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Construtora de Braga está a selar edifício que ia ser hospital privado mas está ao abandono há 7 anos

Espaço de 13 andares está a ser alvo de vandalismo
Construtora de braga está a selar edifício que ia ser hospital privado mas está ao abandono há 7 anos
Foto: DR

A empresa ABB-Alexandre Barbosa Borges, de Braga, iniciou os trabalhos de vedação e encerramento dos acessos ao edifício que construiu em Campanhã, no Porto, para ser um hospital privado do grupo Trofa Saúde.

O Jornal de Notícias avança hoje que estes trabalhos estão a ser realizados devido ao vandalismo e existirem pessoas a frequentar o seu interior deste edifício de 13 andares concluído em 2018.

Como O MINHO noticiou, em janeiro de 2024, a propriedade deste edifício estava em litígio na Unidade Cível do Tribunal de Braga.

Em causa estava a construção, pela ABB, de um edifício em Campanhã para um Hospital Privado daquele grupo empresarial de saúde. Na primeira ação, a ABB pedia ao Tribunal que anulasse o contrato de construção com a Trofa Saúde, por alegado incumprimento, e pede uma indemnização de 2,5 milhões de euros de indemnização, conforme uma cláusula penal do contrato.

Uma segunda ação, esta interposta pelo grupo trofense, é a ação pauliana – de anulação de negócio – contra a venda pela ABB II-Imobiliária à empresa Predi 5 (esta do universo de empresas de Domingos Névoa) do edifício em construção no Porto inicialmente destinado a acolher um novo hospital privado, mas que seria transformado em hotel – situação que não avançou devido ao Plano Diretor Municipal.

Nessa primeira ação, a ABB diz que o contrato assinado com o Trofa Saúde em 2014 previa a construção de um edifício, com 16 a 18 mil m2, mais 400 lugares de estacionamento.

A firma comprometia-se a comprar os terrenos e a entregar a obra em janeiro de 2017. O Trofa Saúde pagaria uma renda mensal de 130 mil euros, no primeiro ano, a qual subiria para 150 mil nos anos seguintes. Ao fim de três, o Trofa Saúde poderia comprar o prédio por 30 milhões, 15 por cento mais do que o custo previsto, 25 milhões.

A ABB diz que “o programa funcional” apresentado para a obra implicava a ampliação do projeto, de 18 para 32 mil m2 de área, elevando o custo para 37,5 milhões. Logo, o preço teria de aumentar.

 
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