.

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