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Contexto do risco de incêndios é “preocupante” em 2020

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O contexto do risco de incêndios para este ano é “preocupante”, com o impacto da pandemia de covid-19 a juntar-se às preocupações já anteriormente existentes, segundo uma nota hoje divulgada pelo Observatório Técnico Independente da Assembleia da República.


“O contexto do risco para o ano corrente é preocupante”, lê-se no documento, que aponta para a “situação de crise pandémica devido à covid-19, com redução da mobilidade geral da população, e com confinamento especial de grupos de risco, com medidas de distanciamento físico – erradamente designado por ‘social’ – e com restrições à permanência de um número elevado de pessoas em espaços limitados”.

Este novo enquadramento vai influenciar a constituição de equipas, de guarnições, de tripulações de aeronaves, de equipas helitransportadas e postos de comando, “o que levará necessária e obrigatoriamente à elaboração de um plano de contingência”, sublinha a entidade, acrescentando que os trabalhos decorrem “numa altura em que é incerto o conhecimento sobre a evolução da pandemia nos próximos meses”.

De acordo com a análise ao dispositivo de combate aos incêndios rurais em 2020 feita pelos peritos do observatório, para além da questão da covid-19, “mantêm-se muitas das preocupações anteriores”, uma vez que “para além da influência das alterações climáticas, também a suscetibilidade do território à ocorrência de incêndios rurais não diminuiu”.

O observatório salienta que tem vindo a chamar “a atenção para as metas de ocupação por espécie estabelecidas pelos Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF) para 2030 e 2050 (OTI 2018)” e que “a revisão destas metas decorre da necessidade de adequar o coberto florestal à redução do risco de incêndio, através da redução da área das espécies mais inflamáveis como o eucalipto e o pinheiro bravo e a inversa expansão de espécies folhosas como os carvalhos”.

Os especialistas consideram que os PROF “continuam a ser o instrumento para a redefinição das florestas no sentido de aumentar a sua resiliência, impondo a definição de um coberto e modelos de gestão adequados e favorecendo a expansão de espécies menos inflamáveis”.

Por outro lado, “mantêm-se as fragilidades quanto a peças do planeamento, que assenta uma vez mais no mapa de perigosidade, distribuindo os recursos e meios com base nesta cartografia”, refere o observatório, vincando que “já chamou a atenção para o risco de que o planeamento operacional tenha por base esta cartografia”.

Isto, porque “classifica como de alta perigosidade zonas recentemente percorridas por incêndio”, frisou, ou seja, “este processo resulta na sobrevalorização do risco de incêndio em áreas já ardidas em detrimento de outras zonas do país com maior risco potencial”.

Mais, segundo o observatório, também se regista que o presente Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) “não reflete explicitamente as preocupações vertidas nos estudos que o Observatório tem realizado, tanto no posicionamento estratégico para a primeira intervenção, como para a importância da intervenção no combate noturno, que se revelou muito pouco eficaz nos incêndios de Monchique e de Vila de Rei analisados por este Observatório”.

A entidade sugere que “o dispositivo poderia dispor de equipas especializadas com maior mobilidade e autoridade de intervenção nos teatros de operação mais complexos”.

O observatório regista igualmente “alguma falta de integração do dispositivo de combate com o restante dispositivo do Sistema Integrado de Gestão de Fogos Rurais, nomeadamente em relação às componentes de vigilância, deteção, defesa das populações ou investigação das causas”.

E alerta que “a pouca integração destes aspetos resulta da falta de organização de um verdadeiro sistema integrado com coerência territorial e da inexistência de um Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, questão para a qual este Observatório tem sistematicamente alertado”.

Por fim, os especialistas registam que a análise feita incide apenas sobre a descrição do DECIR, e, em particular na quantidade de meios disponíveis para combater os incêndios.

“Sabe-se, no entanto, que a eficiência e eficácia do combate, particularmente em situações mais complexas, depende fortemente da qualidade da intervenção”, realça o observatório, concluindo que isso “exige cada vez maior ênfase na formação e qualificação dos agentes”.

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País

Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 03 de julho: 4, 16, 27, 37 e 39 (números) e 3 e 6 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 130 milhões de euros.

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País

Covid-19: Mais 11 mortos, 374 infetados e 327 recuperados

DGS

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Portugal regista hoje mais 11 mortos devido à doença covid-19 do que na quinta-feira e mais 374 infetados, dos quais 300 na Região de Lisboa e Vale do Tejo, divulgou a Direção-Geral da Saúde (DGS). Há 28.424 casos recuperados, mais 327.

Segundo o boletim epidemiológico diário da DGS, o número de mortos relacionados com esta doença respiratória infecciosa totalizou hoje 1.598, enquanto os casos de infeção confirmados desde o início da pandemia no país somam 43.156.

O número de pessoas que recuperaram da infeção causada por um novo coronavírus subiu hoje para 28.424 (+327).

O boletim diário foi divulgado ao fim da tarde de hoje, fora do horário habitual.

(em atualização)

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País

Politécnicos precisam de 10 milhões e maioria da verba é para ajudar alunos

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os Institutos Politécnicos precisam de um reforço do Estado de 10 milhões de euros, segundo um levantamento apresentado hoje no parlamento pelo representante daquelas instituições de ensino superior, que alertou para a necessidade de reforço da ação social.

“O que é necessário avançar em termos de Estado? Fizemos um levantamento que terminámos ontem que indica que para a ação social teremos estimado 6,5 milhões de euros de deficit até ao final do ano”, afirmou Pedro Dominguinhos, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), durante uma audição no parlamento para discutir como correu o atual ano letivo, marcado pela pandemia de covid-19, e como as instituições estão a ser planear o próximo.

Pedro Dominguinhos defendeu que, no atual quadro de crise financeira, é preciso um reforço da ação social: “Só conseguimos a inclusão com um reforço da ação social, esta questão é crucial nos dias que correm”, alertou.

Apesar do agravamento da situação financeira de muitas famílias durante a pandemia, o presidente do CCIPS disse que “o número de alunos presentes nas aulas ‘online’ aumentou”.

“Temos uma expectativa positiva. Face à evolução ao longo do semestre vemos que os alunos querem estudar e o reforço da ação social é essencial para não gorar essa expectativa”, alertou.

Além dos 6,5 milhões para a ação social, o CCISP diz que a pandemia fez disparar os custos das instituições em mais 3,7 milhões de euros. Resultado: “São 10 milhões de euros e o senhor ministro tem estes dados”, garantiu.

Nestas contas falta ainda a estimativa de acréscimo relativa às contratações de eventuais docentes que venham a ser necessários, caso seja preciso desdobrar turmas por causa do distanciamento social, e de novo equipamento: “Se metade da turma ficar em casa, será preciso colocar uma câmara para gravar a aula”, explicou.

Durante a comissão parlamentar a pedido do PS e do PSD, também estiveram representantes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), que optaram por não apresentar números.

A ex-ministra da Educação e atual reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues, lembrou que as instituições estão perante “um quadro de grande incerteza” quanto ao futuro, mas começam a ter “algumas certezas” sobre os efeitos da pandemia, tais como o impacto financeiro nas famílias poder vir a ter um impacto muito negativo nas instituições.

A diminuição de alunos internacionais já é certo, com a redução de inscritos, continuando a pairar a hipótese de também os estudantes nacionais poderem ser menos no próximo ano, lembrou Maria de Lurdes Rodrigues, em representação do CRUP.

Sobre o próximo ano letivo, tanto o CCISP como o CRUP reafirmaram estar a trabalhar para que seja com ensino presencial, mas admitiram estar a desenhar vários cenários de ensino misto.

Portugal contabiliza pelo menos 1.587 mortos associados à covid-19 em 42.782 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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