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Braga

Construtora de Braga em disputa por causa de construção de hospital privado no Porto

Construção

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Foto: DR / Arquivo

A Unidade Cível do Tribunal de Braga tenta, em setembro, em audiência prévia, a conciliação de interesses entre o grupo Trofa Saúde e a construtora ABB, de Braga. Num litígio acerca da construção de um   hospital privado no Porto. A audiência prévia já esteve marcada duas vezes, mas foi adiada devido à pandemia.


Conforme O MINHO noticiou, o juiz juntou numa só ação cível as duas que haviam sido intentadas, uma pela ABB, e outra, de sentido contrário, pela Trofa Saúde.  Em causa está a construção, pela ABB, de um edifício em Campanhã, Porto, para um Hospital Privado daquele grupo empresarial de Saúde. Na primeira ação, a ABB pede ao Tribunal que anule o contrato com a Trofa Saúde e pede uma indemnização de 2,5 milhões de euros de indemnização, conforme uma claúsula penal do contrato.

Uma segunda ação, esta interposta pelo grupo trofense, é uma ação pauliana – de anulação de negócio – que intentou no Tribunal de Braga contra a venda pela ABB II-Imobiliária à empresa Predi 5 (esta do universo de empresas de Domingos Névoa) do edifício em construção no Porto destinado a acolher um novo hospital privado.

Nessa primeira ação, a ABB diz que o contrato assinado com o Trofa Saúde em 2014 previa a construção de um edifício, com 16 a 18 mil m2, mais 400 lugares de estacionamento.

A firma comprometia-se a comprar os terrenos e a entregar a obra em janeiro de 2017. O TS pagaria uma renda mensal de 130 mil euros, no primeiro ano, a qual subiria para 150 mil nos anos seguintes. Ao fim de três, o TS poderia comprar o prédio por 30 milhões, 15 por cento mais do que o custo previsto, 25 milhões.

A ABB diz que “o programa funcional” apresentado para a obra implicava a ampliação do projeto, de 18 para 32 mil m2 de área, elevando o custo para 37,5 milhões. Logo, o preço teria de aumentar.

Simulação de negócio?

Na ação pauliana entretanto intentada, o TS – que recusou o aumento do aluguer – nega que haja crescimento da área de construção, acusando a ABB de “má fé”. E diz que se fez um negócio simulado, logo nulo. É  este o argumento usado pelo  grupo contra a venda pela ABB II-Imobiliária à empresa Predi 5 (ambas de Braga) do edifício em construção no Porto destinado a acolher um novo hospital privado. Mas, os visados negam a acusação.

O TS argumenta que a ABB II vendeu o prédio inacabado aquela firma, do empresário Domingos Névoa, por três milhões de euros, quando ela própria dizia que já tinha investido 12 milhões na obra. Assim, concluiu que o negócio é simulado, pelo que quer a sua anulação.

Em resposta, a ABB II – do grupo com o mesmo nome, de Braga, gerido por Gaspar Borges – e a própria Predi 5, vieram contrariar a tese, afirmando que o preço de três milhões já pagos se referem, apenas, à compra dos terrenos, seguindo-se a liquidação de mais dez milhões. Ao todo, com o prédio concluído pode vir a pagar 48 milhões. Ou seja, não   há simulação. A Predi 5 sublinha que a ABB a informou de que já não tinha contrato com a Trofa Saúde, pelo que nada obstava à compra.

Litígio

O Trofa Saúde invoca, também, o Plano Diretor Municipal do Porto para dizer que a ABB contabiliza, indevidamente, na área bruta de construção, os telhados e as áreas de estacionamento. Pede, por isso, e igualmente, uma indemnização de 2,5 milhões e diz que o contrato ainda vigora.

O Trofa Saúde solicita, ainda, ao Tribunal que impeça a construtora de divulgar ou fornecer os planos arquitetónicos do hospital – que serão segredo da empresa – , de forma a que não possam ser aproveitados por outro.

Em resposta, a ABB II contrapõe que o contrato findou automaticamente quando o TS contratou um dos seus engenheiros, precisamente o que estava encarregue da obra, o que é motivo de rescisão.

Os dois contendores mantêm, ainda, relações comerciais, já que o TS instalou no edifício Savoy, no centro de Braga, um segundo hospital, pagando à ABB, uma renda mensal de 125 mil euros. Falta saber se o TS vai denunciar o contrato.

O grupo Trofa Saúde, gerido por António Vila Nova, o maior do Norte no ramo e um dos maiores do país, tem oito hospitais privados – um deles em Braga – e cinco clínicas médicas, duas delas em Braga.

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Braga

Incêndio em Vila Verde está extinto. Consumiu 40 hectares

Incêndio florestal

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O incêndio que deflagrou ao início da noite no lugar de Boivivo, em S. Pedro (Vade), concelho de Ponte de Barca, mas que depressa ‘virou’ para o concelho de Vila Verde ficou extinto por volta das 05:00 horas desta madrugada, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

Segundo Luís Morais, 2.º comandante dos Bombeiros de Vila Verde, as chamas consumiram cerca de 40 hectares de mato numa das encostas da freguesia de Aboim da Nóbrega, nos lugares da Chão e de Cabo.

“Decidimos agarrar o incêndio num caminho, evitando que alastrasse mais, conseguindo assim dar o fogo como extinto já perto do início da dia”, disse o responsável pelas operações no terreno.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O elevado desnível do terreno, a mais de 500 metros de altura, aliado com um forte vento que se fez sentir na zona serrana, durante a noite, dificultou os trabalhos no terreno, com o fogo a chegar a ter uma frente de considerável dimensão.

Um abrigo de animais acabou por ser evacuado, após ordem do comandante, por existir risco do incêndio destruir aquela instalação que possuía sobretudo galinhas.

“Foi um trabalho muito duro mas os bombeiros estão de parabéns, pois conseguimos dominar o fogo e não chegou a ameaçar habitações nem houve necessidade de evacuar ninguém”, disse Luís Morais.

Segundo informações recolhidas pelo CDOS de Braga, no terreno estiveram mais de 60 operacionais e 20 viaturas de várias corporações dos distritos de Braga e Viana, como foi o caso de Famalicenses, Fão, Barcelinhos e Taipas.

A GNR de Vila Verde também esteve no local.

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Braga

Incêndio em Vila Verde lavra com grande intensidade

Incêndio florestal

em

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O incêndio florestal que deflagrou ao início da noite deste domingo no lugar de Boivivo, entre os concelhos de Vila Verde e Ponte da Barca, avança com grande intensidade para a aldeia de Aboim da Nóbrega, no concelho vila-verdense.

Pelas 01:08, as chamas descem pela serra junto ao lugar da Chão, onde existem dezenas de habitações, apurou O MINHO no local.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Há ordens de evacuação de abrigos de animais localizados na encosta que arde.

Segundo informações recolhidas junto do CDOS de Braga, existe apenas uma frente ativa, virada a Vila Verde.

No local estão cerca de 60 operacionais apoiados por 20 viaturas de corporações dos distritos de Braga e Viana do Castelo.

Também os Bombeiros de Beato e Penha de França (Lisboa) estão no combate, uma vez que integram uma equipa especial sediada durante o verão em Viana do Castelo.

A GNR de Vila Verde está no terreno.

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Braga

Cisterna da Câmara de Braga afundou no rio Este

Acidente

em

Fotos cedidas a O MINHO por Mário Queirós

Uma cisterna agrícola foi encontrada esta manhã de domingo afundada no rio Este, junto ao complexo desportivo da Rodovia, na cidade de Braga.

Desconhecem-se os motivos da ocorrência, sabendo-se apenas que, pelas 07:00 horas desta manhã, a cisterna encontrava-se no local sem sinal da viatura que a atrelava.

Foto cedida a O MINHO por Mário Queirós

Foto cedida a O MINHO por Mário Queirós

Foto cedida a O MINHO por Mário Queirós

Foto cedida a O MINHO por Mário Queirós

Ao longo desta manhã, O MINHO contactou diversas entidades, como PSP, Polícia Municipal, Bombeiros Sapadores e Voluntários, mas nenhum organismo tem conhecimento da situação ou recebeu qualquer pedido de auxílio para rebocar a cisterna.

Ao que apurámos, cerca das 08:00 horas, uma viatura da Câmara de Braga esteve no local e os funcionários cobriram a cisterna com uma lona.

Entretanto, o vereador do Ambiente, Altino Bessa, confirmou que a cisterna pertence à Câmara de Braga e que se tratou de uma “operação” que “não correu bem”.

“Houve alguma falha, ou mecânica ou do manobrador”, explica o vereador, assegurando que a mesma será “retirada durante esta tarde”.

“Todos os dias, nesta época de verão, abastece água no Lago da Rodovia para regar jardins e floreiras da cidade onde não há sistema de rega”, clarifica Altino Bessa, negando que seja de transporte de águas residuais.

(notícia atualizada às 14h03 com declarações de Altino Bessa)

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